Gaf.arq
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O Arquitecto/a...Que considera ser de maior referência?
Gaf.arq replied to LFigueiredo's topic in Arquitectura
Sou um estudante brasileiro (e mais precisamente paulista e paulistano) e tenho como inevitável referência principal a obra do finado Vilanova Artigas (João Batista Vilanova Artigas). Entre os nomes da lista, porém, votei em Paulo Mendes da Rocha, cuja presença em nosso cotidiano arquitetônico é sempre fascinante. -
Não sei se todos sabem... mas também cabe lembrar que o Meirelles é arquiteto formado na fauusp, em são paulo, no brasil.
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Esta é a lista das maiores regiões metropolitanas. São Paulo, por exemplo, possui "apenas" 11 milhões de habitantes, mas sua RM possui 20 mi.
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O que é um automóvel senão um trambolho de 500 kg carregado pra todo lado por um idiota de 50kg? Esta frase é atribuída a Paulo Mendes da Rocha, embora nunca a tenha encontrado publicada em qualquer lugar.
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É preciso fazer cantar o ponto de apoio. Perret. Esta frase povou a cabeça de muita gente aqui em São Paulo nas últimas décadas. Quais catedrais tendes no pensamento? De Vilanova Artigas, dirigida a seus alunos.
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Se em Portugal a situação parece não estar boa, imaginem como ela é no Brasil. Aqui existem apenas duas grandes revistas de arquitetura (Projeto/Design e AU), sendo que ambas possuem qualidade muito baixa. Além disso, há anos que não existe crítica no país. Não fosse a biblioteca de minha faculdade (cujo acervo agrega as boas revistas européias), eu realmente me sentiria em uma ilha.
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Habitação coletiva em bairro central em São Paulo
Gaf.arq replied to Gaf.arq's topic in Arquitectura
Obrigado pelos comentários. As imagens que tenho dos modelos ainda estão desatualizadas (visto que correspondiam a etapas anteriores do projeto), por isso não as postei aqui, mas pretendo fazê-lo logo. -
Habitação coletiva em bairro central em São Paulo
Gaf.arq replied to Gaf.arq's topic in Arquitectura
Realmente, talvez seriam criadas espacialidades mais interessantes caso houvesse prumadas de circulação vertical internas à lámina, mas chegamos a estudá-las e consideramos tal iniciativa muito limitadora (do ponto de vista da quantidade final de apartamentos, visto que resultariam possivelmente menos unidades por andar). Acreditávamos que quanto menor a dimensão transversal da lâmina melhor seria para o conjunto, o que levou à solução atual. Já que concentramos a circulação vertical (elevadores e escada, que em São Paulo exige-se enclausurada - ou seja, totalmente fechada em relação às unidades) em um único ponto (e que coincidia com a esquina), procuramos ressaltá-la como materialidade que é: daí o volume em concreto (betão) aparente rasgado pelas janelas verticais. Também achamos interessante o caminho entre a torre de circulação e o pavimento intermediário (em uma dinâmica do tipo "entrar-sair-entrar"). Quanto aos portadores de deficiência física, previmos três unidades em cada um dos níveis intermediários. -
O programa pedia unidades de até 50 m², de forma a que o conjunto fosse destinado a programas oficiais de financiamento e acesso à moradia no Brasil. Embora não seja considerada "habitação de interesse social" devido à restrita legislação brasileira de financiamento, ainda assim está no contexto da destinação de terrenos no centro da cidade de São Paulo às moradias ditas "populares". O projeto foi desenvolvido em pouco mais de 3 meses, em um sítio próximo a um dos principais eixos viários da cidade (a avenida Nove de Julho), no bairro do Bixiga (antigo bairro operário, local de concentração dos imigrantes de origem italiana e hoje um dos principais locais com concentração de teatros e casas de espetáculo na cidade). O programa também previa uma padaria à rez-do-chão. >> >> >> >> > Os princípios que nortearam o desenho foram: espaço público qualificado para a cidade; qualidade no desenho da unidade habitacional (a qual englobava ventilação transversal, integração visual à cidade); criação de caminhos interessantes entre público e privado. A implantação se deu de forma a minimazar os efeitos sobre o edifício vizinho, que possui varandas voltadas a este sítio e atenuar a empena cega do outro edifício que se justapõe ao projetado. O espaço livre criado chão da cidade é inteiramente cedido a ela, criando novos fluxos e espaços de apropriação pública. Partiu-se do princípio de aglutinar a circulação de acesso a um conjunto de apartamentos (que no andamento do projeto revelaram-se como sete) em um único grande espaço comunitário de uso flexível que constitui um pavimento intermediário. Concentram-se três apartamentos ao longo de um pavimento, cujos acessos se dão pelo pavimento intermediário (subindo ou descendo), criando-se assim um andar superior e outro inferior àquele pavimento. Neste pavimento ainda há um apartamento (cujo acesso em nível possibilita sua habitação por portadores de deficiência física). As paradas do elevador se dão apenas no pavimento intermediário. Tal configuração surge do desejo de propor uma espacialidade diversa do tradicional "empilhamento" de apartamentos em edifícios dotados de circulação avarandada. Isto também possibilita que todos os apartamentos possuam visuais da cidade que não se limitam apenas a uma das faces do edifício.
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Dúvida de um colega brasileiro: o que é um GAP? Seria um escritório de assessoria ou consultoria para projetos complementares ou é algo diferente?
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Pois considere-se bem-vinda, caso decida-se pela FAUUSP!!!
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Creio que sim, embora não conheça a fundo a faculdade.
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certamente eu recomendaria a FAUUSP (visto que é lá que eu estudo ... mas certamente a própria cidade pesaria na sua escolha: paisagem carioca ou dinamismo paulistano?
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Certamente é uma produção diversificada e cheia de qualidades, além de recusar-se a meramente importar modelos internacionais de forma pouca crítica. No entanto, ela pouco dialoga com a produção do mercado imobiliário. É outra questão que me deixa curioso a respeito de Portugal: os patrícios lusitanos saberiam dizer como se dá a relação entre a arquitetura de "vanguarda" e o mercado imobiliário no país? No Brasil, este diálogo praticamente não existe, de forma que a boa arquitetura fatalmente se restringe a pequenos setores da sociedade. Quanto à Escola da Cidade, imagino que atualmente sua mensalidade seja próxima de R$ 1200,00.
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Certamente a FAUUSP (http://www.fau.usp.br) é, considerando a história da arquitetura no Brasil, a escola mais importante. Mas não sei se é o lugar que eu recomendaria, apesar de estudar lá: hoje ela vive uma situação de fragmentação do ensino e dos conhecimentos bastante evidente, o que eventualmente leva a uma "inércia" de seus alunos (e vice-versa). Uma nova escola que parece ter uma proposta interessante é a Escola da Cidade (http://www.escoladacidade.edu.br). De qualquer forma, apresentei apenas uma das faces da produção arquitetônica no Brasil (aquela mais evidente em São Paulo), entretanto, o buraco é mais embaixo: deixo de citar toda uma obra que é realizada em áreas mais distantes do país e pouco focalizada pela mídia. Os mais críticos dizem que é uma crise criativa (afirmação com a qual não concordo), devido a questões políticas, sociais e de identidade cultural e nacional. Procure pelo trabalho do Lelé (http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura246.asp e http://www.fau.usp.br/eventos_sn/lele_na_fau/index.html) ou do Severiano Porto e entrará em contato com outras faces. O grupo paulista, no entanto, é certamente o mais consistente.
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permitam-me reavivar este tópico... Há aqui em São Paulo (Brasil) um órgão estadual responsável pela fiscalização e coordenação da construção de edifícios escolares. Como tais edifícios são realizados por escritórios particulares, este órgão público (conhecido como FDE - Fundação para o desenvolvimento escolar) disponibiliza em seu sítio, gratuitamente, um vasto catálogo de pormenores (os ditos "detalhes" no Brasil) genéricos. Não são exatamente desenhos de "vanguarda", visto que a tradição construtiva brasileira ainda é muito artesanal, mas podem ser de alguma ajuda. exemplo de catálogo: http://consfde.edunet.sp.gov.br/catalogo/marco2006/HTML/atualizacao/subpages/compo.htm exemplo de pormenor: http://consfde.edunet.sp.gov.br/catalogo/marco2006/HTML/atualizacao/subpages/pdf/AC-08%20(13-08-04).pdf sítio de entrada: http://consfde.edunet.sp.gov.br/catalogo/marco2006/HTML/atualizacao.htm
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Permita-me corrigi-la: a sigla correta da faculdade é FAU-USP. De qualquer forma, é realmente emocionante subir todos os dias as rampas deste edifício. O convívio diário com ele, no entanto, envolve situações de amor e ódio: ele é famoso pelos seus problemas de conforto ambiental (em especial, o calor no verão e o frio no inverno), estanqueidade, entre outros. Porém, olhar para sua cobertura através da sequência de planos que formam cada piso é de fato mágico. Ficam algumas imagens para recordar: >> >>
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Há hoje em São Paulo todo um conjunto de escritórios e arquitetos que herdaram a arquitetura produzida por Artigas e Paulo Mendes da Rocha e possuem uma obra bastante coerente entre si. Constituem, de uma forma geral, a representação brasileira na Bienal de Veneza este ano. Exemplos seriam os escritórios MMBB (http://www.mmbb.com.br/), una Arquitetos (http://www.unaarquitetos.com.br/vp/inicial.htm), e SBPR (http://www.spbr.arq.br/). Há também um escritório importante, o Brasil Arquitetura (http://www.brasilarq.com.br/portugues.htm), formado pelos "discípulos" da Lina Bo Bardi, que também possui uma obra bastante consistente. Este edifício é por vezes considerado marco importante desta nova geração: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura104.asp
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agradeço a todos as boas-vindas. Além de ser um fórum sobre arquitectura, interessa-me também seu país de origem: devido à minha ascendência, sou cidadão português (além de brasileiro), embora infelizmente ainda não tenha visitado o país. Aqui no Brasil, eu e vários colegas consideramos fascinante a arquitetura portuguesa em suas várias manifestações: desde Souto de Moura e Siza a ARX e outros. Obrigado!
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Gostaria de saber dos colegas portugueses o que acham da arquitetura brasileira contemporânea. Há quem diga que hoje o Brasil vive uma criise criativa muito forte e que foi-se o tempo de gente como Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha. No entanto, certas regiões possuem ainda uma forte produção: São Paulo mantém uma coerente arquitetura herdada daquilo que chamamos de "Escola Paulista" (uma espécie de "brutalismo" praticado nos anos 60/70) e de Mies. Outros arquitetos possuem também obras de destaque, nas quais se vê um forte desejo de entendimento do clima e do lugar.
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Olá a todos! Estudo Arquitetura e Urbanismo em uma universidade brasileira (http://www.fau.usp.br) e pretendo contribuir com o que puder aqui. Gostei muito do fórum! A quem for de interesse, parte do meu trabalho se encontra aqui: http://www.flickr.com/photos/gaf/sets/187752/ Até mais.
