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    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
  1. Sou um estudante brasileiro (e mais precisamente paulista e paulistano) e tenho como inevitável referência principal a obra do finado Vilanova Artigas (João Batista Vilanova Artigas). Entre os nomes da lista, porém, votei em Paulo Mendes da Rocha, cuja presença em nosso cotidiano arquitetônico é sempre fascinante.
  2. Não sei se todos sabem... mas também cabe lembrar que o Meirelles é arquiteto formado na fauusp, em são paulo, no brasil.
  3. Esta é a lista das maiores regiões metropolitanas. São Paulo, por exemplo, possui "apenas" 11 milhões de habitantes, mas sua RM possui 20 mi.
  4. O que é um automóvel senão um trambolho de 500 kg carregado pra todo lado por um idiota de 50kg? Esta frase é atribuída a Paulo Mendes da Rocha, embora nunca a tenha encontrado publicada em qualquer lugar.
  5. É preciso fazer cantar o ponto de apoio. Perret. Esta frase povou a cabeça de muita gente aqui em São Paulo nas últimas décadas. Quais catedrais tendes no pensamento? De Vilanova Artigas, dirigida a seus alunos.
  6. Se em Portugal a situação parece não estar boa, imaginem como ela é no Brasil. Aqui existem apenas duas grandes revistas de arquitetura (Projeto/Design e AU), sendo que ambas possuem qualidade muito baixa. Além disso, há anos que não existe crítica no país. Não fosse a biblioteca de minha faculdade (cujo acervo agrega as boas revistas européias), eu realmente me sentiria em uma ilha.
  7. Obrigado pelos comentários. As imagens que tenho dos modelos ainda estão desatualizadas (visto que correspondiam a etapas anteriores do projeto), por isso não as postei aqui, mas pretendo fazê-lo logo.
  8. Realmente, talvez seriam criadas espacialidades mais interessantes caso houvesse prumadas de circulação vertical internas à lámina, mas chegamos a estudá-las e consideramos tal iniciativa muito limitadora (do ponto de vista da quantidade final de apartamentos, visto que resultariam possivelmente menos unidades por andar). Acreditávamos que quanto menor a dimensão transversal da lâmina melhor seria para o conjunto, o que levou à solução atual. Já que concentramos a circulação vertical (elevadores e escada, que em São Paulo exige-se enclausurada - ou seja, totalmente fechada em relação às unidades) em um único ponto (e que coincidia com a esquina), procuramos ressaltá-la como materialidade que é: daí o volume em concreto (betão) aparente rasgado pelas janelas verticais. Também achamos interessante o caminho entre a torre de circulação e o pavimento intermediário (em uma dinâmica do tipo "entrar-sair-entrar"). Quanto aos portadores de deficiência física, previmos três unidades em cada um dos níveis intermediários.
  9. O programa pedia unidades de até 50 m², de forma a que o conjunto fosse destinado a programas oficiais de financiamento e acesso à moradia no Brasil. Embora não seja considerada "habitação de interesse social" devido à restrita legislação brasileira de financiamento, ainda assim está no contexto da destinação de terrenos no centro da cidade de São Paulo às moradias ditas "populares". O projeto foi desenvolvido em pouco mais de 3 meses, em um sítio próximo a um dos principais eixos viários da cidade (a avenida Nove de Julho), no bairro do Bixiga (antigo bairro operário, local de concentração dos imigrantes de origem italiana e hoje um dos principais locais com concentração de teatros e casas de espetáculo na cidade). O programa também previa uma padaria à rez-do-chão. >> >> >> >> > Os princípios que nortearam o desenho foram: espaço público qualificado para a cidade; qualidade no desenho da unidade habitacional (a qual englobava ventilação transversal, integração visual à cidade); criação de caminhos interessantes entre público e privado. A implantação se deu de forma a minimazar os efeitos sobre o edifício vizinho, que possui varandas voltadas a este sítio e atenuar a empena cega do outro edifício que se justapõe ao projetado. O espaço livre criado chão da cidade é inteiramente cedido a ela, criando novos fluxos e espaços de apropriação pública. Partiu-se do princípio de aglutinar a circulação de acesso a um conjunto de apartamentos (que no andamento do projeto revelaram-se como sete) em um único grande espaço comunitário de uso flexível que constitui um pavimento intermediário. Concentram-se três apartamentos ao longo de um pavimento, cujos acessos se dão pelo pavimento intermediário (subindo ou descendo), criando-se assim um andar superior e outro inferior àquele pavimento. Neste pavimento ainda há um apartamento (cujo acesso em nível possibilita sua habitação por portadores de deficiência física). As paradas do elevador se dão apenas no pavimento intermediário. Tal configuração surge do desejo de propor uma espacialidade diversa do tradicional "empilhamento" de apartamentos em edifícios dotados de circulação avarandada. Isto também possibilita que todos os apartamentos possuam visuais da cidade que não se limitam apenas a uma das faces do edifício.
  10. Dúvida de um colega brasileiro: o que é um GAP? Seria um escritório de assessoria ou consultoria para projetos complementares ou é algo diferente?
  11. Pois considere-se bem-vinda, caso decida-se pela FAUUSP!!!
  12. Creio que sim, embora não conheça a fundo a faculdade.
  13. certamente eu recomendaria a FAUUSP (visto que é lá que eu estudo ... mas certamente a própria cidade pesaria na sua escolha: paisagem carioca ou dinamismo paulistano?
  14. Certamente é uma produção diversificada e cheia de qualidades, além de recusar-se a meramente importar modelos internacionais de forma pouca crítica. No entanto, ela pouco dialoga com a produção do mercado imobiliário. É outra questão que me deixa curioso a respeito de Portugal: os patrícios lusitanos saberiam dizer como se dá a relação entre a arquitetura de "vanguarda" e o mercado imobiliário no país? No Brasil, este diálogo praticamente não existe, de forma que a boa arquitetura fatalmente se restringe a pequenos setores da sociedade. Quanto à Escola da Cidade, imagino que atualmente sua mensalidade seja próxima de R$ 1200,00.
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