Há de considerar que Brasília foi projetada e construída durante um período de grande euforia econômica no Brasil, quando a indústria automobilística crescia em velocidade nunca vista, o preço dos automóveis despencava, a gasolina era barata e se acreditava que em poucos anos cada brasileiro seria dono de um automóvel (o que seria uma tragédia mas, avaliando as condições anteriores no Brasil, é compreensível o deslumbramento que caiu sobre todos naquela época frente a esta possibilidade). Por isso Brasília foi projetada (novamente reforço: Por Lúcio Costa, não por Niemeyer!) considerando que os principais deslocamentos seriam feitos via automóvel, porém reservando grandes áreas verdes, assim como pequenos setores de comércio local entre as superquadras residenciais, onde o deslocamento seria feito a pé.
O que agravou muito a situação foi crescimento da população brasiliense muito acima do esperado, junto com a falta de investimento público em sistemas de transporte coletivo. Analisando rapidamente o plano piloto de Brasília nota-se que a estruturação de um sistema de transporte coletivo é simples. A estrutura viária o facilita.
O sistema de metrô resolveria boa parte dos problemas, mas está com as obras quase concluídas, porém paradas, há anos. A instalação de um uma linha de VLT na via W3 também é uma promessa antiga.
Uma outra providência seria o fortalecimento das cidades satélite afim de que diminua a sua dependência do Plano Piloto, para que os seus moradores fiquem em seus territórios e não sobrecarreguem tanto Brasília.
Enfim, falta vontade política.