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  1. Não gosto de falar do que desconheço, mas pelo que li aqui parece-me que a proposta é maioritariamente positiva. Situações óptimas são quase impossiveis em urbanismo. Ponderações e decisões têm que ser feitas. Dúvido que o domínio hídrico esteja negligenciado (de certo que ninguém está à espera da "abertura" das linhas de água), e parece-me que a qualificação e redução do espaço viário, e consequente ruído e poluição, são centrais à revitalização e dinamização daquele importante eixo. Lamento que os estudos não especifiquem a natureza dos equipamentos (algo que devia ser determinado, embora com algum grau de flexibilidade, pelo plano). Espero que os decisores sejam consequentes caso aprovem o plano, nomeadamente através das políticas de habitação e revitalização do edificado e da "vida"! Como nota final...era bom ver os eléctricos a voltar à Av. da Liberdade...desta feita em espaços específicos e sem carros. Uma visão do passado para o futuro com principios sustentáveis.
  2. Só para sublinhar o que já tinha referido!...Não se trata da melhor solução técnica...(A não ser que a Sotagus seja da Liscont)...
  3. O problema não reside nas duas questões apresentadas, que parecem de forma diferente valorizar Lisboa, a ver: 1. A construção do terminal poderá colocar finalmente Lisboa como portal transatlantico de mercadorias, ao nível dos portos mais conhecidos da Europa. Aliás, esta intenção vêm em documentos estratégicos internacionais e nacionais - "Portugal - Porta do Atlântico". A pergunta reside numa questão estartégica "o que é que os outros estão a fazer? Como está a evoluir o mercado associado aos transportes de mercadorias por mar? e será que há mercado e condições de futuro para justificar o investimento?". Já todos conhecemos grandes ideias que resultaram ultrapassadas, com fundos "enterrados" e em contextos em que aquele investimento fazia falta em muitas outras coisas. O resultado positivo e eficiente da intervenção poderá ser muito benéfico para a economia portuguesa, claro que em prejuízo da paisagem ribeirinha. 2. A recusa de intervenções nocivas à paisagem, a coragem para devolver o espaço ribeirinho aos cidadãos é outra vertente a saudar, desta feita no campo da qualidade de vida, e numa vertente muito utilizada no âmbito da regeneração urbana. Mas o uso de espaços industriais, portos, etc na reconversão e devolução ao espaço público ocorre com a extinção do uso para o qual o espaço foi destinado, e muito raramente quando as actividades aí instaladas ainda funcionam. Depois também convém saber até que ponto Lisboa suporta actividades ribeirinhas de ócio e lazer, uma vez que continua a haver uma barreira fisica (linha férrea) e os espaços já existentes estão muitas vezes vazios. Ou seja, seria um grande investimento para um retorno que não é garantido (mesmo em qualidade de vida). Não apresentando qualquer solução, resta-me apenas uma opinião convicta de que a única coisa que sobressai é mais do mesmo, ou seja, grandes investimentos, supostamente bons para os portugueses, servem apenas para escamotear negocios o menos transparentes possiveis, favorecer os amigos de sempre e deixar as empresas emergentes e dinâmicas incrédulas na realidade portuguesa. Faz-se como no ilusionismo, cria-se uma diversão e dá-se o golpe. E com isto, a questão do terminal ou do espaço público ribeirinho é o menos importante.
  4. P.S.: não sei se concordam comigo, mas o calendário está um pouco confuso...a repetição de eventos não permite a decisão sobre a data e pertinência do mesmo.
  5. Olá Primeiro gostava de dar os parabéns pelo novo layout e pelo esforço que de certeza está por trás de todo este fórum. Sempre considerei o arquitectura.pt como um espaço bem organizado (estrutura) mas cuja utilização nem sempre seguia esta organização. Ou seja, em que a informação colocada pelos utilizadores muitas vezes encontra-se dispersa. Ora, para quem dispõe de pouco tempo para "vir passando por cá" (como deve acontecer com muitos), é dificil não perder algumas das melhores participações. Por exemplo: as "ultimas noticias de arquitectura" têm projectos que deviam estar no âmbito nacional e internacional, e não nesta "pasta", que suponho sirva para alertas, noticias, e notas breves. Também a "arquitectura nacional" tem as semanas temáticas, cujos temas se sobrepõem, em parte, às grandes "pastas" da página inicial, o que poderá criar, mais uma vez, dispersão. Assim, o meu contributo vai neste sentido, ou seja, na interrogação aos criadores deste grande espaço de discussão, da eventual necessidade de compressão e simplificação de temas (o que na minha modesta opinião poderá conduzir a um mais fácil acompanhamento por parte dos vários utilizadores), e na possibilidade de "organizarem" os temas "mal colocados" pelos utilizadores em geral (uma mensagem tipo "este post foi colocado na pasta X". Mais uma vez os parabéns.
  6. Concordo com tudo o que aqui foi dito. Cada vez mais o OMA parece um atelier de académicos que não se interessam pela formação / constituição de cidade, de vivências. Diria que está no extremo oposto de um Richard Rogers. OMA é cada vez mais mediatização, livros experimentalistas, teorias matemáticas e muito pouca cidade. Enquanto uns exploram a relação da cidade com o Homem, no contexto cultural, social, espacial e temporal, outros aplicam matrizes académicas, para resolver uma coisa que muitas vezes até é intuitiva. Se nas cidades contemporâneas existem pessoas que procuram "não lugares" (Marc Augé), no Dubai haverá pessoas à procura de lugares (raizes culturais da cidade), uma vez que todo o território é artificial e não reconhecivel, ou seja, um enorme "não lugar", ou um "não país", uma vez que este renuncia toda a sua cultura e história, e não gera processos identificatórios (termos sociais e culturais).
  7. Já estou à muito tempo indignado com o Estado, com a Ordem e com o estado da "coisa". São levantadas muitas questões pertinentes, e é bom ter quem as levante, as traga à discussão. Parabéns ao MCF. Por outro lado acho extremamente redutores os comentários aqui feitos sobre o texto apresentado. De tudo o que é dito apenas retêm a "boa arquitectura"...e onde é que no texto se diz que o passado não tinha bons arquitectos ou boa arquitectura?...apenas diz que, em termos contemporâneos, é um direito reconhecido. Com um maior reconhecimento do papel da arquitectura vem uma maior responsabilidade...no entanto parece que caminhamos no caminho inverso.
  8. Infelizmente algumas destas soluções "minimais" são "destruidas" pelo diploma da acessibilidade. Eu entendo a necessidade, urgência e enquadramento de desenho acessível, principalmente em espaços e equipamentos públicos, mas agora os arquitectos que tiverem uma casa com 80 m2 (ou menos) para desenhar têm que ter OBRIGATORIAMENTE desenho acessivel, que inclui pelo menos uma IS para pessoas com mobilidade condicionada (raios de mobilidade, barras laterais, espaço manobra, etc). Na minha opinião acabou-se o desenho por encomenda (para um cliente específico), os espaços minimais e as soluções de design compacto. P.S.: Concordo com a obrigatoriedade de desenho acessível numa percentagem de fogos em edifícios plurifamiliares. Parabéns pela noticia e à Maria João Portugal.
  9. Portugal tem problemas gravíssimos em termos sociais com a criação dos denominados bairros sociais. Claro que a condição é melhor que as "barracas" ou bairros ilegais, mas no fundo da questão está o seu zonamento e desenho que permite a continuação da segregação e da marginalização social. As questões são complexas, e as experiências ainda estão a ser avaliadas. Desenhos integradores como os que se tentaram implantar na alta de Lisboa (edifícios de realojamento integrados em quarteirões habitacionais) só poderão ser devidamente avaliados no espaço de 1 a 2 gerações, e é claro que actualmente "chocam" os restantes habitantes, mas a médio / longo prazo poderão ter bons resultados na integração das novas gerações. Tudo é avaliado e ponderado, por exemplo, no Reino Unido até a denominação "Social Housing" foi abolida por distinguir e, como tal, fomentar a segregação social. Como segundo ponto gostava de manifestar o meu desagrado com a ideia de "mais policiamento". Se há insegurança é porque infelizmente há menos gente na rua, e aí podemos culpar arquitectos, politicos, promotores, etc. Não é através de opressão que contemos a criminalidade, ela a existir adapta-se e desenvolve-se. Andamos a criar condomínios, suburbios, espaços pouco atractivos e nada diversificados, e depois dizemos que há pouca segurança. É vergonhoso o que se passa em Portugal, onde se chega a estacionar em passeios e passadeiras para não andar do lugar livre a 20 metros até ao café. No que respeita ao Brasil, seria interessante lerem sobre o trabalho do Arq.º Jaime Lerner em Curitiba. A implementação de uma política social nas favelas passou por formação e motivação social. O envolvimento em processos mais amplos (carácter social, ecológico, etc) garantiu alguma integração, e claro um maior afastamento à criminalidade, claro que esta não desapareceu. Sinceramente duvido que "substituir a favela" seja a solução para o problema, apenas seria uma maneira de mudar o ambiente (físico, construido) do problema. Acho inclusivé que a favela é uma manifestação arquitectónica do mundo (bastante mimética por sinal), que pode ser estudada e adaptada. Neste caso especifico, acho que a arquitectura e o urbanismo podem auxiliar a solução, mas estão longe de ser a solução. http://planeamentopontocom.blogspot.com
  10. Tens um texto engraçado da Arq.ª Helena Roseta sobre o "quadrado perfeito da sustentabilidade". Aqui não tenho, mas vou tentar encontrar (deve haver algures na net`- já tem uns largos anos). Mas o principal é mesmo o conceito genérico, que não aparece nesse documento anexo, e que é este: “Humanity has the ability to make development sustainable – to ensure that it meets the needs of present without compromising the ability of future generations to meet their own needs.” (Bruntland, 1987) http://planeamentopontocom.blogspot.com/2007/12/notas-soltas-1.html
  11. Há coisas que nos apercebemos e não falamos, o mérito está em traze-las à superficie. Parabéns. É um tema que me inquieta há algum tempo, embora olhe com desdem, um pouco castigado pela mediocridade das pessoas na sua constante preocupação pelo marketing sem mérito e conteúdo. Como "sustentável" e "ecológico" existem milhares de outras palavras mal utilizadas (aproveito para lembrar que não é um fenómeno Português). Quantas intervenções denominadas "ecológicas", "bioclimáticas" e "sustentáveis" baseiam-se na utilização de um único recurso/tecnologia (entre os vários que podia cumulativamente utilizar) , e de vez em quando mal utilizado, para recorrer ao apetecido termo. Mais um pouco do que é a nossa realidade. Sinceramente não acho que sejam ainda produtos acessiveis (infelizmente sem apoio do estado), não acho que haja muita informação, não acho que a população se importe, nem acho que os promotores liguem (estes estão em piloto automatico e com ligação directa à caixa registadora). Agora, cabe-nos alterar essa mentalidade. Primeiro, recorrendo a concepções económicas e sustentáveis (gestão de desperdicios, escolha de materiais, aproveitamento energético renovável, etc), introduzindo novas tecnologia, e claro...esforçando-nos por demonstrar aos promotores que o produto final é mais viável economicamente, ou seja, vende mais e melhor!!...enquanto isso não for possível, lá vamos experimentando com uns poucos clientes "iluminados" e endinheirados que devem representar 0,5% do mercado. http://planeamentopontocom.blogspot.com
  12. Infelizmente alguns temas abandonam a essência para tornarem-se discussões pessoais. Também infelizmente acontece haver contributos menos iluminados que incendeiam as hostes... Sobre o projecto...não gosto. Não gosto porque não vejo onde é que o inquérito à arquitectura popular oculta o geniuslocci; Não gosto porque não acho que se devam reproduzir imagens da arquitectura popular de formato unifamiliar em edificios plurifamiliares em médias e altas densidades; Não gosto porque não tem qualquer ligação com a envolvente e paisagem urbana (subversão da rua que está bem patente na envolvente); Não gosto porque acho que vai ter problemas de vivência e manutenção (vivência porque a criação de laços não depende só e unicamente de espaços verdes); Não gosto porque acho forçado, feio e uma péssima ideia... ...mas é apenas a MINHA opinião. ...ahhh...e não gosto porque mais uma vez perdeu-se a oportunidade de se fazer algo de bom, útil. http://planeamentopontocom.blogspot.com
  13. Acho piada ao "Beyond the extensive presence of nature and collective space, the project will be designed to respond carefully to the tropical climate and address issues of sustainability through incorporating multiple features of energy-saving technologies."...deve ser amigo do Byrne!!
  14. Concordo com Sputnik...separadores com dois metros só deviam ser "permeáveis" em casos excepcionais. Os recursos e custos utilizados na manutenção de um espaço verde com essas caracteristicas é elevadíssimo (em comparação com um espaço verde devidamente dimensionado). Pessoalmente sou contra "canteiros", e no exercício da minha actividade não admito que esses espaços sejam contabilizados para espaços verdes publicos (como áreas de cedência para o domínio público), porque nunca cumprem essa função. Por outro lado, aceito que hajam soluções que pedem um alinhamento central (árvores) ou uma barreira física e/ou visual (arbustos), e aí também não acho que haja grande problema (vejam por exemplo o exemplo da Av. 5 de Outubro com árvores de porte significativo e caleiras relativamente pequenas). Quanto às infraestruturas, aconselho que na planta de implantação faças um esboço esquemático do traçado das infraestruturas para que fique claro que não devem passar "ao eixo", assim dás indicações às especialidades.
  15. Caro João. Todos já passamos por essas dificuldades, inclusivé recorrendo ao livro do Prof. Ribeiro Teles. O que te posso adiantar é o seguinte: esforça-te por saber da existência de arquitectos paisagistas nessa autarquia, e tenta envolve-os na especialidade. Claro que isso nem sempre é possível, e aí, não há nada como avançar (tal como na arquitectura e urbanismo, vê projectos da especialidade, aplica os teus conhecimentos bioclimáticos, e opta pelas árvores que mais se adequem). Eu, por exemplo, por norma, apenas distingo as árvores quanto à sua folha (perene ou caduca) e ao seu porte, remetendo o desenvolvimento da proposta à especialidade de paisagismo. Quanto às caleiras, e salvo algumas excepções, 1 x 1 metro será suficiente para a maioria dos casos.
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