Antes de mais muito obrigado pelos vossos comentários!
Não deixa de ser interessante o modo como expõe o acto de “projectar” (o que quer que isso signifique para cada um de nós e aceitando o relativo distanciamento naturalmente fruto de um acumular, ou não de experiência projectual), creio que somos unânimes em considerar que este se “esgota”, se torna “ultrapassado”, “insuficiente” (sempre entre aspas) quando chega ao papel, maquete, ou algo mais, para responder aos intentos de cada um, bem como às exigências do projecto ou situação.
Tal é algo que me ocorreu neste primeiro projecto e naturalmente nos outros que se lhe seguiram.
Respondendo à indução de que este seria o meu melhor projecto: “não o vejo como tal!”
De facto acredito mais na postura crítica e experimentalista (naturalmente condicionada por diversos factores) sendo esta a última que tem ditado a minha, até então, curta incursão pelo mundo da arquitectura e que de alguma maneira se revê na afirmação acima.
Quando me questiona acerca da diferença entre habitar um e outro espaço, sem dúvida que levanta uma questão interessante. A recriação quase matemática, rigorosa, ou se preferir “cópia”, permite por um lado o criar de um espaço frio, repetitivo, labiríntico, em que a repetição do argumento, momento e espaço dá lugar a uma subversão do espaço público. Sendo esta vontade maior, à de trabalhar o espaço privado (agora assim tornado por apropriação ao público), o que ainda assim não retira qualquer legitimidade à sugestão, apenas permite contextualizar o projecto. No entanto e ainda assim essa pode ser apontada como a fase seguinte a desenvolver no projecto.
Decidi colocar mais umas fotos pois poderão reafirmar algo mais sobre o projecto, já mais que percebido. No que concerne ao enunciado, terei todo o gosto em facultar-vos, embora de momento não me seja possível.