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lobão

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  1. E então o que acharam das conferências? :)
  2. Lá "Valente" é o Homem para mostrar estes delírios...:rolleyes:
  3. que grande cena! obrigado ai pintor :rolleyes:
  4. Acho que vale bem a pena dispender de alguns minutos para ver estes videos porque tendemos a esquecer este tipo de questões... é importante obrigarmo-nos a pensar sobre a razão das coisas e acho que isto oferece algumas respostas. Coisas as vezes que de tão obvias parecemos esquecer, e falo por mim que não sou nenhum génio, que estou a tentar perceber a arquitectura e que sinceramente acho este tipo de cenas fascinantes. Obrigado por isto mesmo!:rolleyes:
  5. fico com a sensação que talvez necessitasse de um confronto mais acentuado entre sombra e luz de forma a propriciar alguns espaços de tensão. Embora compreenda claramente a intenção e a atitude de relação com o exterior...não sei parece-me existir luz em demasia. Pessoalmente, optaria a priori por uma composição mais contida, intimista apesar de achar a composição volumétrica interessante. Quanto à cobertura, acho-a incrível, não é por não se ver que deve de ser descuidada e não é por acaso que alguns a apelidam de quinto alçado. Além do mais com programas como o google earth hoje em dia qualquer pessoa pode ter essa vista de pássaro sem as pagar fortunas de uma viagem de helicoptero. Se quando projectamos vemos o objecto como um todo então todas as partes são importantes, não existem alçados principais porque todos são parte integrante da peça e cumprem a sua função.
  6. nem em todas senão ja o teria visto há muito mais tempo!
  7. uma cabana com luzes de árvore de natal?? estou a brincar, plasticamente acho uma ideia muito interessante até mas duvido que possa ser mais do que isso. cheers
  8. Soberbo... acho que não há palavras para dizer mais nada depois de ver esses videos. Mais uma vez, obrigado Dreamer. Ja conhecia a obra mas esses videos mostraram-ma como nunca pude imaginar. Melhor so quando for lá!!:D
  9. Acho que este é um arquitecto a ter em atenção no futuro, se não for pela identificação pessoal com a sua arquitectura, que seja pelo seu pensamento e tentativa de abordagem divergente do que se está a tornar comum nacionalmente (o já aqui debativo e retornado sempre que surge oportunidade-o tema da caixa habitável). Não digo que não seja show-off q.b. mas parece-me que a ideia do "completamente plástico" (como o miesogeno referiu) é algo que contemporaneamente começa a ganhar relevância na arquitectura em deteriorimento da velhinha máxima "A forma segue a função" embora continuemos alguns (e eu próprio me incluo no grupo) a olhar para estas expressões com um certo cepticismo que apenas o tempo poderá dizer se é injusto ou não. Aliás, segundo palavras do próprio arq. em entrevista à revista Pública: "Deve-se ter cuidado com os novos cânones, mas que é preciso um novo cânone na arquitectura do século XXI, sem querer parecer demasiado apocalíptico, é realmente necessário." Estamos nós a aceitar os novos desafios que este século impõe?
  10. Acho que este é um arquitecto a ter em atenção no futuro, se não for pela identificação pessoal com a sua arquitectura, que seja pelo seu pensamento e tentativa de abordagem divergente do que se está a tornar comum nacionalmente (o já aqui debativo e retornado sempre que surge oportunidade-o tema da caixa habitável). Não digo que não seja show-off q.b. mas parece-me que a ideia do "completamente plástico" (como o miesogeno referiu) é algo que contemporaneamente começa a ganhar relevância na arquitectura em deteriorimento da velhinha máxima "A forma segue a função" embora continuemos alguns (e eu próprio me incluo no grupo) a olhar para estas expressões com um certo cepticismo que apenas o tempo poderá dizer se é injusto ou não. Aliás, segundo palavras do próprio arq. em entrevista à revista Pública: "Deve-se ter cuidado com os novos cânones, mas que é preciso um novo cânone na arquitectura do século XXI, sem querer parecer demasiado apocalíptico, é realmente necessário." Estamos nós a aceitar os novos desafios que este século impõe?
  11. sim uma linguagem muito "miesziana" especialmente no tratamento dos espaços interiores. A fotografia da sala é flagrante... lembrei-me logo das colagens que o mies fazia para estudar o espaço e as relações entre interior e exterior. já agora... é de mim ou vi uma rede a fazer de guarda da varanda?... um pouco incomum...
  12. Também mas não só... Em locais onde possam existir determinadas pontes térmicas o contacto entre o ar quente do interior com o ar frio do exterior pode provocar o surgimento de fungos e humidades. Por isso é que falamos actualmente inclusive de sistemas de caixilharias com corte térmico e vidro duplo. A ideia é que o estrato que se encontra em contacto com o exterior nunca toque o estrato da parede interior. Digo isto pelo que aprendi das minhas aulas de sistemas construtivos. No fundo existe sempre esta dualidade: por um lado temos de tentar isolar o edifício no sentido de este ter uma boa eficiência térmica, por outro temos de encontrar soluções eficazes de ventilação dos espaços para que o ar se regenere... se estiver errado digam.
  13. não é que eu perceba muito mas não resultará a total ausência de isolamento térmico nas paredes na formação de possíveis humidades? Porque no Inverno o edifício será aquecido de forma artificial através do ar condicionado e essa ausência fará com que perca eficiência térmica no sentido de reter o calor... pa, elucidem-me se faz favor porque agora tb fiquei curioso com esta possibilidade! :)
  14. Fazem falta este tipo de intervenções... coerentes com as pré-existências e sem acrescentos contemporâneos mesmo que bem conseguidos. É uma obra de uma simplicidade admirável e gosto cuidado no tratamento material. :)
  15. Parece-me urgente este tipo de intervenção que visa a dinamização utilitária dos espaços que o tempo foi deixando esquecidos. Todos sabemos que não é fácil escapar às pressões imobiliárias, ainda para mais quando se tratam de locais bem localizados como é o caso, e acredito que este tipo de funções possa estimular o surgimento de novos fluxos para a zona ao mesmo tempo que não descura a relevância iminente do valor habitacional. Espero apenas que o local não adquira uma vivência demasiadamente elitista motivada pelo conteúdo programático a nível de rua e ao invés permita a sua sã convivência com o universo de moradores que ai habitam ou irão habitar. Reabilitar a cidade passa obrigatoriamente pela reflexão destes factores sociológicos, pelo menos a meu ver.
  16. Dois Blocos de Habitação - Foz do Douro Localização: Porto (1991 - 2002) Arquitectura: João Pedro Serôdio e Isabel Furtado Com estes dois sólidos, abertos em dois lados opostos, resumindo a estrutura dos volumes a planos verticais e horizontais de betão aparente, pretende-se que o perímetro e o interior sejam entendidos como uma só peça, sem detalhe. As partes relacionam-se entre si e com o todo pelo uso de um sistema de proporções regulares (1:1;1:2;1:3). Exprimindo o seu peso, os dois sólidos deformam o terreno. As duas partes, estrutura e ocupação, transcrevem para o material a sua natureza - a pesada de betão à vista e a ligeira de paíneis deslizantes.
  17. Ok obrigado por terem respondido e me terem elucidado. faz todo o sentido... como disse eu nao sabia quais as implicações disso. foi apenas uma sugestão. abraço a todos!
  18. Não sei se ja foi previamente sugerido ou não mas acho que seria uma boa ideia ter um chat no site onde pudessemos de forma mais rápida e directa contactar com quem se encontra online... fica a sugestão, embora não faça ideia das implicações reais que isso traria. no entanto penso que seria uma mais valia. Cumprimentos a todos :icon14:
  19. Mais vale copiar bem de quem faz bem do que inventar mal. se todas as moradias que conhecemos fossem esses "caixotes", como tantos têm tanto gosto em chamar deixavamos de ver as misérias que se alastram. Não se trata de repetir uma fórmula! Trata-se de entender quais os valores relevantes a retirar duma arquitectura.
  20. Muito interessante. Gostei particularmente dos rostos.
  21. Tive oportunidade de assistir a uma apresentação desta obra pela própria arquitecta e recordo-me que o que mais me impressionou para além da sua abordagem intuitiva do que seria aquele espaço, a sua simplicidade e os jogos de escala (não só nas aberturas dos vãos mas também na porta de entrada) foi o facto de como um objecto que se pensou efémero, pelas suas qualidades rapidamente se quis intemporal. Acho que este facto diz tudo sobre a arquitectura quando esta realmente enobrece e completa a sua envolvente.
  22. tens toda a razão marco1, eu próprio sinto o mesmo e sei que precisava de evoluir muito nesse campo. Talvez nestas férias comece a tentar. Obrigado pelo comentário e pelas observações!
  23. Isso ja ta andar :)
  24. Cultivo o vício do desenho nos meus tempos livres e sempre que posso gosto de "exercitar a mão e o pensamento". Aqui ficam uns quantos.. alguns feitos ainda para a cadeira de Desenho II da faculdade espero que gostem! ah, e comentem também claro. Abraço :icon14:
  25. Embora aprecie imenso a qualidade indiscutível da arquitectura japonesa, os resultados que apontam o Siza não me surpreendem de todo... Ele representa uma realidade que nos está mais directamente ligada do que qualquer outro caso internacional. Gostos à parte... não é por acaso, que lhe chamam "o último dos mestres dos modernismo". Ás vezes impressiona-me é o facto de algumas pessoas o considerarem uma espécie de "pateta iluminado" (citando uma expressão de um professor meu) sem alguma vez se terem debruçado um pouco que seja sobre a sua vasta obra, tentado perceber as suas influências e referências. Muitas das suas obras para além de peças de pura arquitectura, no sentido mais profundo desta palavra, são autênticas celebrações dos princípios operativos mais fundamentais da arquitectura ( o tratamento da escala, dos planos de fundo nas suas prespectivas, a luz, o encerramento do espaço enquanto algo escultório, etc.). Enfim... não consigo assimilar esta tendência actual de culto de imagens, de desenhos autistas de escalas assombradoras que se impoêm sobre a realidade muitas vezes sem sequer as tentar compreender como se me afigura muito do que vejo desta tendência "pós-modernista"?! Talvez tenha um sentimento nacionalista acrescido (com as vantagens e desvantagens que isso coloca) mas gostava que mais pessoas olhassem "para dentro" com o mesmo fascínio com que olham para tudo que vem "lá de fora".
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