3CPO
Colaboradores-
Posts
3813 -
Joined
-
Last visited
-
Days Won
9
Content Type
Profiles
Forums
Events
Everything posted by 3CPO
-
INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL Módulo 1: Enquadramento do Processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA): - Obter uma visão geral do processo de AIA; Conhecer os conceitos essenciais relacionados com o processo de AIA; Identificar as principais entidades intervenientes , bem como as funções inerentes a cada uma delas; Reconhecer as diferentes fases do processo de AIA e o seu enquadramento temporal; Obter conhecimentos sobre o enquadramento legal do processo de AIA. Módulo 2: O Estudo de Impacte Ambiental (EIA): - Conhecer os conteúdos e os diferentes descritores do EIA; Identificar as diferentes fases de um EIA; Compreender a taxonomia de avaliação de impactes; Compreender a natureza das medidas propostas; A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) e implicações para o projecto. Módulo 3: A avaliação do Estudo de Impacte Ambiental e o Parecer: - Consolidar os conhecimentos adquiridos nos Módulos 1 e 2, facilitando a leitura do EIA; Reconhecer a importância do parecer e de uma avaliação adequada de um EIA; Sistematizar a informação do EIA, com base nos diferentes conteúdos dos descritores; Ser capaz de criar uma estrutura para a avaliação do EIA; Ser capaz de proceder a uma avaliação adequada de um EIA; Módulo 4: Exercício final: - Simulação da avaliação de um estudo de impacte ambiental e concepção de um parecer. 12 horas / 9 e 16 de Junho / Das 9h30 às 18h30 (1.º Sábado) e das 14h00 às 18h00 (2.º Sábado) 150 EURO (Isento de IVA, ao abrigo do n.º 15 do artigo 9.º do CIVA) Fonte: ARQCOOP
-
Semanas Temáticas de Arquitectura Nacional _ Habitação Espaço para discussão e debate temático para troca de ideias e impressões, bem como alguns comentários. :)
-
Olá, Gostaría de informar que já está disponível mais um tema das Semanas Temáticas - Habitação. :)
-
CP precisa de 200 milhões de euros para comboios novos na Linha de Cascais
3CPO replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Maquinista aponta falhas mecânicas: "Isto assim não dura muitos anos" Carlos Cipriano http://img242.imageshack.us/img242/4461/2219761c9edbceu0.jpg :) -
Abertura em 2008 é incontornável De forma a justificar o investimento feito, o Museu Machado de Castro tem de «ser dotado de condições e recursos humanos e financeiros», com vista à abertura que tem mesmo de acontecer em 2008 http-~~-//img242.imageshack.us/img242/8482/156001a98048eq9.jpg Fonte: Diário de Coimbra
-
Praça do Campo Pequeno ganha óscar do Melhor Empreendimento 2007
3CPO posted a topic in Arquitectura
Praça do Campo Pequeno ganha óscar do Melhor Empreendimento 2007 O arquitecto José Brusky, projectista da remodelação da Praça do Campo Pequeno, em Lisboa, congratulou-se hoje pelo projecto ter ganho o Prémio do Melhor Empreendimento do Ano 2007, considerando que esta zona da cidade "estava moribunda". http://img242.imageshack.us/img242/8416/campopequeno1a7a60apy1.jpg Fonte: Diário Económico -
Olá Maria Ramalho, Agradecemos a rectificação, mas a notícia provém da Ordem dos Arquitectos. Aproveito a ocasião para divulgar as extenções da Trienal: http://www.arquitectura.pt/forum/f14/trienal-extensoes-da-trienal-de-lisboa-6509.html :)
-
Trienal de Lisboa 2007 _ Extensões As Extensões são iniciativas de carácter cultural promovidas por entidades exteriores à Trienal, mas que são integradas no programa do evento. São propostas que cruzam a arquitectura com o cinema, o teatro, as artes plásticas, a literatura ou a música e estão pensadas como uma acção de descentralização da Trienal. Sendo diferentes, a arquitectura, as artes plásticas, a música e/ou cinema possuem inúmeros pontos de contacto e contaminação, sendo desejável estender a reflexão ao trabalho de autores em que essas relações transdisciplinares são recorrentes. Exposição Polis Territórios de Transição #1_Espaço, Lugar E Paisagem Lugar à Dança «Paz, Pão, Habitação… As Operações SAAL», 90’ Exposição de Arquitectura Virtual kubik Exposição “INNER CITY” Lisboscópio Em Trânsito A Cidade como arquitectura A caminho do país das maravilhas: jovens arquitectos em portugal Exposição V Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Urbanismo Exposição Polis Pólo 1- Pavilhão de Portugal A exposição Polis, organizada pela Parque Expo, será uma demonstração das mais-valias que essas operações de planeamento urbano, claramente relacionadas com o tema da Trienal, trouxeram às cidades portuguesas. Territórios de Transição #1_Espaço, Lugar E Paisagem Galeria Luís Serpa Comissário: Luís Serpa Terça a sábado, das 15h_19h “Territórios de Transição” é uma exposição que será apresentada em três partes, tanto na Galeria como num ou mais espaços. Inclui obras de Pedro Calapez, Luís Campos, Hamish Fulton e Yang Qian. Lugar à Dança De 31 de Maio a 31 de Julho Vários locais Dedicado ao tema Cidade Criativa/Corpo Criativo, o Festival Internacional em Paisagens Urbanas - Lugar à Dança vai trazer até à Trienal de Arquitectura de Lisboa uma programação que envolve grupos nacionais e internacionais com propostas variadas na área das artes performativas e visuais. «Paz, Pão, Habitação… As Operações SAAL», 90’ 4 Junho, 21 h Cinema São Jorge/São Jorge Cinema “Paz, Pão, Habitação… As Operações SAAL” é um documentário de 90 minutos sobre as operações do Serviço de Ambulatório de Apoio Local (SAAL), um programa de apoio à habitação lançado durante o I Governo provisório de Portugal. Exposição de Arquitectura Virtual De 2 a 31 de Julho Galeria Fernando Santos Exposição sobre arquitectura virtual que reporta, exclusivamente, a projectos nunca materializados em obra. kubik Lisboa De 31 de Maio a 31 de Julho Uma instalação temporária de luz, que propõe uma fusão entre a arquitectura, luz e música. Exposição “INNER CITY” Museu da Electricidade, Lisboa De 15 de Junho a 28 de Julho A expressão “vazio urbano” abrange um conjunto de conceitos prov enientes quer do domínio urbanístico quer sociológico, que convergem para o seu sentido global. Lisboscópio 20 Julho a 12 de Agosto Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação Calouste Gulbenkian Gardens Segunda a domingo das 10h às 18h Lisboscópio é“uma arquitectura de espaço (...) um dispositivo efémero e móvel, cuja construção explora a utilização de matérias que anunciam a transformação da cidade”. Lisboscópio foi a representação oficial portuguesa na 10ª Exposição Internacional de Veneza. EM TRÂNSITO 28/05 e 04/06 Casa da Música – Terraço 21h30 A linha de programação “em trânsito” tem como objectivo apoiar, partilhar e ampliar a programação cultural em função de oportunidades de presença de conferencistas num território nacional ou vizinho. Neste âmbito, a OASRN organiza na Casa da Música, no Porto, duas conferências: #014 Hermann Czech [Áustria] e #015 Jamie Fobert [inglaterra]. Entrada livre. A CIDADE COMO ARQUITECTURA · 17/06 Auditório de Serralves 21h30 Com a re-edição do livro de Nuno Portas "a cidade como arquitectura" de 1961, a OASRN organiza em Serralves um debate/apresentação do livro com 4 gerações a debruçarem-se sobre a sua importância e significado: Pedro Bandeira, Nuno Grande, Francisco Barata e Gonçalo Byrne. Entrada livre. Road to Wonderland: Young Architects in Portugal (a caminho do país das maravilhas: jovens arquitectos em portugal) · de 05/06 a 09/10 Passos Manuel 21h30 Ciclo de conferências de Jovens Arquitectos até aos 40 anos, em parceria com o Passos Manuel e a Fundação da Juventude. Ao longo de 4 meses, jovens arquitectos portugueses vão poder apresentar os seus projectos, as suas obras, o seu pensamento, a sua actividade e reflexão em torno da arquitectura. Da escrita ao desenho, do Blog à obra. Entrada livre. Exposição V Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Urbanismo Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa Datas: a confirmar Organização: Ministério da Vivenda A Exposição da V Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Urbanismo mostra a realidade das cidades actuais através de trabalhos e projectos arquitectónicos actuais procurando transmitir um amplo sentido social. A Bienal Iberoamericana foi criada pelo Ministério da Vivienda em 1998 para activar a comunicação e cooperação entre os arquitectos de Espanha, Portugal e da América Latina. Desde então, o Ministério da Vivienda, em conjunto com diversas instituições académicas e ordens profissionais, constituiu-se como centro dinamizador das sucessivas bienais. Fonte: Trienal de Arquitectura
-
[Projecto] Pavilhão de Refúgio . Penafiel _ Francisco Portugal e Gomes
3CPO replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Mais informação: -
Francisco Portugal e Gomes Pavilhão de Refúgio . Santiago/Penafiel . 2003 Esta obra encontra-se implantada na extremidade de uma pequena quinta situada na Freguesia de Santiago, em Penafiel. Apesar de se tratar de uma área de características suburbanas em expansão acelerada, subsiste um pequeno núcleo com uma forte identidade, semi-abandonado de tradição rural a rodear a capela de Santiago de Subarrifana. Uma vez cessadas as actividades agrícolas que ali ocorriam, o objectivo fundamental do trabalho consistiu na criação de um espaço de refúgio que pudesse proporcionar o reatamento dos laços afectivos com o lugar. O programa inicial previa a construção de um pavilhão com 50 m2, uma casa e um campo de ténis. Em 2003 foi proposto um estudo que contemplava o reordenamento integral daquele espaço, tendo em linda de conta o impacto produzido pela construção de um viaduto para atravessamento da linha de caminho de ferro que, fragilizara a coesão dos elementos existentes. Posteriormente foram desenvolvidos dois projectos que evoluíram paralelamente; um de Arranjos Exteriores e Paisagismo e outro do Pavilhão. A casa e o campo de ténis não se concretizaram. O pavilhão substitui o lugar de uma antiga cozinha anexa próxima da casa de caseiro ainda existente. No lado Poente voltado ao arruamento de acesso, a implantação segue os anteriores limites. Foi criado um pátio descoberto que serve de entrada e que descomprime a proximidade com uma casa vizinha, a partir do reaproveitamento do granito das paredes preexistentes Este elemento funde-se com a nova construção, através dos vãos não envidraçados e interligando a parede de granito com placas de ardósia com 3cm de espessura dispostas horizontalmente sobre pequenos cubos de pedra que, em conjunto fazem uma grelha contínua que desenha o edifício. Esta abordagem pretende aproximar o novo edifício a algumas edificações vernáculas construídas com granito, próximas do local, onde a linguagem arquitectónica incorpora simultaneamente elementos de composição clássica e popular e a função se torna ambígua. O pavilhão está organizado a partir de um núcleo de instalações sanitárias e duche, localizado entre o pátio e a área coberta, pretendendo-se reforçar o sentido de entrada, comprimindo-a, para logo de seguida libertar todo o restante espaço num compartimento multifuncional subdividido por um balcão com 1,10m de altura. O interior é marcado pela área central onde se encontra o fogo de aquecimento, pela disposição dos pórticos estruturais e pelos vãos que, permitem a percepção da envolvente exterior num ângulo de 180º. Agredecemos a colaboração de Francisco Portugal e Gomes.
-
Matosinhos homenageia arquitecto O artista foi um dos distinguidos com a medalha de honra do município e o título de cidadão honorário. Fonte: TVI
-
www.aspirinalight.com _ 27.05.2007 Defende Koolhaas que nos organizamos no caos. Que nos sabemos, antes, que só nos sabemos, organizar na desordem. Passo Delirious New York de uma ponta à outra a procurar entender esta suposta revelação de modernidade. Reconheço a critica social e estimo o importante resultado de um dos mais categóricos ensaios sobre sociedades contemporâneas que a intelectualidade arquitectónica produziu, mas tenho dificuldade em concretizar o resultado prático da tese. Urbanismo é confusão? Profunda descrença a minha. Séculos de evolução acidental comprovam que foi no tempo que o desenho do espaço cravou o seu sentido. Da cidade medieval aos primeiros grandes planos, tudo aquilo, num certo tempo, num certo espaço, fez sentido enquanto noção urbana. De vida e experiência urbana entenda-se. Digo que não é a capacidade de reflexão que nos permite identificar um movimento ou um estilo, essa é característica intrínseca das artes plásticas, da pintura, do cinema, da escultura, da musica e de alguma arquitectura. Mas não reconheço o urbanismo enquanto disciplina pertença da arquitectura. Nem da engenharia. Nem de qualquer outra ciência que ao estudo das coisas se decida dedicar. Tampouco como arte, no sentido lato do termo. O urbanismo é resultado prático imediato, é experiência continua de avaliação justa e precisa, cuja percepção se nos relaciona com a crueldade do falhanço e o deslumbre do resultado acertado. Koolhaas, como Clark, é sensível ao momento da avaliação mas desconsidera o acompanhamento histórico ao comportamento do homem no meio construído que o rodeia, enquanto animal que, como os outros, se guia por estímulos, por referenciais. No extremo, por coordenadas especificas que o localizam num ponto e lhe permitem estimar distâncias e ponderar uma acção no espaço. E é aí, no senso comum, que ao homem é útil o conceito de urbanismo, que no caso se confunde com noções de rua, estrada, avenida, alameda, rotunda, casa. Prédio. Edifício. E é na mediação da sua própria proporção com a da envolvente que o homem se movimenta. Para ele, é tudo quanto importa. Eventualmente, de quantas mais referências disponha, melhor se comporta na relação com o lugar. Certamente, quanto melhor estruturado o mesmo esteja, mais imediata será a resposta que dará à situação. E urbanismo, como a arquitectura propriamente dita, é muito (tudo ?) sobre situação. Mas o urbanismo, como a arquitectura, também é sobre linguagem corporal. E depende muito da linguagem corporal. A maior ou menor escala, é na expressão física das coisas que consideramos a relação que mantemos com elas. No caso, numa cidade, o lugar em que as coisas estão vem por acréscimo e por elementar consequência. Vejo passar de repente na RTP Memória imagem várias da frente oriental da Lisboa ribeirinha há pouco mais de 10 anos atrás, num tímido mas prometedor plano para aquela que viria a ser a Expo’98, mais tarde Parque das Nações, actualmente qualquer coisa que se não sabe bem o que pretende ser, mas que facilmente percebemos aquilo que ali se pretendeu fazer. O resultado é falho porque vem por adição. Uma década de adição kitsh a uma única ideia bem intencionada resulta num lugar de permanência quase única e exclusivamente na dimensão vertical, agressiva. Por fora o profundo desgosto de um patético construir precoce e incipiente. Curioso, um quilómetro para cima mora um dos mais notáveis exemplos de desenho urbano com que Lisboa se pode orgulhar. Nos Olivais há espaço, há distância. Há acontecimento e consequência. Anda muita gente por ali, de manhã à noite. Uma ideia inovadora com 40 anos de existência. A teoria do caos cai por terra, a um quilómetro daquilo que poderia ter sido um tratado contemporâneo, hoje, de desenho urbano. Parece ter-se aprendido com isso, mais a norte surge hoje a Alta de Lisboa com reminiscências salutares ao que foi em tempos a generosa pretensão dos Olivais. Veremos quanto tempo dura o bom senso em favor do também precoce e caótico instinto construtivo, a coisa anda quase sempre de mãos dadas com o capital. É sempre mau sinal. O Arquitectura.pt agradece a colaboração de Aspirina Light.
-
Pedro Duarte Bento Self-sufficient Single-Housing Concurso Internacional "self-sufficient housing" Self-sufficient Single-Housing - Combater a Desertificaçao no Alentejo. Nos últimos 30 anos o êxodo rural no Alentejo tem-se revelado praticamente incontornável e as causas apontadas para o facto são o abandono progressivo das práticas rurais e o constante apelo do estilo de vida urbano. À medida que o fenómeno da desertificação continua, um emergente grupo social, [fortemente urbano], têm-se revelado como um dos potenciais trunfos para combater este processo aparentemente irreversível. Os elementos deste grupo procuram uma alternativa ao desgaste físico e emocional, causado pelo stresse urbano, e reencontrar uma estabilidade e equílibrio no contacto com a Natureza e com as actividades ecológicas que ela proporciona. Segundo alguns estudos sociais e demográficos, o retrato deste grupo define-se por casais sem filhos dependentes e acima da faixa etária dos cinquenta anos. É com base nesta estimativa que traçamos a ideia principal: uma casa auto-suficiente no Alentejo para ser habitada por duas pessoas. Pode desenvolver-se isolada ou em comunidade. Suportado pelas estatísticas metereológicas da região foi criado um plano de consumo energético alternativo, nomeadamente através das energias solar e eólica, que uma vez recolhidas sao canalizadas para o uso doméstico. O painel solar, com cerca de 10m2, apontado a Sul e com uma inclinaçao de 30º garante, nesta regiao, cerca de 1400 Kwh/ano. A energia das pás eólicas é conduzida para um conversor e, para além duma utilização imediata, pode ser temporariamente armazenada em pequenas baterias. Paralelamente existem também dois contentores para o armazenamento de água, um para irrigação da pequena área de cultivo e outro para consumo doméstico, tendo este último um filtro manual de osmose inversa. O espaço de cultivo tem cerca de 100m2. Agredecemos a colaboração de Pedro Duarte Bento.
-
Pedro Duarte Bento Casa de campo na Lardosa . Beira-Baixa . 2007 abordagem do cliente Na primeira abordagem o cliente [casal sem filhos] tinha como referência à sua 'casa de campo' algo que fosse 'moderno' mas paralelamente pertencesse ao imaginário colectivo daquilo que 'naturalmente' e 'tradicionalmente' seria uma casa no campo. Numa zona do país onde a arquitectura vernácula sofreu durante três décadas uma singular descaracterização, corolário da evolução dos sistemas construtivos e dos novos materiais mas também da importação de modelos arquitectónicos estrangeiros, o cliente queria claramente distanciar-se do modelo actual da 'vivenda' comercial fortemente implementado na zona, não só pela forma como também pela função: a casa de campo será a 'segunda casa', o refúgio aleatório da cidade, mas que permita ao casal continuar a trabalhar. O terreno está localizado fora da malha urbana de baixa densidade que define a aldeia. Encontra-se em campo aberto. abordagem ao cliente O processo conceptual começa por desmontar a história da arquitectura contemporânea ao cliente; retroceder. Perceber onde entra o comummente designado por 'moderno' na evolução da forma e da função na arquitectura e onde esse conceito choca com o tradicional . Relatam-se três interpretações: a tradicional/vernácula; a modernista e a pós-modernista com o seu movimento elíptico. Compreendem-se as suas maiores características, os seus pontos facilmente identificáveis, a identidade inerente a cada um dos processos. conceito A casa de campo busca a sua identidade híbrida, no sentido figurativo em que 'híbrido' será aquilo que participa de dois [ou mais] géneros diferentes. Assim, a casa de campo é híbrida geneticamente, sendo o seu fenótipo a mistura de dois genótipos distintos: o instintivamente tradicional e reconhecível do vernáculo e o racionalmente funcional do modernismo. construção o conceito estrutural define-se por um volume autoportante de betão ao qual é acoplado um volume de madeira e estrutura metálica. Na escolha dos materiais exteriores tende-se para materiais tácteis, com vínculo expressivo. Agredecemos a colaboração de Pedro Duarte Bento.
-
E que soluções propões? A gravidade não falha...
-
Como já ouvi dizer... "Uma provocacaozinha... fica sempre bem." :)
-
Trienal | Lisboa | Salas de Chuto | Paulo Moreira e Diogo Matos
3CPO replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Ao lado da Fundação Mário Soares... :) -
Não queres publicar mais algumas fotografias? :happy:
-
Intervenções na Cidade – Tecto Habitado Paulo Miguel de Melo com Maria João Correia e Luís Maria Baptista http-~~-//img522.imageshack.us/img522/1121/ic016tecto162e63cgx6.jpg http-~~-//img522.imageshack.us/img522/6311/ic016tecto262f427ef6.jpg A proposta: O TECTO HABITADO, é uma estrutura espacial que pretende reflectir e ser o reflexo à escala humana da presença física dos pilares e do tabuleiro da ponte. O TECTO HABITADO, é uma galeria de arte com células de produção artística individual de carácter temporário, que cria um duplo espaço de exposição colectiva, ao nível do solo e dentro do tecto. O TECTO HABITADO, é uma estrutura de espaço que constrói três níveis de experimentação /vivência humana distintos: 1º- praça coberta ao nível da cota da rua – recinto público para exposições e eventos colectivos. 2º- tecto habitado – células de criação / produção / exposição resultante do trabalho individual dos artistas residentes. 3º- Cafetaria suspensa entre os pilares da ponte com vista panorâmica sobre o rio e a cidade a 35m de altura. Todos os acessos verticais são realizados através do interior dos pilares da ponte que são ocos. Um para escadas, outro para elevadores. O TECTO HABITADO, é uma estrutura espacial que convida o transeunte desprevenido a experimentar a novidade programática que propõe em relação aos conteúdos existentes na zona de intervenção. O TECTO HABITADO é uma plataforma – malha cúbica - construída a 4 m do solo, com 4 m de espessura / altura , estruturada quase na totalidade do espaço vazio existente, por cheios e vazios, de secção cúbica / quadrada, geometricamente e uniformemente definidos e distribuídos de acordo com a orientação e a secção dos pilares da ponte. Os Cheios (caixas) possuem a mesma secção da área de implantação dos pilares e os vazios (clarabóias) têm em largura metade dessa medida. No canto norte - poente, no espaço não coberto pela malha cúbica, situa-se um pequeno pátio/jardim com um afloramento rochoso e uma árvore. O que disse o júri Esta proposta debruça-se sobre um espaço que é sempre difícil de requalificar: a parte inferior da Ponte 25 de Abril. Pegando num vazio urbano e aproveitando a estrutura da própria ponte propõe-se um “tecto habitado” cujo resultado formal não só é interessante como parece viável tendo em consideração o programa proposto: residência para artistas. Contributo para uma reflexão: As grandes infra-estruturas instituem muitas vezes, sobre o território que ocupam, não-lugares – espaços não relacionais e sem função social. Este núcleo suspenso de células modulares pretende resgatar um desses espaços, albergando funções de residência, produção e exposição artística. Esta nova realidade funcional dá assim origem a uma praça coberta, em que o lugar colectivo do plano horizontal se torna reactivo da estreita convivência com as tensões e fluxos do organismo modular que sobre ele se suspende. Fonte: Blog _ Trienal de Lisboa
-
Intervenções na Cidade – Teatro Romano de Lisboa Ana Maria Ribeiro Lopes e Tiago Mestre http://img522.imageshack.us/img522/1237/ic015romano16131e5mi3.jpg http://img522.imageshack.us/img522/3562/ic015romano2613be8sa3.jpg A proposta: Propõe-se a remoção total das coberturas metálicas que actualmente abrigam o local, a limpeza sistemática da ruína deixando somente os elementos em pedra e alvenarias, a remoção de todo o paramento que actualmente faz a ligação, pela Rua de S. Mamede, ao museu, a reconstrução de todo o sistema público de ruas em lajetas em lioz com dimensões variáveis, a inclusão de guardas metálicas sobre cada uma das três áreas de escavação, a implementação de uma pequena cafetaria reutilizando a pequena construção existente sobre a plataforma mais a Sul e um sistema de iluminação geral que valorize o conjunto durante a noite. Mais uma vez, a tecnologia construtiva joga aqui um papel de grande importância pois, sendo ela uma das matérias em que a arqueologia se debruça é também ela que virá afirmar e diferenciar os elementos que esta proposta desenha. É esta linha sinuosa de contacto entre o “aparelho” de pedra que constrói o sistema pedonal e os vestígios construídos que lhe servem de base que se constituirá como chave para a leitura e entendimento do Lugar, do Teatro Romano, do passar do Tempo. O que disse o júri: A proposta que basicamente propõe retirar a cobertura das ruínas do teatro Romano de Lisboa tem o mérito de defender uma integração das mesmas no tecido urbano da cidade contemporânea reclamando o seu uso quotidiano e contrário a uma ideia de património arquitectónico musealizado ao ponto de se tornar inútil. Contributo para uma reflexão: Se um museu é, por definição, um espaço de democracia no que respeita ao acesso à arte e à cultura, conceber um espaço-museu é abri-lo à vivência pública e torná-lo, ele mesmo, em espaço vivo e vivido. É esse o repto da proposta de Ana Maria Ribeiro Lopes e Tiago Mestre, que fazem abrir à cidade as ruínas do teatro Romano de Lisboa. No seu desenho, fazem coexistir novos acessos pedonais com o conjunto museológico, integrando apontamentos funcionais que permitam dotar o espaço de um percurso próximo e uma experiência mais íntima. Fonte: Blog _ Trienal de Lisboa
-
Intervenções na Cidade – Salas de Chuto Paulo Moreira e Diogo Matos http://img522.imageshack.us/img522/8293/ic014chuto1545a6bfj2.jpg http://img522.imageshack.us/img522/7316/ic014chuto24f1bc5pe6.jpg A proposta: O edifício é anónimo, uma construção simples e serena para um programa controverso. A intervenção propõe continuidades com as pré-existências, abordagem que reflecte o desejo de aceitação social pretendida pelos futuros utilizadores. O programa articula-se ao longo de cinco pisos: entrada, recepção, auditório, sala de espera, salas de chuto, serviço de reabilitação e reinserção social, cafetaria e serviços administrativos. O edifício é espelhado, o que permite aos seus utilizadores contemplar a cidade sem que sejam vistos do exterior. A reflexão do Palácio de S. Bento transmite a vontade de integração na sociedade de indivíduos marginalizados. O que disse o júri: Trabalho provocador de tom irónico que propõe a edificação de uma “sala de chuto” num vazio urbano em frente à Assembleia da República. Com um alçado que se torna no reflexo do contexto envolvente, evoca-se uma leitura de integração do toxicodependente na sociedade que é assumida no compromisso que responsabiliza conjuntamente política e arquitectura, enfatizando a responsabilidade social também do arquitecto. Contributo para uma reflexão: Paulo Moreira e Diogo Matos materializam a ironia de um edifício-espelho para albergar salas de injecção medicamente assistida. Um espelho para preencher um vazio urbano ou para ocultar o vazio humano da toxicodependência – mais do que uma proposta arquitectónica, uma metáfora de uma realidade social e política que habita os vazios profundos que se encerram na vida das nossas cidades. Fonte: Blog _ Trienal de Lisboa
-
Intervenções na Cidade – Reinterpretação da Praça de Santa Apolónia João Albuquerque e Nuno Galvão http://img522.imageshack.us/img522/1904/ic013apolonia14d6376hl8.jpg http://img522.imageshack.us/img522/4541/ic013apolonia24d7316re6.jpg A proposta: Ao mesmo tempo que imaginávamos as possibilidades contidas numa praça como esta éramos forçados a reconhecer as limitações presentes em qualquer projecto – os limites da intervenção. Neste ponto decidimos investir apenas no rectângulo que define a praça conscientes de que uma intervenção como esta implicaria um investimento sustentado no tecido envolvente. Exemplos disso são o arranjo dos passeios que ligam à praça e um projecto que usasse o edifício da estação de Santa Apolónia como um interface de comboio, metro, autocarro, táxi, viatura particular e trânsito pedonal. Neste último seria evidente uma ligação subterrânea entre o estacionamento e a estação. É a partir destes limites que traçámos uma grelha que marca a praça. Esta mesma grelha, conceptualmente, é deformada pelos fluxos e pelos pontos de torção situados nas arestas de conflito entre os dois edifícios principais aí existentes, Santa Apolónia e o Colégio Militar. É sobre esta mesma grelha deformada e informada (pelas contingências locais) que a evolução projectual decorre, definindo circulações e vivências a estrutura e estereotomia do seu revestimento. O que disse o júri: Esta proposta para o Largo da Estação de Santa Apolónia denúncia um espaço que apesar de formalmente consolidado não consegue integrar de forma pacífica os diferentes atravessamentos. A proposta assume-se na vertente de clarificar zonas estáticas e dinâmicas de um espaço incontornável da cidade. Contributo para uma reflexão: Um exercício de design urbano que parte de um pressuposto teórico forte: dramatizar as tensões e os fluxos de uma praça para com eles formalizar torções espaciais. A modelação da plataforma resulta em consequência desses movimentos espaciais e através deles traça os seus sentidos de percurso. O resultado é tão espectacular quanto funcional, fazendo conviver as diversas “layers” de circulação e desbloqueando conflitos para tornar mas pacífica a sua vivência. Fonte: Blog _ Trienal de Lisboa
-
Intervenções na Cidade – Quarteirões Novos para as Avenidas Novas Tiago Simas Freire e Tiago Farinha http://img522.imageshack.us/img522/5219/ic012quarteiroes14883c8fs7.jpg http://img522.imageshack.us/img522/4572/ic012quarteiroes24a8322yx6.jpg A proposta: Em qualquer cidade de herança cultural ocidental se coloca a mesma questão inadiável. Para quê crescer por fora quando precisa e pode crescer por dentro? As cidades alastram-se difusas invadindo desconexamente os territórios envolventes enquanto o(s) centro(s) de origem se desertifica(m). É preciso inverter este processo. A cidade que chamamos consolidada esconde em si cidades invisíveis. Dentro desta sua consolidação obsoleta, lugares esquecidos precisam ser vistos como laboratórios de uma modernização da densidade urbana. Uma densidade nova que responde às exigências de mobilidade e acessibilidade da vida do homem urbano contemporâneo. A proposta, mais que desenho, é a abertura a uma política de desenho, que é uma política de reabilitação e reciclagem da cidade. Não acreditamos nem defendemos arquitecturas de desenho ambicioso quando questões mais latas de base conceptual são o fundamento da problemática e o ponto de partida necessário ao pensamento urbano. O lugar urbano que escolhemos como laboratório é o bairro das avenidas novas. Pela sua escala, desenho e estado actual apresenta todas as potencialidades para renascer como exemplo desta densidade nova. Neste lugar é urgente deixar de pensar a cidade lote a lote transferindo a unidade de projecto para a escala do quarteirão e para as relações inter-quarteirões dentro do bairro. O processo de prática deste pensamento implicará, naturalmente, a complexidade de muitos acordos entre diversos proprietários, utilizadores, investidores. Mas é exactamente disso que se trata a cidade - relações humanas. É mais fácil quando vivemos mais juntos, por isso inventámos as cidades. O que disse o júri: Esta proposta tem o mérito de polemizar a questão do crescimento ilimitado da cidade, proposto como alternativa ao modelo da dispersão “fora de portas” uma densificação do centro, mais especificamente dos interiores dos quarteirões da Avenidas Novas. A construção de percursos alternativos, a apropriação pública de espaços invisíveis ao quotidiano da cidade, reivindica uma dinâmica que se justifica discutir. Contributo para uma reflexão: A dupla Tiago Freire e Tiago Farinha avançam com uma proposta teoricamente interessante: inverter o sentido de crescimento urbano especulando volumetrizações internas a uma malha consolidada. Faz-se assim nascer uma nova silhueta edificada, resultante de corpos verticais e horizontais que interligam o núcleo de uma sequência de quarteirões. Uma proposta diferente que faz reflectir sobre a relação entre cheios e vazios da cidade, numa apropriação de espaços adormecidos por novas funções que lhes restituam o sentido de uma cidade mais vivida por dentro. Fonte: Blog _ Trienal de Lisboa
