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  1. Novo atelier adicionado: Arx Portugal - www.arx.pt :D
  2. Plano urbanístico prevê duplicar Fátima nos próximos anos O novo plano de pormenor de Fátima prevê duplicar a habitação na cidade nos próximos anos, com a construção de mais 2.300 fogos, criando um novo planeamento com regras urbanísticas mais apertadas, disse ontem um responsável. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Fátima, Francisco Vieira, explicou que o novo plano prevê mais 2.300 fogos, o equivalente a seis mil pessoas, que vem duplicar a população da cidade, somando-se a requalificação da avenida D. José Alves Correia da Silva e das ruas adjacentes, com construção de passeios, arranjos e alargamento dos pisos. Em Novembro, a SRU vai começar com trabalhos nas ruas paralelas ao Santuário mas já no próximo dia 21 o plano de pormenor deverá ficar concluído, seguindo-se depois a fase de discussão pública. Para as obras já existem financiamentos de fundos turísticos e das Estradas de Portugal, já que a avenida em causa é uma estrada nacional em processo de desclassificação. No que respeita aos terrenos que terão de ser adquiridos para os arranjos, Francisco Vieira admite a alteração das regras de ordenamento, permitindo construções maiores mas mais recuadas em relação às vias. Será nas "regras de construção" que a SRU vai "tentar negociar" cedências com os proprietários, explicou Francisco Vieira, que quer avançar no futuro também com a requalificação da aldeia de Aljustrel, das quatro entradas na cidade bem como com a construção de espaços pedonais para uma nova Via Sacra que permita percursos a pé entre o Santuário e os Valinhos. "Queremos mudar a face de Fátima até 2017", data em que se comemoram os cem anos das Aparições, explicou Francisco Vieira. O objectivo é "transformar estradas em avenidas, com percursos de entrada a pé que estejam ligados ao simbolismo da peregrinação", salientou este responsável. Por seu turno, o presidente da Câmara de Ourém, David Catarino, recordou que o "miolo interior" da cidade está sujeito a uma "grande pressão urbanística", condicionando o ordenamento urbano do território. Com o novo plano, a autarquia e a SRU querem "planear o crescimento habitacional para os próximos 30 ou 40 anos", apostando na "qualificação de todo o espaço público", com amplos passeios e avenidas largas, explicou o autarca. Por outro lado, a verba (cerca de 10 milhões de euros) que o Santuário irá dar para a construção de um túnel junto à nova igreja da Santíssima Trindade será "canalizado para o pagamento das expropriações" de modo a criar uma "bolsa de equipamentos públicos" para a zona de crescimento da cidade, acrescentou David Catarino, que acredita agora no apoio da tutela a estes projectos. "Acho que este Governo está já convencido da necessidade deste investimento público", afirmou. Fonte: Jornal Construir
  3. Olá Paulo, Aconselho-te a dares uma 'espreitadela' a este tópico: http://www.arquitectura.pt/forum/f24/revistas-de-arquitectura-listagem-883.html Abraços :D
  4. Bastante interessante e muito completo... :D
  5. Cada Arquitectura Viva custa 17€... Onde é que fizeste essa assinatura? Também quero! :D
  6. 22 Out. 16.00 - Cinema Londres (Sala 2) 25 Out. 18.30 - Culturgest (Grande Auditório) Arquitectura de peso [P] de Edgar Pêra 24´Portugal 2007 Respondendo a um desafio da Trienal de Arquitectura de Lisboa, o último filme-provocação de Edgar Pêra mostra quatro grandes obras públicas que "projectaram" Portugal na Europa: o Centro Cultural de Belém - onde há 14 anos Portugal presidiu à CEE; o Parque das Nações - palco da Expo 98; Os estádios de futebol - para o Euro 2004; e a Casa da Música - originalmente concebida para o Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Recorrendo a imagens de arquivo e à música de Nel Monteiro, "Arquitectura de Peso" é o resultado do confronto de um "tempo de antena musical popular" com o documentário de propaganda de arquitectura do Estado. Fonte: DocLisboa
  7. 22 Out. 16.00 - Cinema Londres (Sala 2) 25 Out. 18.30 - Culturgest (Grande Auditório) Arquitectura de peso [P] de Edgar Pêra 24´Portugal 2007 Respondendo a um desafio da Trienal de Arquitectura de Lisboa, o último filme-provocação de Edgar Pêra mostra quatro grandes obras públicas que "projectaram" Portugal na Europa: o Centro Cultural de Belém - onde há 14 anos Portugal presidiu à CEE; o Parque das Nações - palco da Expo 98; Os estádios de futebol - para o Euro 2004; e a Casa da Música - originalmente concebida para o Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Recorrendo a imagens de arquivo e à música de Nel Monteiro, "Arquitectura de Peso" é o resultado do confronto de um "tempo de antena musical popular" com o documentário de propaganda de arquitectura do Estado. Fonte: DocLisboa
  8. 24 Out. 23.00 - Cinema Londres (Sala 1) Sketches of Frank Gehry [sE] de Sydney Pollack 83' EUA 2005 Frank Gehry adora desenhar. Assim principia um complexo processo de criação do qual resultaram alguns dos edifícios mais singulares da arquitectura contemporânea dos últimos vinte anos. Partindo dos desenhos originais de Gehry, este documentário do realizador Sidney Pollack, amigo íntimo do arquitecto, permite-nos perceber melhor o modo através do qual estes traços quase abstractos se transformam em edifícios labirínticos (e quase sempre polémicos) de titânio, vidro, cimento e aço. Fonte: DocLisboa
  9. 23 Out. 14.00 - Cinema Londres (Sala 2) 24 Out. 18.30 - Culturgest (Grande Auditório) Jardim [P] de João Vladimiro 75´Portugal 2007 "Jardim" foi uma encomenda da Fundação Gulbenkian sobre o trabalho do arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles nos jardins da instituição. A primeira obra de um jovem autor com grande sensibilidade para captar o mundo inteiro dentro de um microcosmos. Fonte: DocLisboa
  10. 23 Out. 14.00 - Cinema Londres (Sala 2) 24 Out. 18.30 - Culturgest (Grande Auditório) Jardim [P] de João Vladimiro 75´Portugal 2007 "Jardim" foi uma encomenda da Fundação Gulbenkian sobre o trabalho do arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles nos jardins da instituição. A primeira obra de um jovem autor com grande sensibilidade para captar o mundo inteiro dentro de um microcosmos. Fonte: DocLisboa
  11. 23 Out. 16.45 - Culturgest (Grande Auditório) As operações SAAL [P] de João Dias 90´Portugal 2007 Criado por iniciativa do arquitecto Nuno Portas enquanto Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo do I Governo Provisório, o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) foi um programa de assistência à construção de habitação promovida por Associações de Moradores que visava "apoiar as iniciativas de populações mal alojadas no sentido de colaborarem na reconversão dos próprios bairros investindo os próprios recursos latentes e eventualmente monetários". A Arquitectura Portuguesa do 25 de Abril é o SAAL - movimento ímpar na história do pensamento da arquitectura, que serviu de exemplo e de discussão para muitos outros projectos a nível internacional. Fonte: DocLisboa
  12. Tal como o Pedro referiu, "qualquer Profissional consciente só lhe falará em alternativas/ soluções após visita cuidada ao local e análise técnica ponderada da situação existente." :D
  13. O CONSTRUTOR SOLNESS de IBSEN na CORNUCÓPIA http-~~-//img134.imageshack.us/img134/4048/97cartaz1781e2ic8.jpg Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise. Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao catavento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino. A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo. É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia. É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. O cenário e figurinos são de Cristina Reis e o desenho de luz de Daniel Worm d’Assumpção. No elenco estão também alguns dos actores mais frequentes em espectáculos da Companhia: Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lucas, Teresa Sobral e Sofia Marques. A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia. O espectáculo estará em cena no Teatro do Bairro Alto de 27 de Setembro até 4 de Novembro, de 3ª a Sábado às 21:00 e Domingos às 16:00. Tradução Pedro Fernandes Encenação Carlos Aladro Cenário e figurinos Cristina Reis Desenho de luz Carlos Aladro, Rui Seabra e Luis Miguel Cintra a partir de um desenho de luz original de Daniel Worm d’Assumpção Som Juan Manuel Artero Distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral. Fonte: Teatro da Cornucópia
  14. Quantas vezes cometemos erros por distracção? Neste aspecto há algo que me irrita bastante... a troca de letras pelo X! "Poxo paxar ox teux apontamentox?" Conheço pessoas que escrevem assim e dizem que é por uma questão de facilidade no telemóvel. 'É mais rápido escrever o X do que o S'. E quando o trauma se estende à internet? O X está logo abaixo do S. Todos sabemos que há muitas pessoas a dar erros compulsivamente... o mínimo que podemos fazer é corrigir de forma simpática, fazendo-os ver que se torna desagradável ler um texto com erros. Eu já nem falo de erros ou omissão de pontuação. :D
  15. Costumo comprar: _Detail _A10 De vez em quando compro uma ou outra Arquitectura Viva, ARQ/A ou Arquitectura & Vida... :D
  16. Edifício De Habitação Colectiva Aj99 _ Funchal Abstracto, furtivo e cívico - Texto escrito num golpe de memória sobre uma visita breve A expansão urbana e a construção não planeadas afectam o território de uma forma amplamente negativa. A destruição em larga escala da leitura do território natural, que não chega a ser substituída por uma ordem construída reconhecível, não só desqualifica objectivamente o meio ambiente, como empobrece a possível relação entre o homem e o seu próprio habitat. Esta ausência de planeamento, a par com a imposição de planeamentos medíocres, ou vazios de ideias, constroem infelizmente a maioria dos nossos novos territórios urbanizados. Nesses contextos, uma arquitectura de qualidade deve ajudar, embora operando numa escala distinta, a solucionar, ou pelo menos a minorar, o impacto negativo inerente a essa génese inquinada. O interesse destas experiências é que transportam para a arquitectura um sentido de serviço, de grande exigência e total comprometimento com a realidade. A arquitectura é, desta forma, compelida a actuar não no contexto ideal, nem com o programa ideal, mas sim inserida nessa continuidade concreta, onde pode, e deve, fazer a diferença. O edifício AJ.99, de Paulo David, é um exemplo rigoroso de inserção; não porque se relacione com o contexto ou lhe dê continuidade, mas porque perante ele assume uma posição critica. Essa posição não se reflecte propriamente na estrutura espacial, que corresponde a um banal programa de apartamentos esquerdos e direitos sobrepostos em pisos sucessivos, embora estes sejam obviamente resolvidos de forma exímia, com um desenho coerente e exemplar. Essa crítica é fundamentalmente veiculada pelo papel urbano do edifício, através de uma imagem abstracta e de uma presença furtiva. A imagem do edifício assume-se como uma critica à escala atingida pelo somatório dos diferentes caprichos que grassam na sua envolvente e, em simultâneo, propõe um “buraco negro”, cuja temperatura nos transporta para um imaginário mais próximo da natureza anterior do sítio. Rigoroso, elaborado com elementos reconhecíveis na arquitectura contemporânea, sem excessos formais ou construtivos, o projecto resolve o problema como um todo, numa verdadeira lição cívica e profissional. Manuel Aires Mateus Arquitectura: Paulo David Colaboração: Luz Ramalho, Patrícia Faria, Raquel Viúla, Carlos Aguiar, Jorge Gil Estruturas: Psicivil Construtoras: D.D.C. Construtora Imobiliária; Colinas no Charco Construtora Imobiliária; Soares da Costa Fotografia: FG+SG Fotografia de arquitectura © Fonte: EuropaConcorsi
  17. É uma questão bastante redundante. Depende muito do que procuras numa revista... Há diversos tipos de revista para diferentes públicos... Na minha opinião, não existe 'a melhor revista de arquitectura'. Se perguntares qual é a que tem maior tiragem, talvez tenhas uma resposta directa, mas se é a melhor... não sei. Abraços :D
  18. Olá caty14, Como já disseram anteriormente, este tipo de trabalhos permite apreender os conhecimentos e analises mais básicas. Ainda assim, poderão surgir algumas dúvidas. Aproveito para deixar um Mapa da Rede Viária de Guimarães: http://img148.imageshack.us/img148/6776/46992015aa12ece9.jpg Boa sorte, :D
  19. Habitação de luxo em plena Baixa No projecto residencial Paço do Duque, a promotora imobiliária Temple contou com um projecto de recuperação elaborado pelo gabinete de arquitectos José Soalheiro, Teresa Castro e com João Appleton para o projecto estrutural. Situado na Baixa lisboeta, ao lado do Teatro de São Luís, este empreendimento é composto por 38 apartamentos e 10 lojas, sendo que as suas tipologias variam entre os T1 e os T6 e todos eles dispõem de estacionamento.Na componente de recuperação, as "velhas e nobres paredes" foram mantidas tendo mais de um metro de espessura, as divisões são favorecidas com um pé-direito de quatro metros e as salas são decoradas com estuques trabalhados. A história do local é destacada pelos promotores que em toda a sua apresentação realçam os acontecimentos por que o Paço do Duque passou. Este edifício nasceu no século XIV e recebeu muita da realeza portuguesa durante os seus séculos de existência. "Negociámos a aquisição do edifício e o projecto nasceu muito com base nesta componente histórica. Ao início era mais um edifício, mas achámos que tinha todo o interesse recuperá-lo e às suas partes mais sonantes. As fachadas foram todas cuidadosamente recuperadas e as componentes arquitectónicas de maior relevo foram todas renovadas. Devido à sua história, achámos que estes marcos são para ficar", explica ao Construir, Vasco Pereira Coutinho Filho, responsável pelo imobiliário nacional da Temple. A actualidade e inovação foram implementadas neste projecto a nível estrutural, referiu o director de produção da Temple, Pedro Quintanilha. "Para reservar alguns salões, algumas partes do edifício que mereciam ser reabilitadas, tivemos que estudar soluções construtivas e diferentes métodos construtivos para que esses elementos fossem integrados no novo edifício", explicou. "Uma obra destas não é uma obra fácil de fazer. Pela dimensão da rua ou pelas condicionantes dos edifícios à volta", salientou Pereira Coutinho Filho relativamente ao processo de reabilitação do empreendimento, que quer pela preservação ou pelas dificuldades dos acessos, se revelou num projecto moroso, implicando um custo de construção de 1200 euros por metro quadrado. Exigências estruturais Esta "é uma obra, que aparentemente pode parecer simples em alguns pontos", afirma Pedro Quintanilha, no entanto, foi condicionado a vários níveis, por exemplo ao nível de ruído, visto que não foram autorizados a trabalhar fora do horário normal por se encontrar no meio das habitações. "A capacidade de betonagem de uma laje, que normalmente é feita num dia, naquele edifício demorava três dias. Porque as camionetas de nove metros cúbicos não entram na rua, portanto têm que ser de seis. Cada vez que entra uma camioneta leva menos um terço da quantidade de betão, e como só podem ir das nove às seis e as bombas não têm mais capacidade, os seus timings acabam por ser muito diferentes de um projecto normal. O que implica um cuidado diferente". O projecto sofreu várias adaptações ao longo do tempo, pelas condicionantes já mencionadas e pelas fundações dos prédios envolventes, no entanto, os responsáveis afirmam que todas elas foram perfeitamente ultrapassáveis com as adaptações realizadas. "As paredes do edifício ‘A' que é um bloco novo, têm as últimas tecnologias de isolamento". No entanto, o edifício existente tem outras características, para isso foi feito um esforço, "embora as paredes tenham 1metro/1metro e 20 centímetros de espessura, têm poliestireno expandido projectado e uma lâmina de betão de cinco centímetros, logo a parede que tem 1 metro e vinte centímetros, passa a ter 1 metro e trinta e cinco centímetros. Para que em termos de comportamento acústico, térmico e estrutural", seja correcto, refere o director de produção. "Eu acho que este é o único edifício, se houver um tremor de terra no Chiado, que fica em pé", salienta. A legislação anti-sísmica para Lisboa, foi tida em consideração no decorrer do projecto, o que teve uma grande influência no custo da obra. "Foi imposição da Câmara Municipal de Lisboa manter caixilhos em madeira, logo nós temos caixilhos em madeira", acrescenta, madeira esta que pesa uma tonelada por metro cúbico. Relativamente à escolha do arquitecto para este projecto, Vasco Pereira Coutinho Filho informa que a Temple tem vários arquitectos a trabalhar consigo em vários projectos. "Normalmente adaptamos o arquitecto ao projecto que pretendemos desenvolver, e acho que o arquitecto com quem trabalhámos neste projecto, é um arquitecto que tem uma componente em reabilitação bastante forte. Dada à importância que este edifício tem e à sensibilidade que se apresenta procurámos um arquitecto que realmente se adaptava". Afirmou o representante da Temple relativamente à escolha do gabinete. A2P é o gabinete de João Appleton, e o responsável pelo projecto de estruturas, aquele que se revelou o mais difícil neste processo. "A especialidade mais complicada neste projecto são as estruturas, e dado o nível de intervenção que se iria fazer, tanto o engenheiro como a empresa foram uma escolha mais do que óbvia. É um dos melhores nomes portugueses ao nível da reabilitação de edifícios", exaltou Pedro Quintanilha. "Na minha opinião o futuro de Lisboa passa um pouco pela reabilitação, temos edifícios espectaculares, lindos, no centro da cidade e acho uma pena não os reabilitarmos", explica o responsável pela parte imobiliária da Temple, no que toca ao futuro da reabilitação em Portugal. "O único senão é o estacionamento, porque hoje em dia muito dificilmente as pessoas compram casa sem estacionamento. Se houver uma solução a esse nível e um facilitar da construção ao nível de estacionamentos, eu acho que este é o futuro de Lisboa", acrescenta. Especulação complica As maiores dificuldades na aquisição de imóveis para reabilitar encontram-se na especulação e na expectativa do proprietário, "que muitas vezes não é real", explica o mesmo responsável. "Muitas vezes o proprietário não tem sensibilidade relativamente ao potencial do edifício", que na realidade acabam por ter uma área construtiva menor à que este espera. Sendo que a obra estará concluída no final deste ano, as vendas do Paço do Duque "têm corrido bem", uma vez que 80% dos imóveis estão vendidos. Em carteira, esta promotora tem um projecto de reabilitação na Rua da Emenda, uma obra que está a ser iniciada no momento. Na construção nova têm "variadíssimos" projectos, representando um milhão de metros quadrados em Lisboa. Fora da capital, a Temple está a construir no Algarve, no Alentejo, no Porto, no Brasil e em Angola. "Investimentos essencialmente em imobiliário. Quem dita se é em habitação, se é em escritórios é a exigência do mercado", explicou Pereira Coutinho Filho. Do seu ponto de vista o mercado imobiliário está "um pouco estagnado", no entanto, o segmento onde a promotora se coloca acaba por não ser tão afectado. Fonte: Jornal Construir
  20. Museu Paula Rego concluído em 2009 http-~~-//img145.imageshack.us/img145/8649/regothedance14d4f35dj4.jpg O concurso público internacional para a execução desta obra do arquitecto Eduardo Souto de Moura, em Cascais, deverá estar concluído até Maio de 2008, altura em que serão abertas as propostas apresentadas Está avaliado em 5,3 milhões de euros o investimento previsto para a construção da Casa das Histórias e Desenhos da artista Paula Rego, uma obra promovida pela Câmara Municipal de Cascais e para a qual decorre já o concurso público internacional. De acordo com fonte da autarquia contactada pelo Construir, o também designado Museu Paula Rego deverá estar concluído em Maio de 2009. Já a abertura das propostas e a decisão referente à adjudicação dos trabalhos deverá decorrer até Maio de 2008. O projecto, assinado pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura, promete dar um importante contributo para o desenvolvimento de Cascais, agora que se fala também na questão dos projectos para a Cidadela e mesmo para a Marina. Neste caso, a Casa das Histórias e Desenhos de Paula Rego irá ocupar um espaço próximo do Museu do Mar, bem no centro da vila. Segundo a proposta de Souto de Moura, este projecto é "caracterizado por volumes diversificados, em forma e altura, que se insinuam por entre as árvores". "A unidade do conjunto é conferida pelo betão pigmentado a vermelho das fachadas, sendo a estereotomia da cofragem diferente para cada um dos volumes, e por um lambrim em mármore Azulino de Cascais que se prolonga pelo interior do edifício através do pavimento e balcão de entrada", pode ler-se na descrição do projecto. Exigências museográficas O arquitecto idealizou ainda que no volume central mais alto funcionasse a sala de exposições temporárias e, em seu redor, as salas de exposição permanente, com cotas diferentes determinadas em função do tipo de peças a expor. O trabalho de Souto de Moura, que irá receber uma parte das obras da pintora portuguesa, bem como alguns trabalhos do seu marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988, vai ainda aproveitar a entrada voltada a Sul, para a Av. da República, para a implementação de um percurso de acesso ao edifício, percurso esse desenhado por vegetação. "O átrio comunica directamente com o auditório, livraria, cafetaria e percursos de acesso às exposições, permitindo a utilização independente de cada um destes espaços. O bar comunica com um pátio exterior aberto a Nascente e protegido dos ventos dominantes pelos volumes propostos, refere ainda a memória descritiva do projecto. "O projecto introduz naturalmente valores de contemporaneidade arquitectónica, dando resposta às exigências de funcionalidade museográfica e para a recepção de visitantes, assumindo a presença dos novos valores de uma arquitectura qualificada como um meio de aproximação entre o edifício e o público", sublinhou a autarquia por ocasião da apresentação do projecto. Fonte: Jornal Construir
  21. Cláudio Vilarinho vence Prémio Mobilidade 2007 O atelier cláudiovilarinho.com arquitectos e designers foi o vencedor do Prémio Mobilidade 2007, um prémio instituído pela Ordem dos Arquitectos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o objectivo de distinguir o melhor estudo, projecto ou plano de arquitectura, sob o tema da mobilidade. O projecto vencedor "amplia o conceito de mobilidade", criando um reforço dos laços sociais e explorando espaços de interacção no edifício. "A proposta entende a mobilidade através do uso de elementos de compartimentação interior amovíveis", pode ler-se na memória descritiva. Nesta edição, a Ordem e a Santa Casa da Misericórdia lançaram o desafio aos arquitectos de criarem um espaço que ponha à prova a exequibilidade do Decreto-Lei 163/2006, que a partir de Janeiro de 2008 vai alargar a aplicação das novas normas de acessibilidade ao interior dos fogos de habitação. De acordo com a Ordem dos Arquitectos, o concurso de ideias pretendeu reunir um conjunto de estudos, projectos e experiências, que possam servir de base para a inspiração do sector da construção. O júri composto por Jorge Falcato Simões, Maria Manuela Tiago, Pedro Homem de Gouveia, Vasco Folha e Peter James Colwell, apreciou os 20 trabalhos presentes a concurso, e para além do prémio vencedor atribuiu ainda uma menção honrosa a Nuno Miguel Tavares da Costa, e uma menção especial, não pecuniária, ao trabalho realizado por Maria Cristina Vicente Martins Chicau e João Carlos de Almeida e Silva. Fonte: Jornal Construir
  22. Estação ferroviária inspirada nas montanhas http-~~-//img144.imageshack.us/img144/4347/24gvnm03146415ctb1.jpg O projecto de reordenamento de uma estação ferroviária em Granada, Espanha, da autoria dos arquitectos Germano Vieira e Nelson Miranda, foi distinguido recentemente com o prémio ThyssenKrupp arquitectura Os arquitectos Germano Vieira e Nelson Miranda foram recentemente distinguidos com o segundo lugar do prémio ThyssenKrupp de arquitectura. A razão deve-se ao projecto de reordenamento de uma estação ferroviária na cidade espanhola de Granada. A nova estação ferroviária foi pensada, de acordo com a memória descritiva do projecto para "funcionar como uma nova porta para a cidade". Muito mais do que uma infra-estrutura ferroviária, a estação procura funcionar como um sistema urbano, de edifícios e de paisagem. Desta feita, a construção da estação nesta área específica da cidade de Granada permitiu conjugar uma série de serviços urbanos, desde os de transporte, comunicação e sociais, à habitação, áreas comerciais, escritórios, hotel e parque, com capacidade para acolher actividades de desporto e lazer. Por forma a evitar a criação de guetos monofuncionais, os arquitectos procuraram criar uma "layered area", onde é possível trabalhar, habitar, fazer compras e passar tempos de ócio, tal como eram organizadas as cidades antigas.As grandes áreas da nova infra-estrutura estão enterradas pela necessidade de resolver as acessibilidades já existentes e consolidar o tecido envolvente. Desta forma, o hangar da estação encontra-se num layer inferior ao da rua, sendo acessível aos transportes pelas rampas associadas às vias e ao público pelos acessos do parque e dos edifícios propostos. Acima do hangar existe um piso comercial, que procura trazer um uso mais sustentável e apelativo a toda esta área. À superfície o espaço encontra-se liberto para que seja criado um parque urbano. Este parque é pontuado por edificações em altura que organizam o território e que acabam por fazer a conecção vertical com os programas abaixo do solo, como o estacionamento, o piso comercial e a estação. Montanhas e Islão inspiram o projecto Tendo como referência a silhueta criada pelas torres de Alhambra, o conjunto arquitectónico proposto concebe-se como uma espécie de cordilheira montanhosa artificial. Desta forma, é possível produzir um diálogo estreito entre a nova e a antiga cidadela. Os padrões decorativos islâmicos encontram-se bem presentes nos percursos arabescos do parque. Aparentemente aleatórios, estes percursos são criados à imagem do tecido urbano de origens Almoádas e que podem ser encontrados nos diversos palácios do Alhambra. Os percursos criados que conectam com os acessos pedonais envolventes funcionam como espaços recreativos e de actividades, como sejam o ciclismo, jogging e zonas de estar, no patamar à cota das ruas, e, no patamar de cota superior, são criadas áreas verdes e pavimentadas que permitem actividades nos parque infantis, zonas desportivas, áreas de lazer, de leitura e zonas para spas exteriores. No parque são escavadas cavernas que funcionam como grandes túneis que permitem o transporte de luz e ventilação natural aos pisos enterrados. Não obstante, explorando os temas da água e da luz, são criadas crateras de água, lagos e piscinas. Conjuntos de árvores de grande copa vão ser implantados, por forma a funcionarem como pulmão verde de toda a área, mas também para arejar o parque, criar espaços sombra e uma espécie de contraste com a materialidade dos pavimentos e construções. Da mesma forma que a concepção de Granada é definida pela aliança da cultura árabe e andaluza, este projecto tenta resumir e expressar o diálogos destas duas culturas que marcam indelevelmente a identidade da cidade. Fonte: Jornal Construir
  23. Existencial projecta espaço de interacção Sustentabilidade, ecologia, incentivo à relação do homem com a natureza e a interacção entre jovens e idosos é a base da "Quinta da Saúde". O projecto conta com a assinatura do atelier Existencial"Quinta da Saúde". Este é o nome dado pelo atelier Existencial a um dos seus mais recentes trabalhos. Promovendo a coabitação entre jovens e idosos num espaço que respeita a natureza, e com o objectivo de estreitar relações e tirar das mesmas um conjunto de aprendizagens, esta quinta de características peculiares vai nascer no norte do país, em Gondomar. Sensibilizados para a protecção ambiental e principalmente para a relação entre o indivíduo e a natureza, as premissas para o desenvolvimento do projecto foram o equilíbrio entre a vegetação espontânea, as plantações existentes e as estruturas a implementar. "Optou-se por manter o terreno o mais intacto possível, tirando partindo das cotas iniciais do terreno, alterando-as pontualmente de forma a integrar o equipamento na paisagem original do terreno", explicou o autor da proposta, Filipe Jeremias, ao Construir. A implantar numa encosta com orientação sul/nascente, o projecto visa a criação de um espaço de interacção, que de acordo com a equipa projectista, possui características "acima das convencionais". O luxo da versatilidade Por "acima das convencionais", Filipe Jeremias revela não se tratar de um espaço luxuoso, mas sim de um espaço "com funcionalidades e características até hoje não pensadas". Sublinhando que tentou ir mais além nestas questões, o autor da "Quinta da Saúde" disse ao Construir que não se limita "a fazer coabitar o oito e o oitenta, ou seja, o jovem e o idoso". Nesse sentido, o projecto procurou a "interacção social entre estas hierarquias, a aprendizagem mútua, como o respeito pela natureza. Não tentámos dar só resposta a um programa imposto, confinando um idoso em vinte ou trinta metros quadrados de quarto sem ter um espaço exterior para poder viver, mas sim dar uma resposta retórica, criando espaços exteriores, dentro e fora da habitação, para que a pessoa pudesse desfrutar o seu mais belo prazer de viver". Contudo, o facto de ser um equipamento que vai servir uma população com algumas restrições levou a que fossem tidos em conta alguns factores decisivos no sucesso da mesma. "Dar resposta a uma versatilidade de necessidades básicas tais como a mobilidade, a necessidade de espaço interior e exterior do habitáculo, a ocupação de tempos livres, toda uma panóplia de serviços que recai no que hoje em dia o ser humano procura", resumindo a necessidade de satisfazer o bem-estar de quem vai habitar este espaço, foram as preocupações tidas em conta pela equipa projectista. Ao nível programático, a quinta contempla um volume principal, onde no piso -1 ficam concentrados os serviços de carácter institucional, e nos dois restantes pisos, acima do solo visível, se agrupam as áreas destinadas a quartos residenciais para pessoas de terceira idade. O projecto assinado pelo atelier Existencial equacionou também a existência de pessoas com mobilidade dita satisfatória, e nesse sentido, criaram um conjunto de volumes residenciais com carácter mais isolado, e contemplando tipologias entre o T0 e o T1. Estes volumes de um único piso estão rodeados de vegetação e também contemplam um pátio interior privado, e ficam ligados ao volume principal através de um percurso pedonal. A esta estrutura principal, aliou-se uma vertente pedagógica que se materializou em volumes estereotipados, pré-fabricados e com dimensões com cerca de 14×15 metros, que permitem igualmente a criação de pátios interiores. Edifício projectado, auto-suficiente "Pretendermos um equipamento auto-suficiente tanto ao nível do abastecimento de águas como de energias eléctricas", explicou Filipe Jeremias, evidenciando que, "para isso foi necessário recorrer a uma panóplia de energias alternativas, como as energias renováveis, o tratamento de águas residuais e pluviais, a captação de energia através do vento e do solo. As questões de sustentabilidade foram ainda equacionadas na escolha dos materiais, que neste caso recaiu sobre a pedra e a construção pré-fabricada em madeira e derivados. Evidenciando a "integração do projecto na paisagem" como principal desafio, o atelier Existencial define a proposta como um "projecto sem margem para erro". Fonte: Jornal Construir
  24. Plano de Ribeiro Telles aprovado na Assembleia Municipal A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o "Plano Verde", uma proposta do Bloco de Esquerda assinada por Gonçalo Ribeiro TellesO "Plano Verde", uma proposta do grupo municipal do Bloco de Esquerda e da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal de Lisboa. De acordo com o jornal Público, a proposta do Bloco de Esquerda consiste numa definição da estrutura ecológica da cidade, e expressa uma vontade de contrariar o crescimento até aqui verificado do espaço urbano, que "não tem olhado para os elementos estruturantes da paisagem". O "Plano Verde" está agora integrado no processo de revisão em curso do Plano Director Municipal (PDM), e segundo um comunicado do Bloco de Esquerda, "representa uma viragem histórica na política de ordenamento do território, de ambiente e espaços verdes da cidade". Fonte: Jornal Construir
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