Peter Zumthor diz: "Acho muito bonito construir um edifício e pensá-lo a aprtir do silêncio."
É nesta perspectiva que surge a ideia de silêncio. Não podemos aproximar este conceito do vazio, nem dissociá-lo do som. Som e silêncio complementam-se.
O ritmo existe na arquitectura, mas existem simultaneamente as pausas. Se nao houvessem pausas jamais se daria valor ao ritmo, se não houvesse ritmo, não existiam pausas.
Temos de encarar o silêncio como complemento e não de forma solitária.
Existe o silêncio do pensamento onde se enraíza a criatividade e onde o arquitecto encontra as ideias da sua obra.
É fundamental entendermos o conceito e não nos limitarmos à definição do dicionário. A criatividade, a imaginação, a utilização dos conhecimento, o ultrapassar o limite do domínio da visualidade, transformar-nos-á em arquitectos distintos, que marcam pela diferença.