Se não tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu espírito, da sua «razão», dos amigos do «bom senso», para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imaginação, a humanidade já teria naufragado há muito tempo. A loucura, o seu pior perigo, não deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar... quer dizer a irrupção da lei do bom prazer em matéria de sentimento de sensações visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do espírito e de considerar como um prazer a irrisão humana. Não são a verdade, a certeza que estão nos antípodas do mundo dos insensatos; é a crença obrigatória e geral, é a exclusão do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi até agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,... quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do espírito que preservou a humanidade,... mas os instintos que a combatem são ainda tão poderosos que em suma só se pode falar com pouca confiança no futuro da humanidade. Penso que a razão/sensação, senso comum/bom senso são conceitos que estão interligados, dai a minha proposta seja um módulo que se adequa a todos os conceitos mencionados. “Porque não usufruir da beleza natural de uma praia no Inverno?” A nossa parte racional diz-nos que a praia deve ser desfrutada durante a época de Verão, o calor leva-nos a refrescar o corpo nas águas de mares e rios, contudo, a beleza de um mar agitado, a alteração de luz proporcionada pela trovoada, a própria chuva forte, não serão motivos mais que suficientes para estar numa praia na companhia de um dia de Inverno? O módulo apresentado aplica-se ás quatro estações do ano, proporcionando vistas magnificas a qualquer altura do ano. Arquitectura e Urbanismo Sérgio Carvalho