Caro amigo Rui Dinis, possivelmente não soube transmitir o essencial. Mas tenho todo o prazer em fazê-lo:
1. Fazer um estágio num organismo público não significa "encostar a barriga á borda da secretária, a assobiar para o lado, ou para o umbigo e deixar passar o tempo". Quando escrevi "não somos tão chulados e cumprimos só os mínimos", que dizer que somos inseridos numa equipa e tratados como iguais e temos um horário para a cumprir, e esse horário além de ser acordado contigo pode ser reduzido tendo em conta o que a Ordem exigia como mínimo. Tive sorte, porque no meu estágio não tive que fazer horas extraordinárias, nem andar a fazer mudanças em casas do meu patrono (como tive alguns colegas que o fizeram).
2. A ideia de atitude para se ter num organismo público, e que tentou dar no seu comentário infeliz, revelam algum ressabiamento, quando apenas tentei mostrar, que dentro da possibilidade do universo de sítios para estagiar, os organismos públicos são aqueles que nos tratam como iguais, onde além de sermos estagiários, somos arquitectos.
3. E cumpri tudo o que a Ordem me exigiu, conforme demonstra a aprovação do meu relatório final de estágio.
4. Como é óbvio, as suas pseudas lições de moral, não me servem para nada.
4. E finalmente, essas palmas além de serem uma ironia idiota, revelam aquilo que se supõe discutir neste tópico, pela negativa: a inércia e o achar que um estagiário tem que fazer tudo e sujeitar-se a tudo, só porque é estagiário.