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Carlos Costa Rodrigues

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  1. É verdade, Margarida. Confirmo o que disse. Aliás, consegue-se fazer trabalhos muito giros e aprender conceitos, que até então eram desconhecidos. Eu tive a sorte de "cair" numa área de Planeamento de Equipamentos Colectivos e aprendi que elaborar programas funcionais é muito mais que um somatório de áreas ou "projectos de artistas". Bom, seja como for, apenas quis demonstrar que é possível encontrar todo o tipo de estágio, dependendo sempre do que se procura, embora os estágios remunerados sejam mais difíceis de encontrar.
  2. Espero, que tenha sorte em arranjar estágio e que tudo corra pelo melhor. Verá, que quando conseguir estágio, que as coisas não são assim tão lineares. Mas isso é outra conversa e vai ver, que quando passar essa fase, a opinião com que vai ficar. Ninguém me pisou os calos, apenas respondi porque achei que não tinha sido explícito e mais do que isso, apenas quis transmitir que a dificuldade em arranjar estágio depende sempre do que se procura. Mas sobre essa dificuldade irá percebê-la (ou não) mais tarde. Permita-me que lhe diga, que essa ideia cor-de-rosa de adquirir competências e mais valias, irá esbater-se quando perceber que poderia ter mais do que tem e que ao fim ao cabo, irão utilizá-lo como uma mão-de-obra barata e que não reclama (isto é, se tiver azar com o local de estágio). Seja como for, essa luta já não é minha. Cumprimentos.
  3. Caro amigo Rui Dinis, possivelmente não soube transmitir o essencial. Mas tenho todo o prazer em fazê-lo: 1. Fazer um estágio num organismo público não significa "encostar a barriga á borda da secretária, a assobiar para o lado, ou para o umbigo e deixar passar o tempo". Quando escrevi "não somos tão chulados e cumprimos só os mínimos", que dizer que somos inseridos numa equipa e tratados como iguais e temos um horário para a cumprir, e esse horário além de ser acordado contigo pode ser reduzido tendo em conta o que a Ordem exigia como mínimo. Tive sorte, porque no meu estágio não tive que fazer horas extraordinárias, nem andar a fazer mudanças em casas do meu patrono (como tive alguns colegas que o fizeram). 2. A ideia de atitude para se ter num organismo público, e que tentou dar no seu comentário infeliz, revelam algum ressabiamento, quando apenas tentei mostrar, que dentro da possibilidade do universo de sítios para estagiar, os organismos públicos são aqueles que nos tratam como iguais, onde além de sermos estagiários, somos arquitectos. 3. E cumpri tudo o que a Ordem me exigiu, conforme demonstra a aprovação do meu relatório final de estágio. 4. Como é óbvio, as suas pseudas lições de moral, não me servem para nada. 4. E finalmente, essas palmas além de serem uma ironia idiota, revelam aquilo que se supõe discutir neste tópico, pela negativa: a inércia e o achar que um estagiário tem que fazer tudo e sujeitar-se a tudo, só porque é estagiário.
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