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  1. Como estudante de arquitectura em Évora não entendo o fundamento desse comentário e sugeria-te que te justificasses. Porque para além de transmitires uma má imagem do curso, fazes-lo de forma enganosa pois muito do que afirmas não é verdade. Passando aos pontos que referes: 1 - A média de 7 anos para concluir o curso é redondamente falsa pois aconteceu excepcionalmente a alunos que foram "apanhados" no período de transição para o "processo de Bolonha" e, tendo eventualmente deixado algumas cadeiras por fazer, essas deixaram de existir e esses tiveram que adaptar-se aos novos conteúdos. Neste ponto não vejo em quê que a instituição "Universidade de Évora" e o departamento de arquitectura possam ter responsabilidade ou serem os teus alvos de suspeitas. Responsabilidade existe apenas do lado do estudante. 2 - O departamento, no meu entender e de muitos, funciona já em pleno há cerca de um ano. Passou por dificuldades, é certo. A recente mudança de instalações e a contratação de novos funcionários fez "emperrar" o bom funcionamento mas rapidamente foram ultrapassadas as dificuldades. A transição de "comissão instaladora" para departamento, o que aconteceu há uns anos, também poderá ter trazido alguns "problemas". Mas nada que não aconteça ou tenha acontecido igualmente noutras escolas aquando da abertura dos seus cursos. 3 - Quanto ao termo "arquitectos projectistas", não entendo o porquê de o fazeres de forma depreciativa. É sabido que o departamento de arquitectura apostou forte na vertente projectista do curso, fê-lo ao contratar muitos "arquitectos de terreno" que tenham muita experiência (e qualidade) na vertente construtiva , o que na maioria dos outros cursos de arquitectura passa-se exactamente o contrário, onde a prática da arquitectura é encarada apenas como complemento da actividade docente. Existem algumas lacunas a nível teórico que são evidentes, mas nada de alarmante. Tivemos uma excelente teórica a dar aulas de História da Arquitectura que foi a Arq. Ana Vaz Milheiro e actualmente "possuímos" o Arq. João Belo Rodeia (Presidente da Ordem dos Arquitectos). Mas não me provoca qualquer transtorno esta aposta clara na vertente projectista pois, facilmente, se tivermos interesse em instruir-nos adquirimos conhecimentos através de pesquisa bibliográfica ou através de tantos outros meios que hoje estão à nossa disposição. Agora a vertente projectista, meu caro amigo(a) é outra história. Se não for nesta altura que incutam uma capacidade real de trabalho e de saber operar com qualidade a nível projectual, dificilmente se ganhará no futuro... E até ao momento (e provavelmente do teu desconhecimento), esta política tem trazido muitos frutos à universidade, ao departamento e claro aos recém formados em Évora. Temos ex-alunos a trabalhar (atenção que digo trabalhar e não estagiar) nos maiores e mais reconhecidos ateliers em Portugal e na Europa (João Carrilho da Graça, Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura, João Mendes Ribeiro, RCR arquitectes, Dominique Perrault, Torrecillas, entre outros) ; Temos alunos que ganharam o prémio Secil, outros que aí receberam menções honrosas, outros na Trienal de Lisboa, Europan, etc. 4 - De forma algo subjectiva, os alunos da Universidade de Évora que participam no programa Erasmus (Milão, Roma, Valencia, Dresden, Istanbul, e mais que agora não me recordo) têm a sua capacidade de trabalho reconhecida pelos próprios docentes dessas universidades estrangeiras, onde lhes é elogiada a grande maturidade que possuem a nível projectual com tão poucos anos de trabalho. Da mesma forma, os alunos que vêm para Évora no programa Erasmus e através de transferência de outras universidades portuguesas (Católicas, Lusíadas, FAUTL) sentem enormes dificuldades para acompanharem o ritmo de trabalho dos colegas de Évora e para responderem ao exigido pelos docentes, acabando em 99% dos casos, por desistirem ou chumbando às cadeiras de projecto (e a maioria deles até vinham com "grandes notas" dessas FAC's...). Nestas condições é fácil optar-se por "sacudir a água do capote" e procurar-se um bode expiatório. A verdade é que na maioria dos "chumbos" que acontecem nestes casos, e em "alunos normais" é que não possuem qualquer real capacidade para algum dia exercer, muitas das vezes não o entendem e tomam o "chumbo" como um ataque pessoal. No meu entender, apenas se tenta primar pela qualidade do que pela quantidade. Do que serve dizer-se que a Universidade de Évora tem aproveitamento 100% se depois no mercado de trabalho revelar-se, que provavelmente, não se possui as reais capacidades para exercer? É que má arquitectura já há que chegue em Portugal e a acrescentar a isto temos a segunda maior média de arquitectos por habitante (atrás da Itália)... 5 - A nível de instalações, actualmente são as melhores do país para o ensino da arquitectura e para o contacto com outras áreas das Artes. Eventualmente a FAUP poderá aproximar-se destas, mas a já conhecida sobrelotação das suas áreas de trabalho dificulta em muito o ensino... Para concluir, um ponto a desfavor do curso de arquitectura em Évora é a sua localização, o interior. Se esta estivesse no Litoral e mais próxima dos grandes centros, candidatar-se-iam mais alunos e não tenho dúvidas que nesta altura seria provavelmente umas das 2 melhores escolas do país. Cumprimentos.
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