chanchan Posted May 29, 2009 Report Posted May 29, 2009 O RT-SCIE diz: "A rede de alimentação das bocas-de-incêndio deve garantir, em cada boca-de-incêndio em funcionamento, com metade das bocas abertas, até um máximo exigível de quatro uma pressão dinâmica mínima de 250 kPa e um caudal instantâneo mínimo de 1,5 l/s." Não entendo quantas bocas devem se considerar em funcionamento para o cálculo da pressão. ¿Refere-se a 4 bocas com a metade da válvula aberta na cada uma? ¿A pressão mínima de 250 kPa refere-se a pressão no manómetro ou na saída da boca-de-incêndio? Eu suponho na saída, mas não o diz. Obrigado Quote
Pedro Barradas Posted May 29, 2009 Report Posted May 29, 2009 Vai-me desculpar.. mas voçê tem de aprender a ler... considera-se para o calculo, metade das BIA's em funcionamento, até ao máximo de 4 BIA's em simultâneo. Se tiver 10 BIA's, considera para calculo 4 em simultâneo. Se tiver 3 Bia´s considera 2 em simultâneo...Este dimensionamento é para ser parte integrante do Projecto de abastecimentode agua, que inclua a RIA. è para ser efectuado pelo eng.º responsavel por este projecto. A pressão éconsiderada no manómetro individual de cada BIA Aconselho a aquisição e leitura da Informação técnica "Instalações de combate a incêndios com água em edifícios" - ITE41 - LNEC. Quote Quem cria renasce todos os dias...Agua-Mestra, LdaNão sou perfeito, mas sou muito critico...
vitor nina Posted May 29, 2009 Report Posted May 29, 2009 Pedro, o Chanchan é espanhol e por isso é natural que sinta alguma dificuldade na interpretação da regulamentação portuguesa. Quote
Pedro Barradas Posted May 29, 2009 Report Posted May 29, 2009 Pedro, o Chanchan é espanhol e por isso é natural que sinta alguma dificuldade na interpretação da regulamentação portuguesa. epá!!! não me apercebi chanchan, desculpe-me :D Quote Quem cria renasce todos os dias...Agua-Mestra, LdaNão sou perfeito, mas sou muito critico...
chanchan Posted May 29, 2009 Author Report Posted May 29, 2009 Obrigado Pedro e Vitor. Se sou espanhol e escrevo em português através de um tradutor informático porque não sei , ainda que o entendo bastante bem lido . Há uma coisa que me parece estranha e é que em Espanha se pede uma pressão de 200 kPa no orificio de saída da BIA, o que em manómetro são normalmente uns 500 kPa mínimo (para BIA carretel), devido à perdida de pressão na manguera (que depende da cada fabricante). 250 kPa no manómetro parece-me pouco. Aqui em Espanha as BIA's costumam estar a uma pressão no manometro dentre 500 e 800 kPa. Quote
Pedro Barradas Posted May 29, 2009 Report Posted May 29, 2009 Pois.. mas é assim. não esquecer que as BIa's são alimentadas no mínimo em tubagem de ferro a 2" e a Norma Portuguesa só admite mangueiras de carretel DN25 se não forem do tipo Teatro... Quote Quem cria renasce todos os dias...Agua-Mestra, LdaNão sou perfeito, mas sou muito critico...
vitor nina Posted June 1, 2009 Report Posted June 1, 2009 Chanchan, A formação dos arquitectos em Portugal e em Espanha é bastante diferente, sendo os vossos cursos revestidos duma componente técnica vincada, enquanto aqui se previligia e reforça a componente humanística e o desenho. Em Portugal as hidráulicas estão na mão dos engenheiros e, creio, que nem as noções básicas fazem parte dos curiculos de arquitectura, apesar de haver a possibilidade dos arquitectos poderem intervir nesta matéria, ao nível de águas e esgotos prediais. A parte hidráulica dos sistemas de incêndio são, regra geral, assumidos por engenheiros civis (que é a minha formação). Por isso é natural que não tenhas tido um feed-back tão rápido às tuas questões, coisa que neste forum não costuma acontecer noutros assuntos, em que há sempre um colega de manda uma "dica". Não sendo um expert na matéria, vou tentar responder às tuas questões. A legislação de incêndios mudou recentemente e envegonhadamente confesso que só li a portaria (1532/2008 de 29 de Dez) muito por alto. Por isso, de forma alguma domino a legislação. No entanto: 1. Os meios de primeira intervenção, constituídas por bocas-de-incêndio (BI) do tipo carretel, de acordo com a nova portaria, têm que assegurar um débito de 2.0 l/s (antes eram 1.5 l/s) à pressão dinâmica mínima de 150 KPa (art. 167º); 2. - Como o Pedro disse, e bem, o DN das BI tipo carretel é de Ø25; não conheço a norma portuguesa que ele refere, mas de facto esta é a prática corrente e a recomendada pela literatura técnica; 3. - A portaria refere-se aos meios de segunda linha no art. 170º. Nestas, podem utilizar-se BIs do tipo carretel, Ø70 ou Ø45, sendo que o sistema hidráulico deve estar dimensionado para lhes permitir debitar um caudal mínimo de 4 l/s (antigamente 3.0 l/s) com uma pressão mínima de 350kPa, em cada uma delas. Esta pressão e este caudal mínimo têm que ser assegurados, à semelhança das BIs do tipo carretel, com metade das BIs hidráulicamente mais desfavoráveis em funcionamento simultâneo, até ao máximo de quatro. 4.- Há situações que a legislação remete para posterior regulamentação por parte do presidente da ANPC. Até ao momento algumas lacunas na legislação eram supridas por recomendações do Instituto de Seguros de Portugal (ISP)ou por normas estrangeiras, particularmente francesas e americanas, como as da AFNOR ou as da NFTA, esta última na questão dos sprinklers e cascatas de água. Em termos de equipamento electromecânico é prática comum recorrer a sistemas elevatórios compostos por uma ou duas electrobombas, uma motobomba a gasóleo (a menos que a central elevatória esteja ligada a um PT exterior ao edifício) e a uma bomba jockey. Duma maneira geral isto faz com que as pressões estáticas dos sistemas electromecânicos rondem os 450 kPa e os 850 Kpa; para além disso é vulgar dar uma folga no dimensionamento dos equipamentos de modo a que as bombas respondam a um incremento de caudal na ordem dos 50% relativametne ao valor calculado e sem que o abaixamento da pressão nessas condições sofra um abaixamento superior a 35%. Quote
chanchan Posted June 1, 2009 Author Report Posted June 1, 2009 Muito obrigado Vitor 1. Os meios de primeira intervenção, constituídas por bocas-de-incêndio (BI) do tipo carretel, de acordo com a nova portaria, têm que assegurar um débito de 2.0 l/s (antes eram 1.5 l/s) à pressão dinâmica mínima de 150 KPa (art. 167º); O artigo 167º diz 1.5 l/s e 250 kPa, deveste ler mau.2. - Como o Pedro disse, e bem, o DN das BI tipo carretel é de Ø25; não conheço a norma portuguesa que ele refere, mas de facto esta é a prática corrente e a recomendada pela literatura técnica; Sim, Ø25 equivale a 1". A BI de Ø45 equivale a 1 1/2". Uma cosa: Eu creia que as BI de Ø45 se chamavam tipo teatro e as BI de Ø25 tipo carretel ¿Que é uma BI tipo teatro?4.- Há situações que a legislação remete para posterior regulamentação por parte do presidente da ANPC. Até ao momento algumas lacunas na legislação eram supridas por recomendações do Instituto de Seguros de Portugal (ISP)ou por normas estrangeiras, particularmente francesas e americanas, como as da AFNOR ou as da NFTA, esta última na questão dos sprinklers e cascatas de água. Em termos de equipamento electromecânico é prática comum recorrer a sistemas elevatórios compostos por uma ou duas electrobombas, uma motobomba a gasóleo (a menos que a central elevatória esteja ligada a um PT exterior ao edifício) e a uma bomba jockey. Sim, já tenho visto que às vezes se deixa para a ANPC. Eu acho que em terminos de grupo de bombagem as características são parecidas às de Espanha (que também provem das NFPA). Quote
vitor nina Posted June 2, 2009 Report Posted June 2, 2009 Diferença entre boca-de-incêndio tipo carretel e boca-de-incêndio tipo teatro: Quote
chanchan Posted June 2, 2009 Author Report Posted June 2, 2009 Diferença entre boca-de-incêndio tipo carretel e boca-de-incêndio tipo teatro: Ok, já vejo. Quote
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