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http://img133.imageshack.us/img133/8743/trumphoteldubai4pd.jpg E se Donald Trump quisesse investir em Portugal para construir uma Torre.... o que é que fariam? Que torre é que fariam? Para que fins? Onde?

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Uma pessoa como o Donald Trump, com os milhares de milhares de dolares que possui, ate no meio do oceano ele dava-se ao luxo de construir uma torre...

Em PT... era giro de se ver uma no meio do Tejo, com uma ponte a passar no meio da torre de forma a servir as duas margens... (just kidding)

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Temos o exemplo das torres que o Siza projectou para Alcantara, ou a Torre do Norman Foster para o aterro da Boavista... Foram projectos com alguma polémica...devido às torres?

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Em relação às torres do Siza, nunca vi o projecto ser bem fundamento por parte da respectiva equipa que o elaborou... Mais depressa vi o projecto dos Sua Kay Arquitectos, para o mesmo local, ser bem fundamentado por parte do atelier, e por ter uma maior aceitação que as torres... Na minha opinião, eu acho que as torres do Siza foram mais um exercicio por parte do mesmo, e também uma forma de elevar uma certa polémica entre profissionais da área, estudantes, construtoras, urbanistas, politicos, etc.. Tenho a impressão, que se esse exercicio tivesse sido feito por um nome menos sonante da arquitectura portugues, não tinha havido tanta polémica com o mesmo...

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quem é o donald trump? e para que é que portugal precisa de torres? temos o nosso skyline tão delineado e ainda bastante espaço horizontal para construir..deixem-se de ideias..

Guest carlos.pedro
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Também acho que Donald Trump não faz falta nenhuma em portugal. Já temos um Stanley Ho Ho Ho...

De qualquer modo, discordo da ideia que temos muito espaço horizontal para construir...infelizmente é pensar assim levou o território ao estado em que está. Construção desenfreada, sem qualidade e sem organização.

http://www.csmonitor.com/slideshows/durableSlideshows/suburbanSprawl/slide4.jpg
Construção em altura não é pecado capital. Claro que como tudo, têm que haver bom senso. Sabias que a construção em "Sprawl" custa cerca de 7 vezes mais caro em infraestruturas e que quem as paga é quem vive nos centros urbanos? Não é minimamente justo e muito menos sustentável -quer economicamente quer ambientalmente- para a sociedade.

O que levou as pessoas a preferirem a Periferia Extensa foi as conjunção de "Liberdade de Escolha" e "Aumento de Status Social" com as facilidades do crédito ao consumo dos anos 80 e 90 para a compra de casa e automóvel. Pelo mesmo preço tinham mais espaço e acabamentos de pseudo-luxo, mas agora enfrentam 1 hora de carro para chegarem ao trabalho e outra para voltar. Para piorar toda a situação, a subida do preço do petróleo (ver Peak of Oil Production e The End of Suburbia) veio aumentar o custo do transporte individual (vulgo automóvel com 1 passageiro) e não agora não conseguem vender a casa sem perder dinheiro pois não há quem as compre devido ao excesso de oferta no mercado.

[A discussão no tópico do Vertical Farm também é pertinente para este tema]

Solução? Não sei ao certo, mas certamente passa por redefinir o conceito negativo de Densidade...quer seja em altura quer seja em extensão!!!

http://www.dynamiccity.org/i/TRI9.jpg

Acho que não temos que chegar ao ponto da China que quer construir 400 novas cidades até 2020 [ver Dinamic City Foundation] com todo o impacto que isso têm. Também acho que a Shimizu Mega-City Pyramid em Tóquio não é a solução…pelo menos por agora…

Abraço,
CP

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quem é o donald trump? e para que é que portugal precisa de torres?


é errado dizer que Trump = Torres!

Trump penso que é sinónimo de SUMPTUOSIDADE, LUXO e SHOW-BIZZ. Podemos dar uma olhadela pelas Residenses @Trump National, as Trump island villas,...e veremos que são exemplos que não tocam o céu.

Ou seja, um investimento deste magnata em terras Lusas, acho que seria um fantástico investimento e não um pesadelo vertiginoso!

:) apenas a minha opinião...
Guest carlos.pedro
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Como digo num projecto que fiz ultimamente, SA54 Luxo é Lixo.
Um fantástico investimento era apostar em melhorar a qualidade média das casas e na sustentabilidade da construção.

luxo
do Lat. luxu
s. m.,
ostentação ou magnificência; ornamento; decoração faustosa; viço; vigor; esplendor; capricho; extravagância;

lixo
do Lat. lixiu ou lixu
s. m.,
todo o tipo de material desnecessário não aproveitável ou indesejado, originado no processo de produção e consumo de produtos úteis; tudo o que se retira de casa ou de qualquer lugar para o tornar limpo; sobras; detritos; cisco; sujidade; imundície;
fig.,
coisas inúteis.

http://sa-arquitectos.com/proj_img/SA54_lixo01.jpg

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Já estava a faltar um tópico sobre o bom e velho tema das torres...
Muito se fala e muito se discute sobre este tema, seja onde for e seja com quem for...

Penso que é errado falar do caos das periferias como forma de justificar a "altura" nas cidades.
O carlos.pedro disse:

De qualquer modo, discordo da ideia que temos muito espaço horizontal para construir...infelizmente é pensar assim levou o território ao estado em que está. Construção desenfreada, sem qualidade e sem organização.

...e:

Construção em altura não é pecado capital. Claro que como tudo, têm que haver bom senso. Sabias que a construção em "Sprawl" custa cerca de 7 vezes mais caro em infraestruturas e que quem as paga é quem vive nos centros urbanos? Não é minimamente justo e muito menos sustentável -quer economicamente quer ambientalmente- para a sociedade.

...mas isso não me parece uma forma correcta de encarar o problema, porque se as periferias estão como estão, foi por sucessivos erros e pela lei do lucro fácil e rápido falar mais alto e não por nas periferias se optar por construções baixas (até porque se encontram edifícios com mais de 8 pisos)...

Não quero ser retrogado ao dar um não perentório a torres no espaço nacional, mas penso que isso tem de ser um processo evolutivo, em vez de de um dia para o outro aparecer um volume com 200m de altura no meio de uma qualquer cidade...
De qualquer forma tem de ser uma operação bem pensada e bem programada...

Contudo, acho preferível a aposta na recuperação dos centros urbanos tradicionais, com iniciativas e propostas de requalificação capazes de dar vida a lugares que de outro modo estão a morrer. Creio que desde 1984 o Porto perdeu qualquer coisa como 70 mil habitantes, apesar das novas urbanizações e construções em zonas mais recentes, o que quer dizer que no centro histórico o número deve ser muito maior...
Mais importante do que construir novo, é recuperar, mas importante do que construir para cima, é re-construir "cá em baixo", porque a importância e a área de prédios degradados nas cidades são grandes demais para não se verem...

PS: Soube hoje que Mem Martins é a freguesia mais povoada da Europa...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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mas o problema surge quando as recuperações de centros urbanos tradicionais, como acontece na baixa de lisboa, está a cargo de dois "tipos" de pessoas/empresários: -classe alta(e não coloco o média antes, porque é mesmo alta) - instituições bancárias sem estes dois tipos de pessoas, as raras execpções de recuperação ou dar vida, ficam-se por associações culturais/bares que , em pequenos apontamentos renovam um apartamento...quando o prédio está a cair... o governo não ajuda e não dita leis, falamos da lei do arrendamento e dos senhorios, mas com rendas a rondar os 2euros....não há milagres...

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Acabas por ter razão, mas acho que há uma iniciativa no centro histórico do Porto que pretende recuperar habitações degradadas para jovens. Outro ponto são as rendas... absolutamente ridículas, mas isso também não pode servir sempre de desculpa, até porque devem concerteza existir prédios completamente abandonados, ou com poucos inquilinos... (se a câmara aloja pessoas que vivem em barracas, podia muito m fazer o mesmo àqueles que vivem em casas muito degradadas e depois promover a recuperação integral do edifício...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Guest carlos.pedro
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Vou citar-me a mim mesmo:

Solução? Não sei ao certo, mas certamente passa por redefinir o conceito negativo de Densidade...quer seja em altura quer seja em extensão!!!


O problema não é altura ou extensão, o problema é repensarmos o conceito de densidade…e mais que tudo qualidade de espaço urbano.

Basta olharmos para alguns números e ver que densidade não é sinónimo de falta de qualidade de espaço urbano. Tirei os números da Wikipedia, mas podem ser confirmados em outros sites. Os meus exemplos de qualidade vida? Paris e Barcelona. Falta de qualidade de vida, grandes metrópoles como São Paulo ou Tokyo.
  • Paris 24,672 hab./km²
  • Barcelona 15,869 hab./km²
  • São Paulo 7,233/km²
  • Lisboa 6,368 hab./km²
  • Ciudad de México 5,741/km²
  • Tokyo 5,655 hab./km²
Falar de Densidade em Portugal é um pouco perigoso, pois infelizmente não há uma politica urbana coerente e muito menos respeitada. Quando quem manda são os Empreiteiros e demais actores imobiliários (Banca, Autarquias, etc.) que se interessam mais por construir muito do que construir bem.

Em Portugal, o regresso aos Centros Urbanos está a ser bem feito? Obviamente que não e nisso estou de acordo com vocês. Aliás, ultimamente nada está a ser bem feito no nosso país. Não notamos melhorias urbanas em nada. A requalificação dos centros é elitista, os Polis foram o "Grande Barrete" dos últimos dez anos com a escolha de amiguinhos para fazerem projectos e obras sobre-valorizadas e dentro de enquadramentos urbanos duvidosos: os existentes e os propostos.

Mem Martins têm de facto prédios de oito andares, como o Cacém, Queluz, Vila franca de Xira, Maia, Matosinhos, Gondomar, etc. Mas também muita moradia que une ininterruptamente os núcleos mais urbanizados.

O que falha então nestas periferias? Para mim acho que duas coisas fundamentais: Espaço Público e Multiplicidade de Usos. O primeiro como qualificador urbano no sentido de relacionar espaços e actividades. O segundo como condensador social através de uso continuado da cidade. Dois pontos opostos à situação actual de cidades-dormitório.

Por isso volto a afirmar:
Solução? Não sei ao certo, mas certamente passa por redefinir o conceito negativo de Densidade...quer seja em altura quer seja em extensão!!!
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sim, concordo carlos.pedro o espaço público é, deveras. importante. o prório Ribeiro Telles já veio dizer que os espaços, neste caso, "verdes" não podem ser definidos como os canteiros há porta de casa. vivo perto de Benfica e a mim assusta-me a qualidade do espaço público entre a ponta para a Buraca e a estação de Benfica, é algo que começamos a questionar e a perguntar se existe alguem que toma conta de alguma coisa(isto para não falar na própria Cova da Moura, que terá os seus pontos negativos e/ou positivos). E também me pergunto, por onde começamos? pelos centros históricos descaracterizados? ou pelos suburbios "abandonados" ? é complicado viver num país, numa cidade, ou numa freguesia onde não existem culpados. a falta de qualidade urbana não é crime, e a mim entristece-me cada vez mais. não admira que depois tenhamos o exemplo de cada um construir para si, sem olhar em redor... o meu professor perguntou-me este ano qual os edifícios mais importantes ou de algum valor na holanda, respondi poucos....e ele disse-me, a arquitectura holandesa não se define por exemplos no espaço, mas por um conjunto de elementos que definem todo o país.... em Portugal falta-nos lutar para, antes de mais, criarmos locais agradáveis que, nesta altura com a quantidade de construção que existe,passa por dar uma maior qualidade ao já edificado. acredito que tal seja, impossivel de se concretizar, e acredito mais ainda que cidades como Lourinhã, Torres Novas, Santarém e, posteriormente, Leiria, Marinha Grande, no sentido a norte de Lisboa, vão ser as principais beneficiadas, tal como acontece com Aveiro e Gaia....e tal como não aconteceu na Margem Sul

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Pedro Ribeiro, dizer que Gaia beneficiou seja com o que for é no mínimo duvidoso... Moro na periferia de Gaia, desde que nasci, e sei um pouco do que se passa, e se não fosse o enorme défice que o sr. presidente da câmara atingiu (pelo menos é o que se diz), era impossível fazer tudo o que foi feito ao nível das infraestruturas, equipamentos e afins... Pode-se no entanto dizer que a população aumentou no concelho, mas só nos últimos anos, e só em algumas zonas do concelho, é que se viu alguma preocupação em construir com qualidade... Exemplos à escala da famosa Vila D´Este não se repetiram, mas a principal avenida da cidade é uma vergonha urbanistica, e um pouco por todo o território populam maus exemplos... Se calhar aquilo que mais está a atrapalhar o desenvolvimento das zonas históricas é a demasiada importância que hoje em dia se dá ao "histórico"... Acredito que um conjunto histórico pode ter qualidade, mas não serão muitos os edifícios individuais com qualidade para se valorizarem a eles próprios... Há muitos anos havia a coragem de demolir zonas de cidade para se abrirem avenidas e/ou praças... e com isso requalificaram-se as cidades e deu-se mais qualidade de vida às populações (no Porto temos exemplos como o conjunto da av. da república, av. dos aliados e câmara, e a av da ponte, entre outros). Hoje essa coragem parece ter desaparecido, por ventura aliada a uma falta de fundos públicos, porque se se pensar em fazer alguma coisa mais radical, aparecem logo dezenas de associações e populares a contestar a proposta... Concordo que o tecido histórico é muito sensível e que por isso tem de ser "tratado" com muito cuidado, mas acredito que intervenções profundas pontuais, enquadradas e bem estudadas, podem dar mais qualidade de vida aos centros históricos e consequentemente trazer mais pessoas para essas áreas abandonadas... O que será melhor? Deixar cair ao abandono (ou recuperar só porque sim) e as áreas históricas ficarem abandonadas, ou recuperar e dar mais qualidade de vida aos habitantes e potenciais interesados em viver nessas zonas?

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Também acho que Donald Trump não faz falta nenhuma em portugal. Já temos um Stanley Ho Ho Ho...


O país é tão rico que não precisamos de investimento estrangeiro... :)
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Em Portugal, o regresso aos Centros Urbanos está a ser bem feito? Obviamente que não e nisso estou de acordo com vocês. Aliás, ultimamente nada está a ser bem feito no nosso país. Não notamos melhorias urbanas em nada. A requalificação dos centros é elitista, os Polis foram o "Grande Barrete" dos últimos dez anos com a escolha de amiguinhos para fazerem projectos e obras sobre-valorizadas e dentro de enquadramentos urbanos duvidosos: os existentes e os propostos.


Centro Histórico em Lisboa.

Num país onde o automóvel é rei onde colocar o estacionamento? Será a 10 minutos de casa?

A Baixa. Qual a solução? Entre milhares nenhuma delas é solução para acabar com os suburbios. A melhor solução para a Baixa e para o Centro Histórico é a solução que seria inpensável para os arquitectos, para o IPPAR e para a CML que seria a demolição total e construir uma nova cidade. Demolir tudo e reconstruir com estacionamento.

A melhor solução para a Baixa poderia ser a demolição total ou simplesmente uma reestruturação da estrutura dos edificios da Baixa de modo a permitr a existência de estacionamento e a substituir o sistema estrutural que permite a existência da Baixa Pombalina.

E eis aqui um bom projecto para mostrar a Donald Trump.
Guest carlos.pedro
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JVS:
Vou dividir o comentário em dois, para acompanhar os teus posts.

1.
Pelos vistos não entendeste a ironia...enfim. Gostava de acrescentar que o problema não passa por sermos um pais rico ou pobre...somos um pais que não sabe racionalizar nem gerir com critério os recursos que têm. Quanto dinheiro veio do estrangeiro nos últimos 20 anos? Quanto dinheiro continua a vir? Em tanto tempo como não aprendemos a investir e a gastar bem o dinheiro? A melhor opção sempre apostar no bom carrro e na casa mais espampanante para PARECER o maior....É assim que somos vistos lá fora. Aparências…. Nos relatórios europeus, somos dos melhores...temos tudo e tudo está a ir bem..mas quando vêm ver ao terreno...NÉPIAS!!!!

Como curiosidade, segundo a Forbes, Santely Ho está em 84 na lista de pessoas mais ricas do mundo com 6.5 milhões de dólares e o Donald Trump em 278 com apenas 2,6 bilhões. O primeiro português é o Belmiro de Azevedo (nº350) com 2,2 bilhões.

Achas que faz falta um Donald Trump com aquele luxo desnecessário e um reality show? Bem podia vir aprender qualquer coisa com qualquer empresário do Vale do Ave, que fazem bastante show-off gastando muito menos. Acho muito bem que venha investimento estrangeiro mas em vez de ostentação, qualquer coisa que seja mais útil e realmente inovadora como a maior quinta solar do mundo ou a exploração comercial de energia das ondas.

2.
http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA16_p05.jpg
Queres comparar a qualidade de vida de qualquer cidade americana com qualquer cidade europeia? Não adianta...basta ver que hoje andam a vender um conceito que chamam de New Urbanism que não têm nada de Novo pois é o desenho urbano que sempre existiu nas cidades europeias...caminháveis...com vida de bairro...baixa criminalidade (em comparação!!)…transportes públicos de qualidade…etc.

"Entram diariamente em Lisboa 340.000 automóveis. 89% apenas trazem o condutor. Isto significa que todos os dias 302.600 veículos com apenas um ocupante colapsam as entradas da cidade. Se 50% destes automóveis trouxerem um passageiro, reduzimos em 151.300 o número de veículos que congestionam Lisboa. Como cada lugar de estacionamento ocupa em média 30m2 de solo urbano, ao evitar a entrada de 151.300 automóveis conseguimos libertar 4.539.000m2 para outros usos. 453,9 hectáres que equivalem aproximadamente a 453 campos de futebol. Espaços verdes, espaços públicos, habitação, comércio, serviços, equipamentos culturais, equipamentos desportivos, etc podem ser instalados nestes espaços conquistados." SA16 ParQ, Estacionamento Vertical automático, 2000, Lisboa.

http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA16_p08.jpg http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA16_p09.jpg http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA16_p10.jpg
Não sei porque o automóvel têm que estar a 10 minutos de casa. Isso não é o problema. Dou-te o exemplo de Barcelona, onde todo o mundo têm automóvel na garagem...o que acontece é que não é utilizado no dia a dia porque os transportes públicos são extremamente eficazes. Apenas usam para ir de fim de semana para fora ou em alguma ocasião especial...além disso, está a começar a ser normal as pessoas optarem pelo Car Sharing em vez de estarem a sustentar um automóvel.

Quanto à tua solução impensável...era boa para os arquitectos pois iria trazer mais trabalho...mas perdias mais do que ganhavas. Perdes história, perdes escala urbana, perdes cidade…

http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA16_p23.jpg

Fazer estacionamento subterrâneo na baixa? É o maior erro de todos pois a 3 metros de profundidade tens o nível freático com o escorrimento das águas de chuva que vêm pelo vale da Av. da Liberdade, o vale da Av. Almirante Reis e das colinas adjacentes. Caso interrompas este escoamento, as fundações da Baixa simplesmente secam e deterioram-se rapidamente.
Como defendi no projecto dos Silos que fiz para a Experimenta Design, acho que a solução de estacionamento passa por dois aspectos complementares: o primeiro passa por reduzir o número de pessoas que entram de automóvel na cidade. Como? de dois modos…trazer algumas dessas pessoas para viverem no centro e penalizar quem utiliza o automóvel como transporte individual.

Solução para a Baixa? Retro-transformação da excessiva área de escritórios em habitação, de preferência municipal ou com controle municipal para evitar especulação. Não precisamos de mais Terraços de Bragança ou o novo da Infante Santo. Para todo tipo de pessoas, desde jovens à terceira idade, estudantes e trabalhadores, solteiros, casados e familias numerosas, classes baixas, médias e altas, etc.

Solução para a Periferia? Em lugar de demolir o centro urbano que ainda consegue ter qualidade, é mais interessante demolir os suburbios e fazer de novo…aliás, acho que é a única solução realmente eficaz para esta monstruosidade...

ps: para quem queira fazer o download do PDF do projecto SA16 ParQ (21Mb)

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Curiosamente, tenho vindo a defender essa ideia do carpooling, mas pelas conversas que tenho com pessoas que utilizam essas vias custa-lhes a entender os benificios desses sistemas... na ponte 25 de abril e nas principais autoestradas de acesso seria facil incentivar este sistema com menos preços ou mesmo passagem gratuita. Tal como quando digo que estas obras no IC19 deveriam ser para por uma faixa exclusiva para transportes publicos ou carpooling, quando explico isto a utilizadores do IC19, parece um choque e algo absurdo, (sim, porque para muitos, a terceira via vai salvar aquilo tudo), conheço imensa gente que mora a menos de dois km entre eles, e passam semanas seguidas a vir para o mesmo destino, no mesmo horário, agarradinhos ao seu carro, e ficam todos contentes quando se encontram no transito... eu não sou de Lisboa, e so' uso transportes públicos e ando todos os dias kilometros a pé para os utilizar, mas do pouco que conheço, acho que algo vai mal nestas mentalidades... nexp

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Como defendi no projecto dos Silos que fiz para a Experimenta Design, acho que a solução de estacionamento passa por dois aspectos complementares: o primeiro passa por reduzir o número de pessoas que entram de automóvel na cidade. Como? de dois modos…trazer algumas dessas pessoas para viverem no centro e penalizar quem utiliza o automóvel como transporte individual


[ (?) curiosidade!Como penalizarias o condutor que usa o seu veiculo individualmente ? ]

>>Vou simplesmente dizer que o problema é resolvido se os parques subterraneos não forem contruidos, se não há estacionamento as pessoas simplesmente não vão para os centros urbanos com as suas caixinhas poluidoras.
Conclusao tirada de uma discussão que teve como foco o novo parque de estacionamento proposto numa das transversais à Rua do Alecrim.
Guest carlos.pedro
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Cinaminaminamina:
Como penalizaria o acesso automóvel ao centro? Não sei...compete aos politicos esse tipo de propostas...talvez com portagem de acesso ao centro como em muitas cidades europeias. Uma tabela do estilo:

Automóvel com 5 pessoas, pagam 1X
Automóvel com 4 pessoas, pagam 2X
Automóvel com 3 pessoas, pagam 3X
Automóvel com 2 pessoas, pagam 4X
Automóvel com 1 pessoas, pagam 5X

Agora quanto ao resolver o problema fingindo que ele não existe é como aquela criança que quando está a perder pega na bola e vai para casa. Um problema, urbano ou outro qualquer, não pode ser resolvido assim. Ignorando. É imaturo pensar que o automóvel apenas é um problema quando também é uma das melhores invenções humanas, mas talvez seja das pior utilizadas. Não é sendo fundamentalistas e ideólogos de uma "Car Free City" que a situação melhora....talvez passe por uma opção mais simples de "Car Less City"…

Vou simplesmente dizer que o problema é resolvido se os parques subterraneos não forem contruidos (…)

Aqui enfrentamos duas questões importantes, e vou falar do caso Lisboa pois pode depois ser generalizado para o resto do país, com maiores ou menores variantes. Moradores e Outros utentes. Temos aqui o problema de estacionamento indevido. O automóvel ocupa o espaço público que é dos peões. Tudo visitantes? Lamento informar-te... eu morava no centro e grande parte do caos era dos próprios moradores que não tinham onde estacionar. Não fazem falta parques? Eu acho que fazem...pelo menos para moradores e para visitantes pontuais. Pessoas que vão a um concerto ou espectáculo, ou jantar a casa de amigos.

Acho que também devemos subsitituir o conceito de parque subterrâneo por "Estacionamento Intensivo", quer seja em para cima ou para baixo.

(…)se não há estacionamento as pessoas simplesmente não vão para os centros urbanos com as suas caixinhas poluidoras.

E o que acontece se os automóveis deixarem de ser poluentes? Por exemplo os veiculos eléctricos ou a hidrogénio não emitem gases poluentes, no entanto se todos substituirem o seu automóvel por veiculos limpos continuamos com o mesmo problema. Milhares de pessoas que tentam entrar na cidade de automóvel. Que alternativa hoje existe? NENHUMA... infelizmente os transportes deixaram de ser eficazes quando a facilidade do crédito ao consumo para compra de automóvel -simbolo de prosperidade económica e social- fez aumentar exponencialmente o nosso parque automóvel. Conclusão? Com tanto trânsito os transportes públicos não funcionam, e como não funcionam continua a haver bastante trânsito. Por algum sitio temos que começar a resolver o problema.

http://sa-arquitectos.com/press/preview/SA41_transportes.jpg
Por outro lado, é bastante dificil convencer as pessoas a deixarem de vir de carro. Abdicarem de um status conquistado com a entrada de PT na UE? Nem pensar... pelo que a única solução passa por legislar nesse sentido. Assim como é obrigatório circular pela direita ou usar o cinto de segurança. como é proibido o uso de telemóveis ou conduzir sobre efieto de drogas ou alcolizado, devia ser penalizado (e não digo proibido!!) vir para o centro de automóvel. Quer pelo pagamento de taxas de entrada, quer pelo próprio preço do estacionamento.

A palavra chave neste momento é AGIR, pois cada dia que passa a situação piora mais. Como diz Jaime Lerner: "Imagine a City With 30 Percent Fewer Cars"
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A meu ver a solução passa por melhorar os transportes públicos nos centros urbanos. Aqui em Rotterdam, existe Metro, Electricos e Autocarros, com tempos de espera de 4, 5 e 10 minutos respectivamente. E muitas ruas pedonais...e realmente funciona...ah, já nem vou falar das bicicletas...

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:)

Como penalizaria o acesso automóvel ao centro? Não sei...compete aos politicos esse tipo de propostas...talvez com portagem de acesso ao centro como em muitas cidades europeias


Proposta caótica no meu ver! O problema ou é cortado pela raiz ( nos acessos ao centros urbanos ) ou então, nos centros :nervos: ...nem dá para imaginar. Repara na quantidade de veiculos que passam pela Avenida da Liberdade, pelo Marquês...acrescentando portagens seria um problema para a Santa Engrácia...a não ser que tal modelo já esteja a ser utilizado e que me alertes para as vantagens de utilização!! ;)


(...) Temos aqui o problema de estacionamento indevido. O automóvel ocupa o espaço público que é dos peões. Tudo visitantes? Lamento informar-te... eu morava no centro e grande parte do caos era dos próprios moradores que não tinham onde estacionar. Não fazem falta parques? Eu acho que fazem...pelo menos para moradores e para visitantes pontuais.


Eu acho que NÂO MESMO! Apenas estás a piorar o problema: + Parques + Estacionamento +Carros, é como uma bola de neve. Neste caso, referindo-me ao exemplo: Lisboa. Há uma solução muito bonitinha para isso. Atribuiam-se X lugares para moradores, na superficie ( p.e. ) e os parques subterraneos ( a pagar, a tal multa poderia ser esta ) seriam para os visitantes, amigos. Não sei se já observaste, mas em cidades como Almada, isso já existe. Podes observar os Parques exclusivos de moradores, os quais ostentam uma chapinha que lhes garantem estacionamento e tens outros parques em pracetas, etc etc. As cidades não são comparáveis, mas nao vejo razao para nao funcionar em Lisboa! :s


Acho que também devemos subsitituir o conceito de parque subterrâneo por "Estacionamento Intensivo", quer seja em para cima ou para baixo.


Desculpa mas não percebi, o que entendes por Estacionamento Intensivo, se pudesses explicar novamente, agradecia! :|


E o que acontece se os automóveis deixarem de ser poluentes? Por exemplo os veiculos eléctricos ou a hidrogénio não emitem gases poluentes, no entanto se todos substituirem o seu automóvel por veiculos limpos continuamos com o mesmo problema. Milhares de pessoas que tentam entrar na cidade de automóvel. Que alternativa hoje existe? NENHUMA... infelizmente os transportes deixaram de ser eficazes quando a facilidade do crédito ao consumo para compra de automóvel -simbolo de prosperidade económica e social- fez aumentar exponencialmente o nosso parque automóvel. Conclusão? Com tanto trânsito os transportes públicos não funcionam, e como não funcionam continua a haver bastante trânsito(...)



Perfeitamente coerente !


(...)devia ser penalizado (e não digo proibido!!) vir para o centro de automóvel. Quer pelo pagamento de taxas de entrada, quer pelo próprio preço do estacionamento


Desculpa, mas não consigo mesmo...encarar essa proposta! Pagamento de taxas de entrada...é uma desordem/confusão que não vejo como solução ]

http://tsf.sapo.pt/imagens/2003/01/noticias/imgs/06/grande/crel_marcha_lenta2.jpg

Obrigada pela discussão que proporcionas! :D
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Desculpa, mas não consigo mesmo...encarar essa proposta! Pagamento de taxas de entrada...é uma desordem/confusão que não vejo como solução


É facilimo. Coloca-se um sistema como a Linha Verde. Quem passa pelo portal não precisa de parar. Só atravessa e no final do mês recebe uma factura para pagar. :)

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