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Ha um assunto que tenho estado a pensar. Todos arquitectos gostam de falar bem do comercio tradicional e nas virtudes dele no urbanismo. O comercio tradicional eh virtuoso e os centros comerciais autenticos demonios co consumo irracional. Enquanto os suburbios estao repletos de centros comerciais o interior das cidades sao invadidos por lojas de chineses e lojas dos 300. O comercio tradicional estah a perder e entrar em extincao. O que vai mal entao no comercio tradicional? O que leva as pessoas a optar pelos centros comerciais e outras pelas lojas dos chineses? Serao estes dois que estao a seduzir as pessoas para os maus caminhos ou serao os comerciantes tradicionais os responsaveis pelo fim do comercio tradicional? Arquitectos e intelectuais acusam os centros comerciais de roubarem clientela ao comercio tradicional. Outros acusam os chineses de terem um sistema que leva os precos a serem inferiores ao da concorrencia e acusam tambem as camaras e o estado de facilitarem a vida a este segmento comercial. Mas serah possivel que os comerciantes tradicionais tambem erram? Nao serah culpa deles eles estarem em crise? Noutro dia ia a caminho da Feira da Ladra e vejo as ruas de Mouraria, Baixa e da Graca cheias de gente. Vejo que a maioria das lojas sao lojas 300, lojas chinesas e miniprecos... as mercearias, lojas comerciais praticamente sao uma minoria... vejo as ruas cheias de gente, a passearem na rua tal como os arquitectos tanto fantasiam nos projectos deles. Pessoas a andar na rua a comprar e a passear... porem compram nas lojas chinesas... O que eh que acham os arquitectos e urbanistas deste assunto?

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Bem, ainda à pouco tempo (+/- 1 mês), num passeio de fim de tarde de sábado pela baixa do Porto, fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de pessoas que andavam na rua, desde a Batalha, ao Bolhão, desde a 31 de Janeiro aos Clérigos, desde S. Bento, à Trindade... e nessa zona o que predomina não são lojas de chineses/300/minipreços... se bem que lá vão aparecendo umas ou outras...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Penso que no Porto já houve uma fase (há uns 5 anos atras) que se registou uma grande abertura de lojas dos chineses. Hoje em dia esse fenómeno perdeu bastante do seu peso e aquilo que se está a ver aos poucos acontecer é à abertura ou reabertura de lojas nacionais, algumas de comércio tradicional, lojas voltadas para o design, as artes, etc. A questão do comércio citadino versus o comércio dos shoppings penso que em parte grande culpa pertence aos comerciantes dos centros urbanos. São eles que nunca se querem actualizar, que têm a mesma montra desde há 20 anos, que não apostam no marketing, na publicidade, que se deixam ficar a ver o tempo a passar, que fecham aos fins de semana, que não estão abertos ao fim da tarde etc etc Aquilo que se começa a verificar hoje é que há uma série de apostas por parte de grupos de comerciantes que revitalizam de certa forma o seu negócio. Se não podem vencer os shoppings, re-inventam-se. Nas cidades andam 10 vezes mais pessoas que nos shoppings então porque é que as lojas vendem menos? No Porto para mim há um caso paradigmático que é o da rua Miguel Bombarda (e cada vez mais das ruas junto a esta). Esta rua sempre foi conhecida pelas galerias de arte. Ao longo dos anos para além das galerias foram aparecendo cafés, lojas de roupa, lojas de mobiliário de autor, lojas de música, etc. A partir de um pequeno conjunto de lojas gerou-se um fenómeno que hoje em dia está bastante em alta e tem tendência para aumentar cada vez mais. O centro comercial bombarda em vez de forçar o encerramento de lojas e galerias da rua, pelo contrário gera ainda mais vivência daquela zona, cada vez mais lojas aderem àquela zona que já se tornou uma referência. E acima de tudo o que se destaca são os laços entre os comerciantes, todos trabalham em conjunto de forma a dinamizar a sua zona e a lucrarem todos com isso. é muito disso que falta aos comerciantes citadinos

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Dreamer exacto também andei por lá no sábado passado e supreendeu-me a quantidade de pessoas que andavam na rua.

JVS pessoalmente não gosto dos CC pela sensação de desconforto que me dá, fico mal.disposto não sei porquê...então no CC Vasco da Gama é impressionante, não consigo aguentar muito tempo lá dentro, mas uma das grandes vantagens é uma pessoa não apanhar frio e chuva ;) lol
Fora isso comprar na net dá menos trabalho e ainda é mais confortavel :p
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A rua Miguel Bombarda é sem dúvida uma referência no comércio/cultura do Porto nos últimos tempos. O movimento que começou a gerar com as galerias trouxe mais movimento, e com ele novas formas de fazer viver a rua, o comércio, os cafés, etc. Esse é um tipo de espaço em que mesmo que uma loja dos chineses lá "fosse parar", o que já existe nunca iria ser abalado, até porque a oferta e o público alvo são diferentes...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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