pnbbv Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 http://img107.imageshack.us/img107/8589/gilblm4.gif Para comentar... http://img146.imageshack.us/img146/4213/gilals8.gif Quote
Dreamer Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 Para não comentar no vazio, talvez fosse melhor acrescentares mais informação sobre o projecto, nomeadamente uma pequena descrição e talvez alguns desenhos técnicos e mais algumas fotos... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
pnbbv Posted September 26, 2007 Author Report Posted September 26, 2007 Memória DescritivaEntende-se, numa procura da recuperação da cultura construtiva e tipológica, a forma de leitura dos tempos e urgências da re-humanização qualificada dos edifícios moribundos e de conforto precário.Na tipologia construtiva do edifício em estudo, encontra-se a verdade duradoura da estrutura em pedra. Elemento basilar no método construtivo regional, esta, de todos os materiais é sem dúvida a que demonstra com mais alma a força da construção antiga e que reforça a notória possibilidade de re-qualificação de grande parte do património construído.Assim, num entendimento supra construtivo, a habitação permanece sólida por gerações de utilizadores, denota algumas adaptações da sua forma ao passar dos hábitos, renova-se a cada função que os novos proprietários lhe exigem.Depois de confrontado com a solidez, quer imagética, quer estrutural, questiono quais as adaptações actuais a programar no espaço existente.São agora os bisnetos da geração do dono original que vão ocupar o seu quarto, do qual resta uma vaga ideia de que em tempos tudo era reduzido e que os graus de conforto se limitavam ao menos que necessário...Tudo está velho ou muito velho e quanto à orgânica funcional, tudo mudou ou... está prestes a mudar.Na depuração do actual organigrama, conclui-se que a articulação espacial mínima vai ser o ponto fundamental da gestão programática e, quanto ao novo programa, resultado de uma completa reestruturação dos padrões de conforto quotidiano, pensa-se, tal como sugestão do cliente, na ampliação.O lote é restrito; fronteiro à actual entrada existe um pequeno pátio, desajeitado e descaracterizado, ponto espacial fundamental no crescimento da actualização programática e formal do edifício.Na caracterização e leitura do existente, tendo em vista a limpeza de elementos agressores à estrutura primitiva do edifício, foram encontrados elementos a considerar quanto ao avançado grau de degradação e de qualidade arquitectónica, em função do sólido conjunto que se entende na aproximação ao local.Uma vez reconhecidos os descabidos anexos, com cuidado se manteve o que se notou fundamental, garantindo que a pré-existência se continua a reconhecer a si própria.Com devoto cuidado se subtraíram os excedentes, resultados da adaptação precoce.Posteriormente a esse período analítico e chegando a uma conclusão firme do que se entendeu como pré-existencia, traçou-se a linha mestra de intervenção.Tendo um conceito baseado no esforço da distinção temporal e linguistica, partiu-se para a solução de “ruptura” entre os dois tempos que se vão encontrar neste edifício.Na pré-existencia recuperam-se os dados válidos, na ampliação procura-se um consenso formal, tentando autonomizar pela comtemporaneidade o novo corpo.Nunca se tocam, comunicam pelo afastamento e trocam entre si todas as diferenças que os tornam comuns, os trajectos complementares entre funções.Em muito, as vontades de quem vai habitar o edifício geriram o seu funcionamento.A memória e desejos destes formaram, juntamente com a arquitectura, o imaginário possível dentro de tão exíguo espaço; sendo um dos requisitos basilares a imagem contemporânea.Tentando garantir um respeito mútuo entre os dois volumes, tornam-se contemporâneos no seu tempo. A casa em pedra recupera a sua cobertura original e o pavimento do piso inferior garante o conforto para a nova função, visto nas origens ser um estábulo; o novo volume, destaca-se autonomizando a sua estrutura, mais valia construtiva, visto ser o reforço necessário à estabilização conceptual.Tudo se forma em torno disto e assim, no antigo, vive-se o tempo na forma como ele se encontra; no novo, nasceu o conforto inexistente e a forma actualizada.Sentindo que, de alguma forma, se contribui para a salutar evolução do espaço privado e urbano, uma vez que somente a vontade própria poderá criar um esforço conjunto na recuperação, actualização e desenvolvimento de soluções construtivas e formais. O património não está moribundo mas sim expectante.Resultado da sedimentação conceptual surge planeado o organigrama funcional.Assumindo-se dois momentos distintos e autónomos, especificou-se uma estrutura de usos contemplativa das exigências do cliente.No corpo que cresceu sobre o pátio, e no mesmo alinhamento da anterior entrada, temos o acesso principal. A primeira distinção é a cota de chegada.Os pisos do novo volume funcionam a meia cota dos existentes, garantindo não só a ruptura pretendida, como também um decréscimo na cércea do proposto, ao mesmo tempo facilita a relação com o piso térreo da antiga cave. Neste sentido, estamos á cota do primeiro quarto, que possui instalações sanitárias, e da zona de distribuição funcional.Deste patamar, acedemos, no sentido descendente, à sala de cariz social e no mesmo seguimento ao último patamar, cave, zona recôndita para arrumos.Partindo do patamar inicial, mas no sentido ascendente, dirigimo-nos directamente para a sala de refeições e cozinha. No patamar seguinte, encontra-se o quarto principal equipado com instalações sanitárias.Cria-se neste organigrama uma distinção funcional entre os dois tempos de construção, no corpo antigo as zonas de uso social e de exposição pública e no novo corpo todas as zonas de carácter íntimo e circulações.Novamente, no reforço da consolidação do princípio do projecto, a construção assume também um papel de coerência.Na pré-existência, é mantida a estrutura primitiva em pedra de granito, sendo corrigido o conjunto em função da depuração qualitativa pretendida. O seu interior, em avançado estado de degradação é demolido e reformulado em função do novo programa, existindo uma actualização construtiva, na tentativa do melhoramento da qualidade de vida. Quote
marco1 Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 muito interessante a meu ver. era tb interessante ver o antes Quote
pnbbv Posted September 26, 2007 Author Report Posted September 26, 2007 Vou tentar achar as fotos da pre-existencia... A casa está concluída à cerca de 1 ano. Quote
Pedro Barradas Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 plantas!!? Quote Quem cria renasce todos os dias...Agua-Mestra, LdaNão sou perfeito, mas sou muito critico...
pnbbv Posted September 26, 2007 Author Report Posted September 26, 2007 http://img223.imageshack.us/img223/2855/plantazo3.gif Planta entrada http://img223.imageshack.us/img223/5158/planta1us3.gif Planta piso superior Antes da intervenção http://img249.imageshack.us/img249/4227/dsc00002nk0.jpg http://img223.imageshack.us/img223/9177/dsc00003nm4.jpg Quote
pnbbv Posted September 26, 2007 Author Report Posted September 26, 2007 Obrigado pela retficação na dimensão das fotos... Quote
TiCo Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 De nada Estamos cá para isso :s Quote
Peter Posted September 26, 2007 Report Posted September 26, 2007 Fazendo uma analise rápida ao projecto, noto que a busca incessante por um alçado apelativo, trouxe alguns conflitos de funcionalidade na habitação... nomeadamente nas questões de aberturas de armários quer no próprio desenvolvimento programático. No entanto aprecio o cuidado em não tocar com o volume proposto na existência, através da colocação de um vão na horizontal. Quote
pnbbv Posted September 27, 2007 Author Report Posted September 27, 2007 Diria que não foi assim uma busca tão incessante, o grande problema foi mesmo a dimensão disponível para a ampliação... Tirando as áreas existentes, que de si já não eram enormes, a zona para ampliar não tem mais de 28 m2. Além de escassa a área, ainda tive de resolver a questão do formato da mesma, onde conseguir estabelecer relações de aproveitamento total de espaços foi bem dificil. O mais importante é que depois da obra pronta, ficou funcional e os proprietários estão felicíssimos com o investimento e com a solução. Quote
Dreamer Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 Isso é sem dúvida uma das coisas mais importantes de cada projecto, além de nós, os clientes sentirem-se realizados com a obra Em relação ao projecto em si, penso que no geral, dadas as condicionantes do lugar, a ampliação está interessante. Na minha opinião o novo volume funciona muito melhor visto da rua à cota mais baixa, do que na extrema oposta, onde talvez ganhe mais força do que aquela que (na minha opinião) seria desejável. O funcionamento interior está cuidado, ainda que tenha algumas dúvidas na colocação do quarto (r/chão) ao lado da entrada principal da casa. Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
marco1 Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 quero reiterar aqui o meu apreço por esta intervenção, gosto de tudo e sobretudo a boa execução em obra do projecto, desejo uma continuação do bom trabalho, são intervenções destas que muito contribuiem para melhorar a nossa profissão. para não ser tão simplista , poderia falar entre outras coisas, na boa opção volumétrica que não caiu na tentação de em face de um programa funcional, de ser excessiva e resumiu-se a uma forma pura enquadrando-se assim num contexto de volumes simples que predominam estas zonas urbanas tradicionais Quote
pnbbv Posted September 27, 2007 Author Report Posted September 27, 2007 Pois, a condição natural desta habitação seria a de um t1 com muito nível... Mas as contigencias familiares são muitas vezes mais fortes que a lógica do desenho. Esse quarto foi desenhado para um familiar idoso e que se encontra sistemáticamente doente. A colocação e criação desse quarto nessa zona da casa foi estratégica, de forma a que a senhora possa conversar com as vizinhas à janela (tal como o fez a vida toda na pre-existencia) sem sofrer grandes esforço na deslocação da cama para a "zona de conversa diária". É este tipo de questões que aproxima a arquitectura dos seus utentes e assim, os satisfaz... Quanto à escala do volume acrescentado, na foto parece mais acentuado do que na realidade, uma vez qe todas as habitações envolventes têm escala superior... Só ao vivo se pode "medir" esse tipo de questão! Quote
Dreamer Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 A questão do quarto fica assim posta de lado, está perfeitamente justificada pela tua resposta. Em relação ao volume, falo pelo que nos mostras e não posso fazer muito mais do que isso. Realmente (para mim) o volume visto do topo da rua ganha grande peso, mas se dizes que isso está controlado, acredito em ti. Já agora podias mostrar mais algumas fotografias dessa envolvente e dos outros ângulos da casa, nomeadamente a fachada oposta à rua. Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
pnbbv Posted September 27, 2007 Author Report Posted September 27, 2007 Deixava aqui uma pergunta... O pessoal deixa aqui quase todo o material relativo a um projecto, não será óbvio que depois qualquer um se possa achar no direito de se "inspirar" de forma similar demais??? Quote
Dreamer Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 Eu pessoalmente não alinho nesse tipo de "inspirações". Ideias todos temos e tiramo-las das mais absurdas coisas, mas daí a copiar-se fielmente... pelo menos para mim vai uma distância impossível de percorrer. Claro que é uma questão de princípios e há gente para tudo, mas para isso há outras ferramentas. O mesmo pode acontecer em todo o tipo de publicações... no entanto há sempre a garantia de que aquilo que é aqui apresentado, assim como em todos os outros suportes, está protegido com os direitos de autor, convenhamos que não será fácil provar que num caso de dois projectos similares, aquele que foi construído mais tarde passe por "original". Toda a documentação camarária serve de prova, assim como os suportes onde o mesmo é publicado... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
pnbbv Posted September 27, 2007 Author Report Posted September 27, 2007 Pois, tens razão... No fundo este é um espaço de conversa e de auxilio a quem trabalha sozinho e muitas vezes se deixa cair naquela atitude fácil de pensar que se encontrou uma fórmula e depois arrasta-se na monotonia de não evoluir. E já que as publicações estão destinadas aos "super-arquitectos", ao menos aqui as nossas minusculas obras sempre vão circulando! Quote
marco1 Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 pnbbv assim como elogiei este trabalho de forma veemente, não posso deixar de referir o seguinte em relação ao seu (teu) ultimo post: Em termos de linguagem arquitectónica acho que não foi inventado nada de novo e não por ai o apreciei antes sim como eu e muitos outros o fazemos em relação a uma dada situação, a sua resposta a este local preciso e particular. por outro lado quem se achar moralmente incomodado penso que o deve pesar antes de postar seja o que for, e como diziam vários professores o mal não está na cópia está em como se copia. de qq forma eu se não fosse arquitecto e precisa-se de um projecto numa situação parecida a esta, seguramente depois de ver esta intervenção iria contactá-lo pois gostei do resultado. Quote
marco1 Posted September 27, 2007 Report Posted September 27, 2007 por outro lado quando pensamos que encontramos a formula, logo nos incomodamos e surge aquela sensação de algo vazio e despido de alma, e ai queremos ir mais fundo e encontrar um significado "mais" para cada gesto. Quote
pnbbv Posted September 28, 2007 Author Report Posted September 28, 2007 Essa sensação de estar sempre à procura de algo novo para acrescentar no pensamento de projecto, muitas vezes é estimulado pelas conversas que vamos tendo com amigos e colegas de profissão ou numa pesquisa individual (que muitas vezes se pode tornar autista)... A questão que eu estava a levantar era mais acerca daqueles, onde me encaixo, que no gabinete não têm ninguém com quem discutir projecto e que, mesmo com os colegas de profissão cá da zona, quando tenta conversar com eles, chega à conclusão que afinal a arquitectura é uma daquelas coisas que sofre muito com o efeito concorrência, uma vez que muitos preferem nem falar de trabalho para não haver sequer uma lógica de possível "ajuda" ou de se saber que projectos andam uns e outros a fazer... Por isso digo, que espaços destes acabam por ser importantes na troca de conhecimentos e discussão de soluções. Quote
marco1 Posted September 28, 2007 Report Posted September 28, 2007 precisamente, eu próprio vivo um pouco frustrado por não ter um contraponto ao meu lado conforme vou fazendo as coisas, ou seja ainda não ter feito uma parceria com alguêm ( trabalho sózinho), de qq forma em face da concorrência só assim faz sentido, falar muito com os colegas da mesma zona, ou seja no sentido de uma parceria Quote
iooi Posted October 19, 2007 Report Posted October 19, 2007 http://img107.imageshack.us/img107/8589/gilblm4.gif Para comentar... Está bonito :clap: Quote
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