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pnbbv

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  1. hum...
  2. Essa sensação de estar sempre à procura de algo novo para acrescentar no pensamento de projecto, muitas vezes é estimulado pelas conversas que vamos tendo com amigos e colegas de profissão ou numa pesquisa individual (que muitas vezes se pode tornar autista)... A questão que eu estava a levantar era mais acerca daqueles, onde me encaixo, que no gabinete não têm ninguém com quem discutir projecto e que, mesmo com os colegas de profissão cá da zona, quando tenta conversar com eles, chega à conclusão que afinal a arquitectura é uma daquelas coisas que sofre muito com o efeito concorrência, uma vez que muitos preferem nem falar de trabalho para não haver sequer uma lógica de possível "ajuda" ou de se saber que projectos andam uns e outros a fazer... Por isso digo, que espaços destes acabam por ser importantes na troca de conhecimentos e discussão de soluções.
  3. Pois, tens razão... No fundo este é um espaço de conversa e de auxilio a quem trabalha sozinho e muitas vezes se deixa cair naquela atitude fácil de pensar que se encontrou uma fórmula e depois arrasta-se na monotonia de não evoluir. E já que as publicações estão destinadas aos "super-arquitectos", ao menos aqui as nossas minusculas obras sempre vão circulando!
  4. Deixava aqui uma pergunta... O pessoal deixa aqui quase todo o material relativo a um projecto, não será óbvio que depois qualquer um se possa achar no direito de se "inspirar" de forma similar demais???
  5. Pois, a condição natural desta habitação seria a de um t1 com muito nível... Mas as contigencias familiares são muitas vezes mais fortes que a lógica do desenho. Esse quarto foi desenhado para um familiar idoso e que se encontra sistemáticamente doente. A colocação e criação desse quarto nessa zona da casa foi estratégica, de forma a que a senhora possa conversar com as vizinhas à janela (tal como o fez a vida toda na pre-existencia) sem sofrer grandes esforço na deslocação da cama para a "zona de conversa diária". É este tipo de questões que aproxima a arquitectura dos seus utentes e assim, os satisfaz... Quanto à escala do volume acrescentado, na foto parece mais acentuado do que na realidade, uma vez qe todas as habitações envolventes têm escala superior... Só ao vivo se pode "medir" esse tipo de questão!
  6. Diria que não foi assim uma busca tão incessante, o grande problema foi mesmo a dimensão disponível para a ampliação... Tirando as áreas existentes, que de si já não eram enormes, a zona para ampliar não tem mais de 28 m2. Além de escassa a área, ainda tive de resolver a questão do formato da mesma, onde conseguir estabelecer relações de aproveitamento total de espaços foi bem dificil. O mais importante é que depois da obra pronta, ficou funcional e os proprietários estão felicíssimos com o investimento e com a solução.
  7. Obrigado pela retficação na dimensão das fotos...
  8. http://img223.imageshack.us/img223/2855/plantazo3.gif Planta entrada http://img223.imageshack.us/img223/5158/planta1us3.gif Planta piso superior Antes da intervenção http://img249.imageshack.us/img249/4227/dsc00002nk0.jpg http://img223.imageshack.us/img223/9177/dsc00003nm4.jpg
  9. Vou tentar achar as fotos da pre-existencia... A casa está concluída à cerca de 1 ano.
  10. Memória Descritiva Entende-se, numa procura da recuperação da cultura construtiva e tipológica, a forma de leitura dos tempos e urgências da re-humanização qualificada dos edifícios moribundos e de conforto precário. Na tipologia construtiva do edifício em estudo, encontra-se a verdade duradoura da estrutura em pedra. Elemento basilar no método construtivo regional, esta, de todos os materiais é sem dúvida a que demonstra com mais alma a força da construção antiga e que reforça a notória possibilidade de re-qualificação de grande parte do património construído. Assim, num entendimento supra construtivo, a habitação permanece sólida por gerações de utilizadores, denota algumas adaptações da sua forma ao passar dos hábitos, renova-se a cada função que os novos proprietários lhe exigem. Depois de confrontado com a solidez, quer imagética, quer estrutural, questiono quais as adaptações actuais a programar no espaço existente. São agora os bisnetos da geração do dono original que vão ocupar o seu quarto, do qual resta uma vaga ideia de que em tempos tudo era reduzido e que os graus de conforto se limitavam ao menos que necessário... Tudo está velho ou muito velho e quanto à orgânica funcional, tudo mudou ou... está prestes a mudar. Na depuração do actual organigrama, conclui-se que a articulação espacial mínima vai ser o ponto fundamental da gestão programática e, quanto ao novo programa, resultado de uma completa reestruturação dos padrões de conforto quotidiano, pensa-se, tal como sugestão do cliente, na ampliação. O lote é restrito; fronteiro à actual entrada existe um pequeno pátio, desajeitado e descaracterizado, ponto espacial fundamental no crescimento da actualização programática e formal do edifício. Na caracterização e leitura do existente, tendo em vista a limpeza de elementos agressores à estrutura primitiva do edifício, foram encontrados elementos a considerar quanto ao avançado grau de degradação e de qualidade arquitectónica, em função do sólido conjunto que se entende na aproximação ao local. Uma vez reconhecidos os descabidos anexos, com cuidado se manteve o que se notou fundamental, garantindo que a pré-existência se continua a reconhecer a si própria. Com devoto cuidado se subtraíram os excedentes, resultados da adaptação precoce. Posteriormente a esse período analítico e chegando a uma conclusão firme do que se entendeu como pré-existencia, traçou-se a linha mestra de intervenção. Tendo um conceito baseado no esforço da distinção temporal e linguistica, partiu-se para a solução de “ruptura” entre os dois tempos que se vão encontrar neste edifício. Na pré-existencia recuperam-se os dados válidos, na ampliação procura-se um consenso formal, tentando autonomizar pela comtemporaneidade o novo corpo. Nunca se tocam, comunicam pelo afastamento e trocam entre si todas as diferenças que os tornam comuns, os trajectos complementares entre funções. Em muito, as vontades de quem vai habitar o edifício geriram o seu funcionamento. A memória e desejos destes formaram, juntamente com a arquitectura, o imaginário possível dentro de tão exíguo espaço; sendo um dos requisitos basilares a imagem contemporânea. Tentando garantir um respeito mútuo entre os dois volumes, tornam-se contemporâneos no seu tempo. A casa em pedra recupera a sua cobertura original e o pavimento do piso inferior garante o conforto para a nova função, visto nas origens ser um estábulo; o novo volume, destaca-se autonomizando a sua estrutura, mais valia construtiva, visto ser o reforço necessário à estabilização conceptual. Tudo se forma em torno disto e assim, no antigo, vive-se o tempo na forma como ele se encontra; no novo, nasceu o conforto inexistente e a forma actualizada. Sentindo que, de alguma forma, se contribui para a salutar evolução do espaço privado e urbano, uma vez que somente a vontade própria poderá criar um esforço conjunto na recuperação, actualização e desenvolvimento de soluções construtivas e formais. O património não está moribundo mas sim expectante. Resultado da sedimentação conceptual surge planeado o organigrama funcional. Assumindo-se dois momentos distintos e autónomos, especificou-se uma estrutura de usos contemplativa das exigências do cliente. No corpo que cresceu sobre o pátio, e no mesmo alinhamento da anterior entrada, temos o acesso principal. A primeira distinção é a cota de chegada. Os pisos do novo volume funcionam a meia cota dos existentes, garantindo não só a ruptura pretendida, como também um decréscimo na cércea do proposto, ao mesmo tempo facilita a relação com o piso térreo da antiga cave. Neste sentido, estamos á cota do primeiro quarto, que possui instalações sanitárias, e da zona de distribuição funcional. Deste patamar, acedemos, no sentido descendente, à sala de cariz social e no mesmo seguimento ao último patamar, cave, zona recôndita para arrumos. Partindo do patamar inicial, mas no sentido ascendente, dirigimo-nos directamente para a sala de refeições e cozinha. No patamar seguinte, encontra-se o quarto principal equipado com instalações sanitárias. Cria-se neste organigrama uma distinção funcional entre os dois tempos de construção, no corpo antigo as zonas de uso social e de exposição pública e no novo corpo todas as zonas de carácter íntimo e circulações. Novamente, no reforço da consolidação do princípio do projecto, a construção assume também um papel de coerência. Na pré-existência, é mantida a estrutura primitiva em pedra de granito, sendo corrigido o conjunto em função da depuração qualitativa pretendida. O seu interior, em avançado estado de degradação é demolido e reformulado em função do novo programa, existindo uma actualização construtiva, na tentativa do melhoramento da qualidade de vida.
  11. http://img107.imageshack.us/img107/8589/gilblm4.gif Para comentar... http://img146.imageshack.us/img146/4213/gilals8.gif
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