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Rosa Mota terá as mesmas valências do Pavilhão Atlântico
Rui Rio prevê conclusão da obra em 2009

A Câmara do Porto anunciou hoje que prevê concluir em 2009 um investimento de 17 milhões de euros na reconversão do Pavilhão Rosa Mota(Palácio de Cristal) em espaço multiusos.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou que o objectivo é transformar o Rosa Mota numa estrutura com as mesmas valências do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ainda que com apenas um terço da capacidade.

Tendo em conta esse objectivo, acrescentou, o estudo da requalificação foi feito pela própria Parque Expo.

Com a transformação a operar, o Rosa Mota ficará apto a receber eventos "de grande escala", nos campos desportivo, cultural ou musical, sustentou o presidente da câmara.

O investimento será financiado, segundo Rio, com verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e com recurso à banca, mas a renda a obter da sociedade que explorará o futuro multiusos cobrirá, admite o autarca, os custos do empréstimo.

Fonte: Jornal de Notícias
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de referir que isto só acontece porque está para inaugurar o novo complexo poli-desportivo de Gondomar projectado pelo Arquitecto Siza Vieira que será o maior da Europa. Como tal interessa que o pavilhão Rosa Mota seja reestruturado para novos programas.

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PS e CDU lamentam não ter tido acesso ao plano para o Rosa Mota antes da apresentação pública
Oposição à espera do projecto

A apresentação pública do projecto de reconversão do Pavilhão Rosa Mota foi criticada pelos vereadores do PS e da CDU no executivo da Câmara do Porto. Socialistas e comunista lamentam a divulgação do estudo da Parque Expo antes do documento ter sido entregue à oposição.
Eduarda Vasconcelos (texto)

As vereações do PS e da CDU na Câmara do Porto lamentam que a maioria PSD/CDS-PP no executivo tenha optado por apresentar o projecto de reconversão do Pavilhão Rosa Mota em conferência de imprensa antes de o entregar à oposição. Instado pelo JANEIRO a comentar o conceito divulgado na passada quarta-feira para aquele equipamento, o vereador socialista Manuel Pizarro escusou-se a tecer opiniões e optou por salientar que o estudo, levado a cabo pela Parque Expo/ Pavilhão Atlântico, deveria ter sido distribuído na reunião de câmara realizada no dia anterior ao anúncio público do mesmo: “Acho espantoso que o dr. Rui Rio tenha optado por fazer uma conferência de imprensa antes de a oposição saber o que constava do estudo”, frisou, ressalvando não estar propriamente a censurar a cerimónia de divulgação, mas antes a criticar o facto de esta anteceder a distribuição do trabalho à oposição. O presidente da edilidade “teve oportunidade de dar a conhecer o estudo na reunião do executivo e não o fez”, lamentou. Manuel Pizarro explicou, porém, que os vereadores do PS estão “abertos” a todo o tipo de projectos que sirvam para reabilitar o Pavilhão Rosa Mota, mas “não podemos comentar apenas as notícias dos jornais” na medida em que nomeadamente “não chegamos a perceber se a sociedade que se prevê criar para gerir a infra-estrutura é que vai pagar as obras de reabilitação [orçadas em 17 milhões de euros] ou se será a câmara a pagá-las”.

Apresentação show-off
Também o vereador da CDU, Rui Sá, ouvido pelo JANEIRO, afina pelo mesmo diapasão que o PS. “Lamento que a apresentação do projecto para o Rosa Mota tenha sido feita para show-off e não para uma reflexão aprofundada”, declarou, criticando também o facto de a divulgação pública do estudo da Parque Expo ter sido feita “quase como um facto consumado, desconhecendo-se porém os contornos da operação financeira e da gestão do equipamento, nomeadamente”. O comunista disse ainda estranhar que o presidente da câmara municipal, Rui Rio, esteja a defender um «project-finance» para a reconversão do Pavilhão quando “no passado condenava” aquele tipo de solução financeira.

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Reconversão
Dezassete milhões de euros
O projecto de requalificação do Pavilhão Rosa Mota visa transformá-lo num verdadeiro multiusos que possa acolher iniciativas culturais, desportivas e empresariais. De acordo com o que foi anunciado na passada quarta-feira, as obras, orçadas em 17 milhões de euros, deverão ter início no próximo ano e ficar concluídas no prazo de um ano. A autarquia vai lançar um concurso para a empreitada e efectuar também uma consulta pública para escolher o melhor gestor para o espaço. A Parque Expo mostrou-se interessada em assumir a gestão, mas também a UAU - Produção de Ideias garantiu que, em parceria com o Coliseu do Porto e outros, que não especificou, vai candidatar-se.


Fonte: O Primeiro de Janeiro
  • 8 months later...
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Um multiusos no Palácio?

http-~~-//thumbs.sapo.pt/?pic=http-~~-//jn.sapo.pt/2008/02/08/15483971.jpg&H=250&W=250&errorpic=http-~~-//jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
Fotografia: J. Paulo Coutinho


Gomes Fernandes, Arquitecto

O Pavilhão Rosa Mota, noticiam os jornais, vai ser transformado num "pavilhão multiusos". Esta afirmação ou não acrescenta nada ao que o Pavilhão já é hoje ou, então, acrescenta alguma coisa (ou até muito), mas não é claro de que acrescento é que se trata! A expressão "multiusos" foi inventada para designar grandes espaços, em geral cobertos e encerrados, para "múltiplas" actividades e acontecimentos, tais como exposições, concertos, espectáculos, jogos, feiras, comícios e tudo o mais que signifique aglomeração significativa de coisas e/ou de pessoas. Há exemplares por todo o país. Nasceram, em geral, em época de eleições e medraram ao sabor da generosidade de governos em tempo de apertos eleitorais. Depois, foram ficando para ali, uns sem grande utilização, outros sem préstimo para mais do que gigantescas arrecadações e outros, ainda, incompletos, vazios, degradados e, muitas vezes, abandonados. Em geral são feios, mal implantados, mal inseridos na paisagem e no contexto urbano onde, em má hora, lhes calhou serem construídos.

Tecnicamente,a solução "multiusos" significa a mesma resposta para diferentes problemas. O que, quase sempre, significa também que nenhum problema sai, de facto, bem resolvido. Com efeito, realizar hoje uma exposição, amanhã um concerto, depois uma feira e depois um comício e assim por diante, e tudo no mesmo espaço, apenas revela as fragilidades da solução "multiusos" porque hoje a luz não será a melhor, amanhã as condições acústicas revelar-se-ão péssimas, depois faltará a comodidade necessária para público e artistas, depois porque não haverá as mínimas condições para a prática desportiva, depois porque faltarão as instalações sanitárias, o aquecimento, a ventilação, as bilheteiras ou tudo ao mesmo tempo e sempre.

Claro que não é bem isto que se passa com o "nosso" Pavilhão Rosa Mota". E é exactamente por isso que a notícia da sua "transformação" em "pavilhão multiusos" causa grande preocupação. Ou seja existe o risco - e o fundado receio - de transformar algo que foi pensado e desenhado - e bem - para a prática de vários desportos e de mais uma meia- -dúzia de actividades idênticas, venha a "transformar-se" - ainda que com a melhor das intenções - num espaço onde tudo se poderá passar mas nada se passará bem. Claro que a iniciativa da Porto Lazer e a presença de José Carlos Loureiro, arquitecto autor do original "Palácio", são dados positivos se as exigências da "privatização" não forem ao arrepio dos valores patrimoniais (de uso, culturais, funcionais e outros não menos relevantes) que ali estão presentes.

Então, porquê este tradicional receio, porquê tanta desconfiança, porquê este estar sempre de pé atrás? Porque, simplesmente, a realidade demonstra que o cidadão tem razões de sobra para isso! É que são já mais do que muitas as situações em que a cidade só vem a saber o que, em concreto, se vai passar depois da coisa feita e quando já não há remédio nem recurso. A transparência não é o forte da nossa administração, assim como o horror ao diálogo e ao debate!

Ora, acontece que também correu pela imprensa que as obras previstas para o "Rosa Mota" andam aí pelos 17 milhões de euros (mais de três milhões de contos) e que isso significa um conjunto de valências que obrigam a um grande volume de construção nova. E, aqui, claro que tem de nascer a preocupação e, com ela, a pergunta então o vizinho, moderno e magnífico edifício da chamada "Biblioteca Almeida Garrett", ali mesmo ao lado, não serve para absorver algumas dessas novas valências? É que tudo aquilo está claramente subutilizado e, francamente, nem a biblioteca, nem o pavilhão, nem os jardins (incluindo o lago), nem a cidade merecem ser incomodados por um trivial "multiusos" que se meta ali pelo meio!

Link:
http://www.arquitectura.pt/forum/newreply.php?do=postreply&t=6448

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

  • 5 months later...
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"Rosa Mota" espera fundo europeu
CARLA SOFIA LUZ

A obra de reconversão do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, num multiusos vai ter de esperar por uma resposta de Lisboa. O modelo de financiamento do projecto depende da obtenção de fundos comunitários. A candidatura já está a ser ultimada.

Certo é que a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Parque Expo/Pavilhão Atlântico e os Amigos do Coliseu do Porto serão os parceiros da Câmara portuense (que é representada pela Empresa Municipal Porto Lazer) na requalificação e na gestão do futuro multiusos.

Embora o processo de escolha do parceiro privado ainda não esteja, oficialmente, concluído , a Porto Lazer já olha para o modelo de financiamento do projecto. A principal aposta recai nos fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

A candidatura será presente até amanhã, dirigida ao programa operacional de Valorização do Território, sendo a decisão tomada em Lisboa e não a nível regional. "A Porto Lazer identificou estes parceiros [a AEP, a Parque Expo e o Coliseu do Porto], mas o processo não está fechado. Para ficar tudo fechado, precisamos de saber qual é o montante aprovado na candidatura ao QREN", explica, ao JN, Gonçalo Gonçalves, vereador da Cultura e presidente da empresa municipal. Só depois da definição do modelo de financiamento, é que a vereação e os deputados da Assembleia Municipal do Porto serão chamados a ratificar a parceria da Porto Lazer com as três entidades referidas. "A proposta de ratificação irá ao Executivo ainda este ano", continua.

Mas, para Gonçalo Gonçalves, só faz sentido colocar a questão ao Executivo depois de saber-se como é que a obra de requalificação do pavilhão - que obedecerá ao projecto do arquitecto José Carlos Loureiro - será paga.

"A minha expectativa é que um projecto com esta dimensão tenha o apoio dos fundos comunitários. A entidade gestora é em Lisboa e avaliará todos os projectos em simultâneo no prazo de 90 dias, até finais de Novembro", esclarece Gonçalo Gonçalves. Caso não seja viabilizada, então o empréstimo a contratualizar pela Porto Lazer terá de ser maior. Já estava previsto o recurso ao crédito para suportar parte da intervenção, estimada em 17 milhões de euros num estudo preliminar elaborado pela Parque Expo.

A proposta final da AEP, da Parque Expo e do Coliseu contempla a constituição de uma sociedade, que gerirá o pavilhão renovado durante 25 anos, reservando-se para a Câmara (através da Porto Lazer) uma participação de 20%. A sociedade pagará uma renda anual ao Município, suficiente para saldar o empréstimo.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=972380

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

  • 2 weeks later...
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vá lá...há vida perto da baixa...só acho é que esses 17 milhoes na baixa, tinham muito mais para onde ir do que para o rosa mota, coitadinho...

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"com as mesmas valências do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ainda que com apenas um terço da capacidade." ??? Se tem logo à partida um terço da capacidade, não terá certamente as mesmas valências. De onde surgiu essa brilhante ideia? Uns fulanos juntaram-se à mesa e disseram: Olha, vamos gastar 17 milhões e vamos fazer do Rosa Mota um pavilhão multiusos. Bom, deixando de lado a ironia, não sei até que ponto isso será uma mais valia para a cidade, sendo que esse dinheiro poderia ser usado noutras obras e noutros contextos que carecem de uma revitalização mais premente. Acho sim, que em primeiro lugar deveria haver um concurso de ideias para o local, até porque pavilhões multiusos começam a existir um pouco por todo o lado.

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