3CPO Posted May 24, 2007 Report Posted May 24, 2007 Rosa Mota terá as mesmas valências do Pavilhão AtlânticoRui Rio prevê conclusão da obra em 2009 A Câmara do Porto anunciou hoje que prevê concluir em 2009 um investimento de 17 milhões de euros na reconversão do Pavilhão Rosa Mota(Palácio de Cristal) em espaço multiusos. O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou que o objectivo é transformar o Rosa Mota numa estrutura com as mesmas valências do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ainda que com apenas um terço da capacidade. Tendo em conta esse objectivo, acrescentou, o estudo da requalificação foi feito pela própria Parque Expo. Com a transformação a operar, o Rosa Mota ficará apto a receber eventos "de grande escala", nos campos desportivo, cultural ou musical, sustentou o presidente da câmara. O investimento será financiado, segundo Rio, com verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e com recurso à banca, mas a renda a obter da sociedade que explorará o futuro multiusos cobrirá, admite o autarca, os custos do empréstimo. Fonte: Jornal de Notícias Quote
asimplemind Posted May 24, 2007 Report Posted May 24, 2007 de referir que isto só acontece porque está para inaugurar o novo complexo poli-desportivo de Gondomar projectado pelo Arquitecto Siza Vieira que será o maior da Europa. Como tal interessa que o pavilhão Rosa Mota seja reestruturado para novos programas. Quote
3CPO Posted May 26, 2007 Author Report Posted May 26, 2007 PS e CDU lamentam não ter tido acesso ao plano para o Rosa Mota antes da apresentação pública Oposição à espera do projectoA apresentação pública do projecto de reconversão do Pavilhão Rosa Mota foi criticada pelos vereadores do PS e da CDU no executivo da Câmara do Porto. Socialistas e comunista lamentam a divulgação do estudo da Parque Expo antes do documento ter sido entregue à oposição.Eduarda Vasconcelos (texto) As vereações do PS e da CDU na Câmara do Porto lamentam que a maioria PSD/CDS-PP no executivo tenha optado por apresentar o projecto de reconversão do Pavilhão Rosa Mota em conferência de imprensa antes de o entregar à oposição. Instado pelo JANEIRO a comentar o conceito divulgado na passada quarta-feira para aquele equipamento, o vereador socialista Manuel Pizarro escusou-se a tecer opiniões e optou por salientar que o estudo, levado a cabo pela Parque Expo/ Pavilhão Atlântico, deveria ter sido distribuído na reunião de câmara realizada no dia anterior ao anúncio público do mesmo: “Acho espantoso que o dr. Rui Rio tenha optado por fazer uma conferência de imprensa antes de a oposição saber o que constava do estudo”, frisou, ressalvando não estar propriamente a censurar a cerimónia de divulgação, mas antes a criticar o facto de esta anteceder a distribuição do trabalho à oposição. O presidente da edilidade “teve oportunidade de dar a conhecer o estudo na reunião do executivo e não o fez”, lamentou. Manuel Pizarro explicou, porém, que os vereadores do PS estão “abertos” a todo o tipo de projectos que sirvam para reabilitar o Pavilhão Rosa Mota, mas “não podemos comentar apenas as notícias dos jornais” na medida em que nomeadamente “não chegamos a perceber se a sociedade que se prevê criar para gerir a infra-estrutura é que vai pagar as obras de reabilitação [orçadas em 17 milhões de euros] ou se será a câmara a pagá-las”.Apresentação show-off Também o vereador da CDU, Rui Sá, ouvido pelo JANEIRO, afina pelo mesmo diapasão que o PS. “Lamento que a apresentação do projecto para o Rosa Mota tenha sido feita para show-off e não para uma reflexão aprofundada”, declarou, criticando também o facto de a divulgação pública do estudo da Parque Expo ter sido feita “quase como um facto consumado, desconhecendo-se porém os contornos da operação financeira e da gestão do equipamento, nomeadamente”. O comunista disse ainda estranhar que o presidente da câmara municipal, Rui Rio, esteja a defender um «project-finance» para a reconversão do Pavilhão quando “no passado condenava” aquele tipo de solução financeira. -------------------------Reconversão Dezassete milhões de euros O projecto de requalificação do Pavilhão Rosa Mota visa transformá-lo num verdadeiro multiusos que possa acolher iniciativas culturais, desportivas e empresariais. De acordo com o que foi anunciado na passada quarta-feira, as obras, orçadas em 17 milhões de euros, deverão ter início no próximo ano e ficar concluídas no prazo de um ano. A autarquia vai lançar um concurso para a empreitada e efectuar também uma consulta pública para escolher o melhor gestor para o espaço. A Parque Expo mostrou-se interessada em assumir a gestão, mas também a UAU - Produção de Ideias garantiu que, em parceria com o Coliseu do Porto e outros, que não especificou, vai candidatar-se. Fonte: O Primeiro de Janeiro Quote
Dreamer Posted February 8, 2008 Report Posted February 8, 2008 Um multiusos no Palácio? http-~~-//thumbs.sapo.pt/?pic=http-~~-//jn.sapo.pt/2008/02/08/15483971.jpg&H=250&W=250&errorpic=http-~~-//jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif Fotografia: J. Paulo Coutinho Gomes Fernandes, Arquitecto O Pavilhão Rosa Mota, noticiam os jornais, vai ser transformado num "pavilhão multiusos". Esta afirmação ou não acrescenta nada ao que o Pavilhão já é hoje ou, então, acrescenta alguma coisa (ou até muito), mas não é claro de que acrescento é que se trata! A expressão "multiusos" foi inventada para designar grandes espaços, em geral cobertos e encerrados, para "múltiplas" actividades e acontecimentos, tais como exposições, concertos, espectáculos, jogos, feiras, comícios e tudo o mais que signifique aglomeração significativa de coisas e/ou de pessoas. Há exemplares por todo o país. Nasceram, em geral, em época de eleições e medraram ao sabor da generosidade de governos em tempo de apertos eleitorais. Depois, foram ficando para ali, uns sem grande utilização, outros sem préstimo para mais do que gigantescas arrecadações e outros, ainda, incompletos, vazios, degradados e, muitas vezes, abandonados. Em geral são feios, mal implantados, mal inseridos na paisagem e no contexto urbano onde, em má hora, lhes calhou serem construídos. Tecnicamente,a solução "multiusos" significa a mesma resposta para diferentes problemas. O que, quase sempre, significa também que nenhum problema sai, de facto, bem resolvido. Com efeito, realizar hoje uma exposição, amanhã um concerto, depois uma feira e depois um comício e assim por diante, e tudo no mesmo espaço, apenas revela as fragilidades da solução "multiusos" porque hoje a luz não será a melhor, amanhã as condições acústicas revelar-se-ão péssimas, depois faltará a comodidade necessária para público e artistas, depois porque não haverá as mínimas condições para a prática desportiva, depois porque faltarão as instalações sanitárias, o aquecimento, a ventilação, as bilheteiras ou tudo ao mesmo tempo e sempre. Claro que não é bem isto que se passa com o "nosso" Pavilhão Rosa Mota". E é exactamente por isso que a notícia da sua "transformação" em "pavilhão multiusos" causa grande preocupação. Ou seja existe o risco - e o fundado receio - de transformar algo que foi pensado e desenhado - e bem - para a prática de vários desportos e de mais uma meia- -dúzia de actividades idênticas, venha a "transformar-se" - ainda que com a melhor das intenções - num espaço onde tudo se poderá passar mas nada se passará bem. Claro que a iniciativa da Porto Lazer e a presença de José Carlos Loureiro, arquitecto autor do original "Palácio", são dados positivos se as exigências da "privatização" não forem ao arrepio dos valores patrimoniais (de uso, culturais, funcionais e outros não menos relevantes) que ali estão presentes. Então, porquê este tradicional receio, porquê tanta desconfiança, porquê este estar sempre de pé atrás? Porque, simplesmente, a realidade demonstra que o cidadão tem razões de sobra para isso! É que são já mais do que muitas as situações em que a cidade só vem a saber o que, em concreto, se vai passar depois da coisa feita e quando já não há remédio nem recurso. A transparência não é o forte da nossa administração, assim como o horror ao diálogo e ao debate! Ora, acontece que também correu pela imprensa que as obras previstas para o "Rosa Mota" andam aí pelos 17 milhões de euros (mais de três milhões de contos) e que isso significa um conjunto de valências que obrigam a um grande volume de construção nova. E, aqui, claro que tem de nascer a preocupação e, com ela, a pergunta então o vizinho, moderno e magnífico edifício da chamada "Biblioteca Almeida Garrett", ali mesmo ao lado, não serve para absorver algumas dessas novas valências? É que tudo aquilo está claramente subutilizado e, francamente, nem a biblioteca, nem o pavilhão, nem os jardins (incluindo o lago), nem a cidade merecem ser incomodados por um trivial "multiusos" que se meta ali pelo meio! Link:http://www.arquitectura.pt/forum/newreply.php?do=postreply&t=6448 Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
Dreamer Posted July 28, 2008 Report Posted July 28, 2008 "Rosa Mota" espera fundo europeuCARLA SOFIA LUZ A obra de reconversão do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, num multiusos vai ter de esperar por uma resposta de Lisboa. O modelo de financiamento do projecto depende da obtenção de fundos comunitários. A candidatura já está a ser ultimada. Certo é que a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Parque Expo/Pavilhão Atlântico e os Amigos do Coliseu do Porto serão os parceiros da Câmara portuense (que é representada pela Empresa Municipal Porto Lazer) na requalificação e na gestão do futuro multiusos. Embora o processo de escolha do parceiro privado ainda não esteja, oficialmente, concluído , a Porto Lazer já olha para o modelo de financiamento do projecto. A principal aposta recai nos fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A candidatura será presente até amanhã, dirigida ao programa operacional de Valorização do Território, sendo a decisão tomada em Lisboa e não a nível regional. "A Porto Lazer identificou estes parceiros [a AEP, a Parque Expo e o Coliseu do Porto], mas o processo não está fechado. Para ficar tudo fechado, precisamos de saber qual é o montante aprovado na candidatura ao QREN", explica, ao JN, Gonçalo Gonçalves, vereador da Cultura e presidente da empresa municipal. Só depois da definição do modelo de financiamento, é que a vereação e os deputados da Assembleia Municipal do Porto serão chamados a ratificar a parceria da Porto Lazer com as três entidades referidas. "A proposta de ratificação irá ao Executivo ainda este ano", continua. Mas, para Gonçalo Gonçalves, só faz sentido colocar a questão ao Executivo depois de saber-se como é que a obra de requalificação do pavilhão - que obedecerá ao projecto do arquitecto José Carlos Loureiro - será paga. "A minha expectativa é que um projecto com esta dimensão tenha o apoio dos fundos comunitários. A entidade gestora é em Lisboa e avaliará todos os projectos em simultâneo no prazo de 90 dias, até finais de Novembro", esclarece Gonçalo Gonçalves. Caso não seja viabilizada, então o empréstimo a contratualizar pela Porto Lazer terá de ser maior. Já estava previsto o recurso ao crédito para suportar parte da intervenção, estimada em 17 milhões de euros num estudo preliminar elaborado pela Parque Expo. A proposta final da AEP, da Parque Expo e do Coliseu contempla a constituição de uma sociedade, que gerirá o pavilhão renovado durante 25 anos, reservando-se para a Câmara (através da Porto Lazer) uma participação de 20%. A sociedade pagará uma renda anual ao Município, suficiente para saldar o empréstimo. Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=972380 Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
Guest Ruce Posted August 7, 2008 Report Posted August 7, 2008 vá lá...há vida perto da baixa...só acho é que esses 17 milhoes na baixa, tinham muito mais para onde ir do que para o rosa mota, coitadinho... Quote
Sérgio Barbosa Posted August 9, 2008 Report Posted August 9, 2008 "com as mesmas valências do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ainda que com apenas um terço da capacidade." ??? Se tem logo à partida um terço da capacidade, não terá certamente as mesmas valências. De onde surgiu essa brilhante ideia? Uns fulanos juntaram-se à mesa e disseram: Olha, vamos gastar 17 milhões e vamos fazer do Rosa Mota um pavilhão multiusos. Bom, deixando de lado a ironia, não sei até que ponto isso será uma mais valia para a cidade, sendo que esse dinheiro poderia ser usado noutras obras e noutros contextos que carecem de uma revitalização mais premente. Acho sim, que em primeiro lugar deveria haver um concurso de ideias para o local, até porque pavilhões multiusos começam a existir um pouco por todo o lado. Quote
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