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A palavra economia deriva do grego oikonomía: oikos - casa, moradia; e nomos - administração, organização, distribuição. Deriva também do latim oeconomìa: disposição, ordem, arranjo.

Ja nao bastava a essencia da arquitectura assentar num vazio concepcional como tambem a arquitectura transforma-se em economia.

Neste momento existe duas maneiras de fazer arquitectura. A primeira eh encontrar um conceito e fazer uma representacao esquematica do respectivo conceito. A segunda eh administrar, organizar e distribuir um programa. O segredo esta em realizar isto de modo a resultar uma forma qualquer... a forma resultante da distribuicao do programa acaba por ser uma forma um tanto irregular... ou por vezes regular.

Hoje em dia a forma nao eh importante. O que eh importante eh concretizar o programa. Assim a arquitectura transforma-se em Economia pura e simples economica. Esquecam Le Corbusier... este afirmava que a arquitectura resultava no jogo das formas... pois bem... isso acabou... Le Corbusier neste momento e importante so num assunto... ele criou o estilo formal do modernismo. Hoje a arquitectura eh o jogo dos limites, dos recursos disponiveis de um determinado programa... a arquitectura resulta do programa economico.

Le Corbusier foi sem duvida importante mas foi-se... hoje quem manda sao os economistas.
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A questao nao e se funciona, ou se e bonito, ou se cai ou nao cai... a questao da arquitectura e se cumpre o programa, se cumpre os regulamentos e se esta dentro do orcamento. O resto eh secundario. No ponto de vista pragmatico e assim.

No ano passado um colega meu estava indignado com os arquitectos da camara. Se o projecto estava de acordo com os regulamentos eles nao tinham nada que julgar o trabalho pelo aspecto exterior... e assim sao todos os arquitectos... a questao essencial da arquitectura nao esta assente nem na forma exterior nem na funcao mas sim em estar de acordo com regulamentos, com programas e com orcamentos... mais nada. O resto... segundo outro colega... vem a seguir... SE houver tempo.

  • 2 months later...
  • 2 weeks later...
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concordo plenamente penso que nao ha duvida de que a economia fala mais alto, e acredito que quando me formar se conseguir emprego vou ter bastantes limitaçoes, principalmente no inicio quando nao ninguem conhece o teu trabalho e estao apreensivos... tou preparada para uma vida profissional cheia de limitaçoes, mas o grande desafio é ultrapassa-las, ou pelo menos tentar...

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A questão merece um debate mais sério do que aqui se pode fazer, contudo acho que era conviniente definir melhor esse termo "limitação", e que espécies de "limitações" existem.

Vejamos, se Mondrian resolve criar toda a sua Arte através das 3 cores primárias e manchas cinzas: o seu trabalho é por isso menos imaginativo?? Foram essas regras limitações à sua criatividade?... Até pelo contrário!

Quanto às "limitações" impostas, legalizadas, de facto "Portugal" parece querer compensar toda a ausencia de visão crítica sobre o assunto dos últimos 50 anos (o REGEU desenhou as nossas cidades) com uma poderosa injecção de decretos, arriscando uma possível overdose. Ao que parece já nem escadas tiro são possíveis, segundo a nova lei das acessibilidades... Talvez antes de decidir a lei, os senhores responsáveis por tal, deveriam decidir o que é que se pode regular ou não!
O regulamento pode dizer que são necessárias tantas casas de banho, mas não há necessidade nenhuma de dizer que tem de ter x por x por X!!

Termino com um exemplo: Carlo Scarpa tem uma bela casota em Italia, cujo nome não me recordo (tem 9 pilares gigantes). Levou-lhe 10 anos a desenhar que cumpre rigorosamente todo o regulamento imposto.

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Ah, quase me esquecia: a terceira "limitação", a económica! Pá, considero absolutamente inadmissível que a limitação económica sirva de desculpa para o mau projecto e péssima construção. Talvez seja exactamente ai que se distingue o bom arquitecto: quando não pode utilizar os caixilhos de bronze de cima abaixo, que aplicou em todos os projectinhos da faculdade, indiferentemente se era uma casa ou uma biblioteca, chegada a hora de compor um modesto alçado com janelas de alumínio...

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