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CHK consiste na transformação de multiplos contentores de transporte em edificios modernos e confortaveis. Cada contentor é transformado atraves do corte de secções de chapa ondulada, juntando no piso térreo a area social e no piso superior os quartos. Ao juntar contentores lado a lado expande-se as comunicações horizontais permitindo assim criar espaços maiores, e possibitando a implementaçao de mais quartos.

Desenhos

http://www.noticiasarquitectura.info/especiales/lot-ek-chk/CHK_catalog.pdf

Renders

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http://www.lot-ek.com/fotos/p_198/video21.mpg

Links:
http://www.lot-ek.com/
http://www.noticiasarquitectura.info/especiales/chk-lot-ek.htm

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A utilização de contentores industriais na arquitectura é uma coisa que a mim me tem seduzido nos últimos tempos...
Sendo uma forma de dar a volta ao problema dos contentores, é também uma oportunidade de criar algo diferente...
Isto parte necessariamente da préfabricação, e a sua utilização, a meu ver, não deve de todo ser generalizada...

Tal como as imagens mostram, ate pode resultar bem no campo, no meio das árvores, sem nada à volta... mas e em zonas urbanas? onde fica a relação com a envolvente... não será isto a possibilidade da massificação de uma linguagem que pouco tem a ver com o existente?
Esta questão é certamente controversa, mas mais importante do que isso, eu vejo os contentores como uma possivel solução para outros problemas, como nas áreas afectadas or desastres naturais (ou humanos), onde carecem habitações condignas para albergar as populações.
Isto seria uma forma segura, fiável, rápida e eficaz de dar um espaço digno para essas pessoas...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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É pena que em Portugal a Arquitectura pré-fabricada, não tenha muita implementação, já que proporciona boas arquitecturas e a muito mais baratas! :s Em Portugal ainda não se perdeu o hábito de se fazer moradias grandes com uma data de quartos e casas de banho, etc etc....

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Sim, isso é verdade, talvez porque a casa ainda continue a ser o sonho de uma vida, em vez do lugar onde se habita... Falando teoricamente, sem focar os problemas económicos do país, no meio urbano e periferias é +/- fácil trocar de casa, para uma que satisfaça as necessidades da família... Nos meios sub-urbano e rural, isso já não é tão linear, porque as famílias constõem para a vida, planeando desde logo ter X filhos... Neste ambiente eu defendo a mutabilidade das construções, mais do que a pré-fabricação, assim conseguir-se-ia ir adaptando as habitações às necessidades, em vez de ter de se realizar um investimento inicial maior. É lógico que a pré-fabricação tem um papel importante neta área, mas não é a única solução... Podemos falar de dois tipos de pré-fabricação. Aquela onde todos, ou apenas parte dos componentes da construção são pré-fabricados. E a que diz respeito a construções completamente pré-fabricadas... O problema do 2º tipo de pré-fabricação, é que muitas vezes surge associado à fragilidade e à falta de rigidez estrutural, o que não é de todo verdade, e a falta de qualidade dos materiais... É normal verem-se pelas estradas camiões com "construções" pré-fabricadas de pouca qualidade estética, normalmente destinadas a habitações temporarias de operários... Isso não transmite grande confiança ao potencial comprador... Mas a pré-fabricação pode ir muito além disso, pode ter qualidade visual, aliada à qualidade estrutural e espacial, mas penso que ainda temos algum caminho ara precorrer nesse sentido... Aqui à tempos vi um site com construções pré-fabricadas da "toyota", e pareciam ser a típica casa dos suburbios americanos, em madeira, com o alpendre à porta, etc, pouco apelativa para outros países e realidades... É um mercado que pode vir a ter um grande futuro, mas até lá...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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A mutabilidade das construçoes nem sempre é uma boa solução. Hoje em dia tudo muda muito rapido e temos uma vida bastante acelerada, e ter um 'refugio' que tambem está dependente dessa aceleração pode ser ainda mais desgastante. 'Chegar a casa' e saber que é 1 lugar fixo sem mutação também é muito bom (de certa maneira) :s De qualquer das formas tambem já há bastantes edificios pre-fabricados em que a solução é mesmo essa! A mutabilidade, a facilidade de se poder acrescentar mais um módulo ao existente! Penso eu, que será até a maneira mais eficaz.... O mercado da pré-fabricação está recheado de bons exemplos, principalmente pelas vantagens economicas e pela rapidez de construção, mas para o cliente é algo como tu dizes, bastante frágil para o sonho de uma vida! E também o receio de ficar com uma casita do género industrial, lago repetitivo, sem um cunho pessoal, talvez ainda perdure a mentalidade do Walter Gropius....

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Eu falo por mim, a casa que um dia vai ser a casa da minha vida, vai ser mutável, por ventura na espacialidade, mas sobretudo na configuração das divisões. Nada de pregos nas paredes, locais específicos para os sofás, etc, quero ter um quadro num dia, e se no dia seguinte me sentir "farto", ter a possibilidade de tirá-lo, ou udá-lo de sítio, sem prejuízo da parede... Para mim vejo uma habitação/museu, onde os espaços são adaptados às necessidades daquela época da minha vida... No que a isto diz respeito, tenho já vátias ideias conceptuais (falta-me um terreno, e o guito para as implementar na forma que se adequar ao local)... Quanto à mutabilidade dos espaços, ainda não pensei muito nisso, estou antes a fazer alguns estudos conceptuais sobre habitações modulares, mas ainda não tenho nada que me agrade ao ponto de dizer que gostava que a minha casa fosse assim... Mas no fundo acho que eu próprio tenho um bocado dessa mentalidade "Gropiana", porque quero projectar algo único onde viver... apoiar-me na pré-fabricação, mas para já apenas isso...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Eu sou arquitecto, a minha namorada vai ser designer... era perder potencial se optasse por entragar o projecto a outra pessoa... Até podia ser uma decisão acertada, porque ia ter uma outra visão daquilo que eu imagino como casa, mas também é possível fazer isso, ouvindo a opinião de colegas, continuando a ser eu próprio o autor do projecto... É uma questão de prespectiva, porque nem uma nem outra é melhor ou pior, apenas é diferente... mas no meu caso, ia sempre ficar a pensar que, depois de construído, se alguma coisa não estivesse do meu agrado, poderia ter feito de uma forma diferente, no caso contrário, apenas eu e a minha miuda vamos ser os "culpados" daquilo que for construído...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Correr mal corre sempre! Se um projecto para um cliente nunca está completo, para nós então é o descalabro :s o tempo que se vai perder com isso (porque nunca está acabado) e as noites mal dormidas, não compensam... Daí que uma solução vinda de outra pessoa, acabará sempre por surpreender-nos... Na minha perspectiva o que tu queres fazer é: 'seres médico e operar.te a ti proprio', e acho que isso não é perder potencial, mas sim confiar algo pessoal a uma equipa de confiança, tal como os clientes te confiam a ti, e (espero que sim) os tentas sempre surpreender e fazer um projecto á sua medida. .... E depois a 'esposa' metida ao barulho ... :PP

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Felizmente ela é designer e tem bom gosto... por isso não é por aí... Além disso, tem gostos semelhantes aos meus, aprecia o mesmo tipo que arquitectura que eu, e as preocupações que ambos temos em relação ao mundo (ambiente, ecologia, sustentabilidade) são os mesmos... Naquilo que escrevi antes (mutabilidade, habitação/museu) também estamos de acordo... Acredito que uma "equipa" multidisciplinar pode trazer outras vantagens, completando-nos e chegando a um resultado melhor... Porque não ser ela a minha "cliente"? Porque não desenhar uma casa para ela? Porque não falar e discutir saudavelmente com colegas de profissão? Não será o resultado semelhante? Das duas, uma, ou nunca pensaste como gostarias que uma casa fosse para ti e entregas o projecto apenas dizendo quantos compartimentos queres e algumas linhas gerais, ou já pensaste e aí corres o risco de o que "sair", não ir ao encontro daquilo em que pensaste... São duas visões, e acredito que nenhuma delas seja melhor do que a outra... No que a mim diz respeito, não é a questão de me "operar" a mim próprio, mas sim de pelo menos uma vez na vida, experimentar concretizar um projecto onde sou eu (nós os dois) que tomo todas as decisões, sem ter aquela relação por vezes tão difícil com o cliente... mesmo que demore um ano, acredito que seja bastante compensador e gratificante... mas mais uma vez digo, são opções...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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lool :s Daqui a uns anitos vais ver :p Como já tinhas referido em cima, eu não tenho a tipica mentalidade portuguesa de ter uma casa como o sonho de uma vida! Nunca foi escravo desse sonho, nem quero! prefiro ter várias, ou entao continuar a ser um caracol como tenho vindo a fazer até agora!! Como tu dizes e bem são opiniões e valemos por isso :p

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Não é possível comparar arquitectura à medicina, mas pode-se comparar à pintura, por exemplo... Um pintor pinta o que lhe vai na alma, aquilo que sai de dentro de si (pelo menos os bons, os que não o fazem apenas para vender), depois o optar ou não por pendurar umas telas suas nas paredes de sua casa, ou ter quadros de outros pintores, é uma coisa que só ele pode decidir... Não sou hipocrita ao dizer que não quero ter a minha CASA... mesmo que seja um apartamento com 50 anos, recuperado, no centro do Porto... mas várias casas nunca vai ser o meu estilo, porque depois me ia sentir muito preso às "disponíveis" para passar alguns dias fora... Prefiro ter um porto de abrigo, e depois sair à descoberta, sem nenhuma condicionante, sejam 3 dias no nosso país, 15 dias numas férias, 1/2/3 meses pelo mundo, quero ter sempre algum sítio onde regressar (seja cá ou no estrangeiro)... nem que seja ao fim de 20 anos...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

  • 4 months later...
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Primeiro "post" pelo que, cumprimentos a todos. Também tenho seguido com curiosidade e interesse este fenómeno da reconversão de contentores para usos mais convencionais de habitação e outros, muito para além dos seus usos tradicionais como anexos de escritórios e fábricas, portarias e alojamento de operários. A questão que me leva a intervir e a pedir a vossa ajuda é o enquadramento legal da sua utilização. Isto é, são necessárias licenças de construção e habitabilidade ou não, só poderiam ser usadas em terrenos com licença de construção para habitação ( ou industrial, mesmo ) ou se me der na gana de "espetar" com 3 ou 4 contentores num terreno agrícola, posso fazer-lo sem que a Câmara local ou o Ministério do Ambiente me chateiem?:p Como isto é terreno um pouco virgem, alguem faz ideia? Eu pelo menos tenho muitas dúvidas que as fábricas, armazéns, stands e escritórios que os usam, pelo menos como pequenos anexos, sequer pensem em pedir licenças para esses contentores. Já agora, um fenómeno algo paralelo em termos de habitação alternativa são os "trailers" ou "mobile homes" que podem ser rebocados em estrada ou transportados por camião. As dimensões são, por vezes, semelhantes às dos contentores de 40 pés ou ainda maiores. No Reino Unido e Alemanha aquilo é um fenómeno, com imensos parques preparados para eles. Como isto cai um pouco na categoria de caravanismo, em Portugal posso legalmente "estacionar" ad aeternum uma caravana num qualquer terreno meu, sem necessitar de licenças? E 2 ou 3? Desculpem lá se abusei da vossa paciência ou se acaharam as perguntas um pouco tontas... Cumprimentos

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learning_bird Se fores ligar estas contruçoes a rede vais ter de pedir licenças e tal :D

O resto é como tudo, mesmo que construas uma barraquita para guardar as sacholas, e afins ou por meia duzia de pedras num muro, tens sempre de pedir licença!

Agora há sempre o 'reverso' da medalha, ninguem te impede de construir uma casa sem licença, o que não falta por ai sao exemplos desses, desde que não tenhas vizinhos 'bufos'... Corres sempre em risco, mas há muita casinha feita assim e ao fim de 2 anos (creio eu) ja não te podem chatear :p
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Esta minha intervenção advém da observação do exemplo inglês em que há uma diferenciação clara entre habitação móvel ( rebocada ou transportada por camião ) e imóvel. No primeiro caso, a legislação britânica é razoávelmente benévola ( o que não sucede nas construções fixas onde a lei e licenciamentos são extensivos e draconianos ) e flexível na utilização de terrenos sem licença de construção.

Um dos casos mais curiosos a este propósito é o do projecto m-house ( www.m-house.org ), da autoria do arquitecto Tim Pyne ( com obra feita, por exemplo no Millenium Dome; ver site pessoal www.timpyne.com ) desenhado de raiz para ser transportável e "driblar" a legislação de construções fixas, como ele próprio reconhece e aconselha em www.m-house.org/law.php .

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Eu também estou a falar assim por alto, mas duvido que exista legislação sobre habitação movel! Quanto a auto-caravanas sei que existe, não sei é se um 'contentor' é considereado como uma auto-caravana :p

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Eu também estou a falar assim por alto, mas duvido que exista legislação sobre habitação movel! Quanto a auto-caravanas sei que existe, não sei é se um 'contentor' é considereado como uma auto-caravana :D

Põe-lhe um eixo e 2 rodas!:p:):D
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Mas ai pode existir variantes, a patir de X metros ser considerado outro tipo de 'veiculo' e depois não ser considerado como autocaravana! Ás tantas passa a ser um 'TIR' e vai daí tb tem legislação :p penso que talvez possam 'pegar' por aqui :\

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Mas ai pode existir variantes, a patir de X metros ser considerado outro tipo de 'veiculo' e depois não ser considerado como autocaravana!
Ás tantas passa a ser um 'TIR' e vai daí tb tem legislação :p penso que talvez possam 'pegar' por aqui :\

Pois, todo este terreno é virgem. Temos de manter esta discussão viva, para trocarmos informação.


Por exemplo,alguém aqui no fórum já tentou estacionar uma caravana num terreno e tentou pedir água e electricidade? O que é que a EDP e os serviços camarários disseram?

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