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Cidades europeias 'sacodem' pressão demográfica dos centros históricos


Paula Sanchez*
Imagem colocadaO desafio para as autoridades locais das principais cidades europeias consiste em manter o excesso de população num patamar que garanta qualidade de vida. Metrópoles como Londres ou Roma já enveredaram por políticas de discriminação negativa, para aliviar a pressão urbana e rodoviária dos centros históricos, taxando a residência e a circulação rodoviária. Esse parece ser o caminho a seguir nas cidades onde a pressão demográfica compromete a qualidade de vida e a mobilidade dos cidadãos.

Desertificação rural é coisa que os alemães não conhecem. Grandes cidades como Hamburgo, Berlim, Bona ou Hannover são densamente povoadas e servidas por uma boa rede de transportes. Um alemão pode viver a 70 km de distância do emprego, numa vila pacata, bem organizada e sem pressão urbanística, já que o centro urbano fica acessível em meia hora. Num país com 85 milhões de habitantes, todas as vilas têm infantários, escolas, unidades hospitalares e serviços estatais.

(onde é que eu já vi o contrário acontecer?...)

As preocupações sociais são maiores no Leste da Alemanha reunificada, devido ao desemprego que obriga os mais jovens a deslocarem-se para as grandes cidades. Para travar o êxodo, o Governo alemão dá incentivos fiscais às empresas que se instalem no Leste. A ajuda social é dada às pessoas que permaneçam nos territórios de origem. Um casal com filhos pode receber 1800/mês, entre apoios para renda de casa, abonos e subsídio de desemprego.

Em França, na última década do século XX, inverteu-se a tendência para a desertificação rural. Em 1999, quase um quarto dos franceses vivia em zonas rurais, número idêntico ao de 1962 (13,6 milhões de pessoas). As políticas de ordenamento do território e de incentivos à fixação de populações fazem-se num plano supramunicipal, através das regiões, estrutura administrativa que em Portugal só existe nos Açores e Madeira.

A região do Limousin (que com a Córsega é das mais pobres e com maior envelhecimento) tem fomentado incentivos. Embora sem conceder apoios directos, as autoridades locais atribuem ajudas até 3000 para minimizar o custo da "mudança" de um negócio. Para o chefe do serviço de acolhimento (accueil) do Limousin, Stéphane Grosser, "privilegiamos o desenvolvimento da oferta de serviços e do potencial de criação de actividade económica aos incentivos financeiros directos". Em 2007, o orçamento da política de acolhimento da região será de 2,2 milhões de euros. Em 2005, pela primeira vez em mais de um século, a população da região cresceu.

Com um território idêntico ao Alentejo, onde se concentra uma população similar à portuguesa, a Bélgica tem metade do país urbanizado mas não se vêem concentrações excessivas nas cidades. As pequenas localidades são agradáveis, atractivas e, devido às acessibilidades, nenhuma aldeia fica longe de um centro com lojas ou de um cinema.

O esforço de desenvolvimento urbano é uma prioridade das autoridades federais. Existe um ministro para a Política das Grandes Cidades e Igualdade de Oportunidades e, em 2003, o orçamento para esta tarefa ascendia a 44 milhões de euros, atribuído, em grande parte, em contratos estabelecidos com 15 cidades e comunas. Até 2000, a única chave usada para repartir fundos assentava no número de residentes. Cidades com 150 mil habitantes beneficiavam de ajuda federal. Desde 2001, a distribuição envolve critérios socioeconómicos, o que permitiu a entrada de mais urbes no sistema. *Com Carla Guerra (Berlim), Fernando de Sousa (Bruxelas), Manuela Paixão (Roma) e Tomás Cabral (Paris)


Link:
http://dn.sapo.pt/2007/03/26/cidades/cidades_europeias_sacodem_pressao_de.html

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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subscrevo! É também interessante fazer uma viagem de avião de volta a portugal e reparar em como os diversos territórios estão organizados. Entre a França e Espanha observamos sempre grande extensões de território florestal ou agrícola com pontos focais que são localidades pouco densas servidas por redes de estradas que as ligam a grandes cidades. Mal começamos a sobrevoar o território português gera-se o caos. Já não se distinguem povoações de áreas verdes mas há uma mescla de tudo um pouco. Há um excesso de estradas provocado pela dispersão populacional pelo território. encontramos núcleos de meia dúzia de casas que têm de estar necessariamente ligadas a outros pequenos núcleos por meio de estradas, aumentando significativamente o número de estradas que cortam terrenos de cultivo, florestas, etc. Depois temos os grandes núcleos e cada vez mais as periferias a aumentarem sem ordem nem carácter.

Sugiro a leitura e análise do livro "Políticas Urbanas" de Álvaro Domingues - http://www.arquitectura.pt/forum/f24/portas-domingues-cabral-politicas-urbanas-tendencias-estrate-3604.html

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