Penso que a arquitectura é um acto de cultura. E se é verdade que todo o acto de cultura é um fenómeno da comunicação, então podemos encontar metáforas comuns à expressão escrita e à arquitectónica.
Quando lemos um livro, classificamo-lo como narrativa, ficção, poético ou outro. Na arquitectura também encontramos estas formas de expressão mas não costumamos distingui-las. Assim temos obras em que a funcionalidade é fundamental (uma fábrica), outras em que se pretende o aspecto teatral (um tribunal) este mais proximo da ficção e outras que pretendem tão somente ser obras de arte (a casa toló) porque foi feita com essa mesma intenção, motivar questões e paixões. Não se fica indiferente, por isso é uma obra de arq poética. Serve para viver (certamente), bem ou mal, mas penso que ela foi essencialmente feita para desfrute do espaço.
Haja dinheiro!
Querer analisar essa obra como obra legal ou obra funcional ou obra representativa ou outra, é como querer ler o "Código de Vinci" como um manual de história da religião.