pelo que percebi este trabalho é do ano passado 05/06...este ano, a essência do terreno foi idêntica à do teu ano(pendente bastante acentuada; grau de degradação muito elevado, envolvente muito interessante e exposição solar favorecida) e o programa pelo que sei também é o mesmo, apesar de nos terem sido pedidos 16 fogos.
Não sei és da mesma opinião, mas ao longo do desenvolvimento do projecto, são-nos incutidos princípios e conceitos de habitação social, mas no fim do ano, parece que quem se vira para esse campo, sai mais prejudicado, do que aqueles que optam por um caminho mais arriscado...
eu assumo e concordo que o risco deve ser um aspecto sempre inerente a um projecto, pois ele é fundamental para indicar-nos o caminho de um bom projecto, mas o que me faz uma certa confusão é aperceber-me, que só porque alguém propõe fazer uma "casa da música" num local onde não faz sentido criar um edificio desse risco, dá-se logo mais valor ao projecto...
parece que o racionalismo que tanto está ligado à boa arquitectura portuguesa , só por não correr riscos "estúpidos" está a ser esquecido...
enfim...talvez isto tudo seja só a azia provocada pelas notas que por ai se deram...