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Daniel Cortinhal

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  1. O ano passado por esta altura arranjaram uma história mais credível :p Não é que a história do capacete esteja mal pensada, mas lá está, como alguém já dizia nuns posts acima, uma careca bem polida até faz os tijolos e demais atritos deslizarem melhor.. eheheheh
  2. Obrigado pela recepção. Fica desde já prometido uma primeira abordagem à vida no outro hemisfério, é incrivel como podemos abrir horizontes com o sair de casa a uma escala, mais dramática. A arquitectura não é melhor nem pior Connecty, é arquitectura com soluções distintas da nossa realidade. A analisar em breve. Para a minha congénere da FA, sim entre outros, também falei com ele, ainda que fosse já no processo depois da decisão. Cumprimentos,
  3. Desde que não me peçam para trazer brasileiras desmontáveis..(É que há muita boa gente que pensa que há...) Em breve irei postar algo que envolva discussões transatlânticas.. Cumprimentos,
  4. Boas, sou o Daniel, e já foi à algum tempo que me registei, até já deixei algumas opiniões, mas só agora com caracter mais ''formal'' me venho apresentar... Estudante de arquitectura, a fazer aquilo que gosta, estou no meu intercâmbio no Rio de Janeiro, na UFRJ-FAU, pertencendo aos quadros da FA-UTL. Espero que os debates sejam bem estimulantes e vou tentar participar o maximo possivel (porque agora a entrega de projecto aproxima-se, sabem como é) para adquirirmos todos um pouco mais de conhecimento, que nunca é demais.. Cumprimentos a todos, Daniel Cortinhal
  5. Tocaste precisamente no ponto, a altura é muito mais uma questão a ser pensada num bom plano urbanistico (bom=resisitir aos poderosos interesses financeiros que não olham a meios para conseguirem mais capital) do que propriamente num projecto isolado, ainda que eu não acredite nas vantagens de ter um edificio que se destaque no meio de uma cidade, porque ela tem "direito" de poder ter uma imagem que se destaque de um elemento que reclama para si a atenção. Um exemplo perfeito para mim, é o caso de Niteroi, com o museu do Niemeyer. Basicamente, o que ali lhe foi pedido foi, cria-nos um simbolo, ao que ele correspondeu com a imagem que todos sabemos. Agora se perguntarem, aquilo funciona como museu? Numa palavra, não! A maresia estraga obras, os vidros sao impossiveis de limpar, é praticamente impossivel expor, e vocês perguntam e dai? Não respondeu ao que lhe pediram? Bem, respondeu, (quem é que nao conhece a obra,vejamos os turistas que lá vão,e a notabilidade que ganharam os politicos, para nao falar da "rivalidade" com o Rio, que assim fortaleceu o ego do povo de Niteroi por terem algo deles) mas nao é papel da arquitectura num primeiro lugar "servir" o homem facilitando-lhe a vida? Esta é talvez uma discussão mais acessa ou complexa, porque no fundo, se ele não a fizer,o Niemeyer, alguem a faz, nao é? E no fundo, é tudo muito bonito, mas toda a gente também quer ganhar uns euros, para que a nossa passagem por aqui seja mais confortavel. Acredito que o compromisso entre as duas partes, é a unica soluçao possivel, é ai que entra a ética, a consciencia, o saber. Deste modo, não posso concordar com esta proposta, pelo simples motivo que, radicalizando o discurso, ela não se preocupa em integrar, mas quer-me parecer que apenas se quer afirmar num contexto em que, vejamos bem, não é tão fragmentado que precise de um "novo marco". Um professor meu dizia, a arquitectura sempre sobreviveu aos arquitectos, a minha duvida é, sobreviverá o mundo? Cumprimentos, Cortinhal
  6. Dreamer, a torre Eiffel foi projectada e construida com considerável urgência,segundo o que relatam da época. Igualmente esteve para vir abaixo durante várias vezes havendo opositores que a salvaram até ás grandes gerras mundias, quando a sua estatura serviu para colocar antenas de comunicação. A guerra acabou e ela, a torre, ficou vista como um grande simbolo da vitória, de Paris e da França. A questão entre um e outro e o porquê de não haver comparações, é que a francesa, sempre foi construida como um monumento, expositor das capacidades do homem na época. É um marco, no sentido da tecnica, e no sentido da beleza, (não esquecer das "picardias" que nessa altura começaram entre arquitectos e engeheiros). Ao que me parece, a de Cascais a ser construida será um marco, pela negativa. Espanta-me que profissionais que nos habituaram a outro tipo de trabalho, tenham necessidade de chamar a atenção para a sua arquitectura desta forma, e não de uma forma mais acolhedora para com o lugar. Cumprimentos
  7. Ainda que em contextos diferentes, e com propósitos igualmente diferentes, parece-me despropositado comparar a Torre Eiffel, porque antes de mais ela é de facto um marco, e não um edificio que me parece querer chamar mais atenção sobre si mesmo do que outra coisa. Depois o skyline de Paris e o de Cascais são completamente diferentes, até pela sua posição geográfica. Agora o que não me parece válido é que todas as cidades para serem "desenvolvidas" tenham de ter uma torre para assinalar a sua presença. Até porque não me parece que Cascais precise de um novo farol como já foi aqui referido. O grande problema das torres é que se vem ao longe, e dai haver mais contestação porque o impacto não se dá apenas na zona onde se constroem, mas até onde "importunam" o olhar. Agora passando a uma discussão de gosto, e por isso mais discutivel, eh pah a torre parece o troféu que a Carlsberg dava para o melhor jogador em campo durante os jogos do euro 2004, não sei se alguem se lembra ou viu.. Talvez Cascais precise mesmo de um troféu..
  8. A questão não é levantar a voz contra uma torre que se construa em um qualquer lugar. Acredito que é mais importante do que isso, porque o homem estabelece com o território que habita uma relação que é consolidada ao longo de vários e muitos anos que é no final a própria história do lugar. Qual o sentido de num lugar como Cascais, se elevar um marco com aquele impacto, porque de facto vai ser um marco que acima de qualquer coisa está a dizer - Olhem, eu estou aqui! - é quase aquela perspectiva do i'm a monument. Não me parece que seja necessário chamar a atenção desta maneira. Até porque nada impede que seja feito um edificio em altura, desde que seja melhor "medido" tendo em conta a própria relação com o lugar. E depois, continuo a dizer, por muito bom que seja o edificio em altura, por maior que seja a qualidade arquitectonica, o que impede que esse seja o exemplo para se começar a povoar um lugar como Cascais da mesma tipologia?
  9. Quase que parece um troféu de um campeonato qualquer! Há uns dias atrás a ler na arcoweb deparei-me com a mais triste das afirmações, quando algumas pessoas se queixavam que o Brasil deveria ter torres mais altas.Até a Ásia tem torres de 500 metros, porque é nós também nao as temos, iremos sempre andar atrás dos desenvolvidos? Bem, é escusado dizer que é por causa de testemunhos destes que o mundo anda o que anda, e que por exemplo a cidade do Rio de Janeiro, com particular impacto em Botafogo, Ipanema, etc, tem toda uma paisagem maravilhosa destruida. Digo isto, porque estou actualmente num intercâmbio por cá, e é incrivel haver pontos de onde não vejo o Cristo Rei. Espero muito sinceramente que saibamos aprender com o que de mal já foi feito por outros cantos do mundo, e não nos deixarmos ir por actos de vaidosismo, ou de mega-estrelas, porque o problema é só começar. A arquitectura não é para se mostrar, é para servir em primeiro lugar, os que a usam, e os que por ela passam. Cumprimentos
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