pedro.partidário
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Assembleia Geral Ordinária Está convocada a Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos para reunir na Sede nacional da Ordem dos Arquitectos, Edifício dos Banhos de São Paulo, Travessa do Carvalho 23, em Lisboa, no dia 24 de Maio de 2007, pelas 20:30 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto Um: Aprovação da Acta da Assembleia anterior; Ponto Dois: Deliberação do Congresso: Metodologia da revisão do Estatuto da Ordem; Ponto Três: Aprovação do valor da quota para 2007; Ponto Quatro: Relatório e Contas de 2006; Ponto Cinco: Orçamento para 2007. fonte: http://arquitectos.pt/?no=101003580:052007
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Artº 46º dos Estatutos da Ordem dos Arquitectos. O exercício da arquitectura é incompatível com as funções e actividades seguintes: [...] d) Presidente ou vereador da câmara municipal no âmbito que a lei determine [...]. Portanto, quando é eleito (não, enquanto fôr candidato) o arquitecto tem de pedir a suspensão da Ordem dos Arquitectos... deixando por isso de SER Arquitecto e, por isso NÃO PODE exercer arquitectura enquanto a suspensão durar. E/OU TAMBÉM... o que conta é $$$$$$$$ para poder... e para o Poder. Mas para isso é que cá teremos o PODER VERDE para poder sempre!
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$$$$$$$$$$$$ POIS É! POIS É! POIS É! POIS É! HÁ PESSOAS DETERMINADAS no que lhes interessa... não conseguem à primeira vão à segunda, e se não der... Não haverá duas sem três $$$$$$$$$$$$$ ...não sei porque é que me vem à cabeça aquela do Zeca: "eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada, eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada". Mas eu percebo, o colega Manuel Salgado está cansado de fazer projectos de Arquitectura... é desgastante, eu sei. (sim, porque como vice-presidente terá de deixar de fazê-los...)
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Eh Pá! não te esforces tanto! Não é preciso!... mesmo que a Helena Roseta não ganhe a Câmara de Lisboa (que até é o mais provável), ela NÃO PODERÁ RECANDIDATAR-SE A PRESIDENTE DA ORDEM!... os Estatutos da Ordem não permitem. (já se falou disso aqui!).
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+ duas pistas (mas vão estando atentos ao programa "na Ordem do Dia" na TSF - que podem ouvir em Podcast ou no site da Ordem): 1. Grande reportagem na Visão e no Público (que eu tenha lido) sobre as "aldrabices" (que custam muito, mas mesmo muito dinheiro ao Estado e aos "outros" donos de obra) que fazem ganhar muito dinheiro, mas mesmo muito dinheiro, na construção civil e que, normalmente passam por criar uma cultura na construção civil, contra o projecto e, particularmente contra o projecto de execução. Esta situação está na base tanto das alterações que em obra se fazem (e que deixam os Arquitectos, no mínimo, enervad:angry:s) como de um "clima" em obra, de total desrespeito e desconsideração pelo Arquitecto. Nestas participações nos artigos de imprensa, a Helena Roseta (enquanto POLÍTICA da Arquitectura, urbanismo e construção) lança luz sobre o que são as chamadas "derrapagens de custos" das Obras Públicas que estão em Portugal ao nível da vergonha absoluta. 2. Noutro artigo na Visão, denunciou o escândalo (muito nacional e muito lucrativo) dos esquemas de transformação de lotes rústicos em lotes urbanos, geradores de muito grandes mais-valias para proprietários e sem qualquer contrapartida para a Administração do Planeamento territorial e que está na base do desastre da paisagem construida no nosso país(zinho). Normalmente esses processos passam "debaixo da mesa" dos trabalhos de revisão ou elaboração dos PDM's. Ouçam qualquer coisa sobre isto aqui: http://arquitectos.pt/?no=101007 3. O "Golpe" estratégico e que aplaudo - e que é revelador de uma determinada linha de orientação de pensamento cívico alternativo e independente dos interesses dos partidos políticos que estão agarradíssimos aos financiamentos dos interesses económicos - foi, precisamente, o da petição pública (cívica, não corporativa e não partidária) para revogação do 73/73. A questão aqui foi: ao invés de essa acção chegar à Assembleia da República como uma vontade dos Arquitectos, chegou tentando ser a expressão de uma vontade do público em geral, das pessoas que encomendam. É por isso que, embora cheirasse a bancas popularuchas, a recolha de assinaturas foi para "o meio da rua" em bancas... é que, se as pessoas não sentirem a necessidade da Arquitectura, bem podem vir milhões de revogações legais, que os clientes irão sempre pedir projectos aos desenhadores que, por sua vez vão pedir assinaturas aos "amigos" arquitectos... 4. A Helena Roseta actuou nestes anos na OA manifestando que está absolutamente convencida que os Arquitectos é que têm a formação mais adequada para estar na linha da frente do Ordenamento do Território, no Planeamento, no desenho da cidade e no desenho e obra dos edifícios... assim sendo, quem é que vocês acham que está a ser chamado a trabalhar numa "nova" acção cívica que ela tem protagonizado e que é a do "Direito à habitação". Nessa acção - chamada Plataforma Artigo 65 - que tem denunciado a existência de um número impensável de habitações desocupadas nas cidades e que deverão ser reabilitadas (a custos normais e baixos) para oferecer habitação a "outros" preços? (ver qualquer coisa sobre isso aqui: http://arquitectos.pt/?no=101005254,066 ) Isto foram algumas áreas que, para além das ideias "normais" entre arquitectos, não estavam nada desenvolvidas nos debates sobre arquitectura e que a Helena trouxe ou reforçou. Mas todas elas têm uma ideia de fundo: a aproximação dos cidadãos- através da participação em cidadania - às questões que estão dentro dos problemas DA Arquitectura, e em sentido inverso, a descida do debate arquitectónico à "terra" das pessoas. Estas, assim, percebem onde é que pode estar o Arquitecto. (A campanha eleitoral começará dentro de dias... quem quiser saber as propostas deve estar atento... eu não sei nenhuma, mas imagino!).
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...só uma pergunta de "ajuste de mira": não estás a perguntar que projectos de edifícios forrados de boa "anestética" arquitectónica é que ela fez até agora, pois não? É que a formação de arquitecto pode fazer as pessoas, fazerem muitas outras coisas essênciais na (e para a) Arquitectura. Exemplos?: POLÍTICAS de Arquitectura, urbanismo e planeamento territorial; EXERCÍCIO DE PODER (tomar decisões) na Administração Central (governo) ou Local (autarquias) sobre questões de Arquitectura, urbanismo e planeamento territorial; CONCEPÇÃO territorial e urbanística: fazer, coordenar e participar em equipas de planeamento territorial e urbano... se os arquitectos soubessem bem do seu ofício perceberiam que ele precisa de tudo isto atrás. Bons arquitectos envolvidos com os exemplos que dei atrás, fariam com que Portugal não fosse uma enooooooorme e grandessíssima m... Em que que isto se traduziria? Quando uma equipa de Arquitectos fez recentemente um "levantamento" (que não comentarei) da Arquitectura Moderna em Portugal, e esse levantamento foi apresentado publicamente, A Helena Roseta observou (bem) que tinham todos ficado surpreendidos com a qualidade de muitas obras desconhecidas (em TODO Portugal) mas que, infelizmente, estavam rodeadas de paisagens urbanas desclassificadas... Arquitectos no governo e na Assembleia da República, nas Câmaras como presidentes ou vereadores, no licenciamento, no planeamento e etc.. poderiam fazer com que a paisagem cultural construída do país fosse outra! P.S.: Márcio, como ainda não te quero responder, dou-te uma pista: procura o curriculum (e a cabeça) de Arquitecta da Helena Roseta em alguma destas àreas que referi... é que se estás à espera de projectos de arquitectura tipo "munta-lindos", bem podes esperar sentado!
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Explica "MagDarq"... é claro que eu posso contribuir, mas, antes, tenho um grande interesse em perceber como é que se vê o trabalho da OA a partir do exterior!
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... não foi assim há muito tempo e já não havia mercado de trabalho. Era um grupo pequeno porque... era um grupo pequeno. Não tinha filiações, mandatos de ninguém, nem apoios de ninguém. o único "mandato" era de cada um para si próprio: era a vontade de não se resignar e trabalhar por gosto pela Arquitectura que, em Portugal tem boas "cabeças" e péssimas condições... a começar na forma como os arquitectos se apoiam uns aos outros. Alguns desse grupo, ainda hoje não conseguem trabalhar regularmente em Arquitectura... Apanhá-los é : quando os "vemos todos os dias (literalmente)", transformar os Y, X e Z's em nomes concretos... o resto fazem os Conselhos Disciplinares da Ordem.
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...então, como pergunta com "bons modos" eu esclareço-o do meu interesse que são três: 1. História e transformação. Pertenço à lista que tem "governado" a Ordem dos Arquitectos porque ela nasceu de uma lista de estudantes na Faculdade de Arquitectura e para reagir a uma "eterna" lista, muito partidarizada e pouco capacitada. Desses tempos, alguns de nós mantiveram o "interesse" em participar no debate (e procura de soluções) dos problemas da profissão de Arquitecto(a). Portanto, reencontrámo-nos, uns mais experimentados na profissão do que outros, e perguntámo-nos se continuávamos com interesse em debater o problema da profissão (encontrávamo-nos num sótão no Bairro Alto e cabíamos à volta de uma mesa, que era de comer e trabalhar de um de nós). Fomo-nos candidatando à Ordem dos Arquitectos (primeiro à Associação AAP) e não ganhámos até há dois mandatos atrás. Assim, pela minha parte, há um motivo "histórico" que tem que ver com debater sobre estes assuntos com companheiros de longa data, cujas coisas que dizem, me fazem "crescer". Felizmente já convidei novos "braços" - alguns meus ex-alunos - que vieram trabalhar sem perguntarem o que ganham e sem ganhar nada. Vieram com grande "limpeza" e transparência mental, generosidade e sacrifício e que, juntamente com muitos outros que não fui eu a convidar e que conheci lá, me dão o prazer (muito meu) de transformar a minha maneira de pensar por causa das coisas que dizem nos debates. Gosto de conversas e debates exactamente porque podem transformar as cabeças. Gosto de ver a minha cabeça a transformar-se porque assim tenho a certeza que está viva. E a Ordem é, antes de tudo um excelente e pertinente centro de debate e instrumento de transformação. 2. Ética. Não conseguiria fazer critica à Ordem sem ter passado algum tempo a trabalhar lá. É uma questão ética minha e que já não vou perder. Uma vez que "dou algum litro" lá, pelo menos, tenho o direito de dar opiniões... estar de fora (sempre) a mandar bocas... não (para mim). 3. Estratégia. A Ordem pode não ser maravilhosa - e não é - mas eu prefiro que exista uma Ordem, mesmo que nesta fase só possa regular mínimamente as condições da prática da Arquitectura, do que não exista Ordem nenhuma. Sem Ordem não haveria regulação NENHUMA. Sem uma instituição desse género, não haveria ninguém a representar os arquitectos e a Arquitectura com quem pudessem falar, por exemplo, os governos. Imagine que um governo (muito eventualmente) motivado por um "elevado" sentido cívico e cultural, decidia alterar leis sobre a Arquitectura e não houvesse Ordem... falavam consigo? falavam com todos? escolhiam alguns? quem? com que critérios? você gostaria de nessas circunstâncias ficar "de fora"? Assim, pelo menos, fala-se com aqueles em quem a maioria votou! Fala-se com aqueles que as pessoas escolhem para os representar! Por isso é bom que se escolha bem!
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Boa! :clap: Norte ou Sul? Alguma área específica de interesse (formação, admissão, gestão, práctica profissional, concursos, deontologia, cultura)? ...posso ajudar! sabendo alguns destes detalhes (basta só o Norte ou Sul), dou-lhe os contactos de quem deverá abordar, e que o ajudará a participar "mais de perto" (ou "dentro"). Cumprimentos
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Todos os advogados pensam o mesmo que você da Ordem (deles)? Que é bem organizada e forte? hmmm.... parece-me que não! :clap: Seja como fôr, acho muito bem o seu desafio e reformulo-o ("à minha maneira"): se alguém tiver ideias para melhorar a minha Ordem dos Arquitectos, venha daí!... o debate e descoberta de ideias comuns até pode - e muito bem - começar neste forum.
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Meu caro TiCo, reparei que, citando-me, não teve, mesmo assim, o "tempo" de me responder sobre a questão que verdadeiramente lhe coloquei, e para cuja resposta estou totalmente disponível para o ajudar. O meu pedido era que me mostrasse quais foram os interesses (meus) em candidatar-me para um lugar na OA... fique sabendo que as minhas contas bancárias, carteira de encomendas no atelier, e TUDO O MAIS que considerar necessário, estão à sua inteira disposição para verificar ao cêntimo, o que é que eu "ganhei" em trabalhar 6 anos para os meus colegas arquitectos. :wall: (isto para não falar no que é que eu "perco" ao ler colegas a afirmarem que eu e alguns outros que conheço directamente e que considero pessoas muito generosas, pertencemos a um "grupinho de amigos interesseiros"). ...sabe? constrange-me mesmo, verificar que pessoas com a formação e as responsabilidades de um arquitecto, venham para um fórum destes, mandar "indiretas" lançando suspeitas... isto é "feio" em qualquer lado. :icon_pistoles:De qualquer modo, até pode ser divertido enquanto exercício exorcisador de medos e patologias semelhantes, mas mesmo assim... mais em debates sobre futebol, por exemplo. Quanto a todo o resto, ... espero que tenha dormido bem, porque o esforço de escrever tudo aquilo às 3 da madrugada... São assuntos demais para debater desta forma num forum destes. Mas, como acho que numa conversa não se vira costas a quem nos está a dizer coisas, tirei à sorte e, para já, vamos a este tópico: Estes factos que relatou (e que eu também acho que vão aumentar) são uma falta disciplinar grave. [mas você - tal como eu - não prefere manter uma legislação que, básicamente, permite que todos possam fazer Arquitectura, pois não?(!)]. O que é que a OA pode fazer? Dar formação deontológica e "tentar" que nas Escolas, as pessoas tenham essa formação (mas depois é necessários que os alunos vão a essas aulas e não tentem passar nos testes com cábulas e etc.. normalmente os alunos gostam de se baldar às aulas de direito e disciplinas congéneres e... enfim!). De resto, a Ordem penaliza atravéz de processos disciplinares, quem assina "por" outras pessoas que não são arquitectos. Chama-se a isto "assinaturas de favor". Mas para que haja essa penalização dos tais "colegas prostitutos", é necessário que a OA tenha conhecimento de que alguém (em concreto) fez isso... infelizmente, como a OA somos todos nós (sim, você é a OA porque é "membro") e não temos o dom da ubiquidade é impossível, na realidade, saber-se quem fez o quê. Também É IMPOSSÍVEL à OA ter um corpo de polícias, a que normalmente chamamos eufemísticamente de "fiscalização" - porque não gostamos de dizer que queremos "polícias" (É demasiado "Estado Novo" e nós é mais "democracia"). No estado actual das coisas e considerando que toda a gente diz que a Ordem devia fiscalizar tudo e mais alguma coisa (Universidades, estágios, ateliers e artquitectos) seria preciso qualquer coisa como 1 polícia para cada 10 arquitectos o que daria um número jeitoso: um verdadeiro "corpo" policial com mais de 1000 "agentes-fiscais". Mas, às vezes algumas instituições (como o IPPAR) denunciam essas coisas porque as apanham em concreto e são ilegais...Isto é, (sem estar a apelar a que o TiCo ou qualquer outro se torne num delator), quem toma conhecimento e se sente lezado (e todos os "não-prostitutos" têm direito a sentir-se lezados) pode (ou deve, perante a sua consciência) comunicar esses factos à OA. Resumindo: se o TiCo viu "passarem projectos" de "desenhadores" para "colegas prostitutos" e se esses factos o prejudicam, deve... pode... (não é?!). Quanto a todos os defeitos que aponta à OA - e que eu também aponto - ao invés de, apenas, desabafar sobre eles em forae e conversas entre amigos e colegas, pode muito bem, também, informar directamente a Ordem (eu faço isso). Garanto-lhe que ninguém lhe retira o título, a carteira profissional ou os clientes e eu (por exemplo), como colega, fico-lhe agradecido, porque assim seremos mais a partilhar as mesmas críticas, e a OA pode vir a melhorar!! Um loooooongo POST-SCRIPTUM: 1. Estou absolutamente de acordo que estamos realmente em crise (económica) e que, na nossa àrea, os recém-licenciados correm o risco de passar tempos "filhos-da-p...". Na OA houve uma disputa grande porque uma parte da OA achava que era absolutamente necessário aumentar as quotas, e outra parte achava que se devia manter o valor actual, precisamente, por causa da "crise". Esse debate, votação e decisão, tem lugar nas Assembleias Gerais... se alguns não podem ir (por razões que são válidas como as que referiu), devem procurar que outros se organizem para ir! (Os verdadeiros arquitectos são bons a pôr bons problemas, mas são especialmente aptos a encontrar soluções para problemas). A coisa é simples: as quotas não aumentam se a maioria votar que não aumentam. É assim a democracia. Pode ser imperfeita mas ainda é o que dá mais garantias! 2. A OA foi a única instituição no país que tentou "travar" - ou, pelo menos, controlar - o "despejo" de "licenciados" em Arquitectura, no mercado de trabalho. Avaliou Universidades, e avaliava recém-licenciados. Conclusão a): como teve o "atrevimento" de dizer que alguns apresentavam insuficiências, foi a única instituição que foi levada a tribunal por isso e corre o risco de ter de pagar muitos milhares (ou milhões) de euros por causa disso... sendo que "isso" (sendo uma competência do Estado) foi pedido (mandado fazer) pelo Estado à Ordem... Conclusão : A OA deixou de ter a competência de avaliar os cursos e teve de reduzir a exigência na avaliação dos "novos" candidatos à OA. As Universidades continuam - agora com mais coragem - a licenciar o mesmo número de estudantes e continuam a formá-los (básicamente) como querem e... ninguém avalia ninguém. Toda a gente tem "direito" de ser arquitecto, mas ninguém parece ter DEVER nenhum para cumprir!
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Quanto aos preços de honorários irresponsavelmente baixos, isso tem um nome: é "concorrência desleal" e é punível disciplinarmente... quando há queixas concretas, há processos disciplinares e sanções! Seja como fôr, tem-se trabalhado muito quanto a esse assunto. Suponho que, infelizmente, "escaparam-se entre os dedos" as condições para que, algumas mudanças acontecessem neste mandato. Talvez os quem vêm a seguir dêem continuidade. ... Mas quero reafirmar, a propósito da passagem da Helena Roseta nestes últimos anos na Ordem dos Arquitectos, que, muito embora - como diz o Carlos.Pedro - todos os bastonários da Ordem tivessem de enfrentar o 73/73, o facto é que desde 74/75 NINGUÉM REALMENTE tomou iniciativas (para lá dos pedidos subservientes aos diversos governos) que concretizassem alguma mudança. A Helena Roseta fê-lo e haverá mudanças reais e, mesmo hoje, com a candidatura à C.M.L, está à frente de um debate fortíssimo que pode levar a mais algumas conquistas ou percas na(s) nova(s) lei(s) proposta(s). REPITO COM MUITA CONVICÇÃO: NENHUM, (repito) NENHUM ARQUITECTO HOJE, SERIA CAPAZ, TERIA DISPONIBILIDADE, CONDIÇÕES E CONHECIMENTOS, PARA ACTUAR DENTRO DO CONTEXTO POLÍTICO EM QUE ESTA TRANSFORMAÇÃO OCORRE. (a tentativa de me demoverem desta perspectiva tem de ser feita com contraproposta de NOMES CONCRETOS). Isto não invalida que eu não discorde de algumas ideias da Helena R, mas o assunto 73/73 é um assunto que se soprepõe muitos patamares, acima de muito outros no que respeita às prioridades para os interesses dos arquitectos mas, sobretudo, da Arquitectura (da Cultura) e do Ordenamento do Território. Cumprimentos (e, CP: fico mesmo contente de saber que os teus dias são todos coloridos e de alegria convulsiva... e espero que assim continuem)
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Meu estimado CP, estamos num país "dito" civilizado mas, NÃO estamos num país civilizado. E tu sabes muito bem disso. Há uma diferença muito grande entre o que se diz e o que se é. Não podemos actualmente regular os preços da Arquitectura. O regime de concorrência para serviços na União Europeia não o permite. O que acontecerá é que só pode fazer "dumping"=aldrabice, quem não sabe o que é que custa (em €€€) fazer um projecto. Mais dia, menos dia os clientes caem em cima dos arquitectos que apresentam honorários e estimativas de custo irreais e que, por isso, deixam de poder cumprir com as suas obrigações... Quando fôr obrigatório o Seguro de Responsabilidade Profissional, e à medida que a ASOFT multar colegas por uso de software ilegal, verás os preços de honorários a subir naturalmente para valores "reais". Quanto a clientes insatisfeitos, posso dizer-te que há cada vez mais. As obras são investimentos muito avultados que os clientes fazem, se há bronca com o projecto e obra... Um abraço especial para ti. Cumprimentos aos outros! (sem menosprezo pelos outros).
