bruta
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Um arquitecto é o profissional responsável pelo projecto, supervisão e execução de obras de arquitectura. É caro porque para além do trabalho de desenhador, tem o trabalho de pensar o projecto, planeá-lo e responsabilizar-se por este. Os produtos com garantia tb têm tendência para serem mais caros.
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Ao vivo só conheço o Centro de Artes em Sines, do Mateus... mas ainda que o projecto seja bom, a sua concretização não me convenceu, principalmente devido aos maus acabamentos e finalizações. Mas espero que ganhe!
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O Arquitecto e Outras Imperfeições Ética, Identidade e Prospectiva da Profissão de Pedro Brandão Editor: Livros Horizonte Colecção: Horizontes de Arquitectura Ano de Edição: 2006 N.º de Páginas: 286 Encadernação: Capa mole Dimensões: 17 x 24 x 2 cm Sinopse Análise valiosa acerca das convicções profissionais dos arquitectos, especialmente no que se refere às suas convicções éticas, ao seu autoconceito, paradigmas de trabalho, transformações dos processos e métodos de trabalho, posição do arquitecto na estrutura social e económica, relações com o poder político, entre outros. (é parte da tese de doutoramento dele.)
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Ok, já percebi, não chateio mais. Mas é uma coisa que me incomoda mesmo, primeiro porque é a nossa língua (eu não a escrevo perfeitamente, mas faço um esforço), depois porque é essencial para transmitirmos os nossos pensamentos/raciocínios (e escrevendo mal, torna-se mais difícil). E continua-se (sim, no outro fórum tb era eu que chateava a este respeito) a escrever muito mal aqui. Ah e já agora (excluindo os acentos, que faltam imensos), é palavreado e aconselhas! Mas é triste, que as pessoas se descurem na sua educação.
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Trecho 259 do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares "Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida. Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso. Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o Rei Salomão. "Fabricou Salomão um palácio..." E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso; depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica. Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu veto manto régio, pelo qual é senhora e rainha." Subscrevo.
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Ah, bem a propósito, uma das razões para ter votado no Fernando Pessoa foi por concordar numa (entre várias) frase que ele dizia. "A minha pátria é a Língua Portuguesa:"
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Consegue aprender sozinho até, ele que compre um caderninho e comece a desenhar à vista (as pessoas no autocarro, a família a ver televisão, a namorada a jantar...). Depois na faculdade com a cadeira de desenho, dão-lhe mais umas dicas essenciais e se nunca deixar de desenhar há-de ficar surpreendido com a evolução. Eu fiquei!
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Ele tem de gostar de arquitectura, e sim, é verdade que se trabalha essencialmente no computador, mas é muito importante desenhar. Mas aprende-se, insistindo e não desistindo.
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Ridículo sim! Não te insultei, expressei apenas a minha opinião, sou livre de o fazer. Sou livre de discordar, e faço-o. Assim como tu és livre de expressares a tua opinião e fizeste-o. Pelo teu discurso, suspeito que a tua família era abastada antes do 25 de Abril e perdeu muitas coisas injustamente. Sim, é verdade, aconteceu o mesmo com a minha. O 25 de Abril não foi perfeito, lamento, mas foi necessário. Quanto às colónias, discordo completamente de ti, acho muito bem que tenham ganho independência. Só tenho pena que nós tivéssemos contribuído para a exploração dos minérios (que trouxémos para Portugal) e para as guerras civis, mas não para ajudar na independência e estabilização destes países. Relativamente à pobreza, é somente resultado da nossa incapacidade de produzir. Somos desorganizados e preguiçosos. Não foi o 25 de Abril que nos pôs na cauda da europa, já caminhávamos para lá há muito tempo (aliás desde os Filipes que não voltámos a ser os mesmos, mas já passou tanto tempo que passámos a ser assim). Quanto à maldade e aos problemas de estado no tempo de Salazar, estás equivocada. Eu conheço muita gente que foi presa e torturada, em Portugal! Volto a dizer, tantas vezes quantas achar necessárias, que o Salazar ser votado para Grande Português é RIDÍCULO! Ou ouço as opiniões contrárias às minhas, mas n tenho de concordar com elas. Ah, e já que gostas tanto do Salazar, devias ter mais cuidado na forma como escreves. Dás imensos erros ortográficos. Sabias que, no tempo deste ditador, eras multada por cada erro?
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Conheço vários professores de Geometria Descritiva do secundário, que são arquitectos. Em princípio tens habilitações para dar aulas, mas num concurso, os professores com licenciatura específica com vertente de ensino passam-te à frente.
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Não é um mono, é uma casa. E depois da reunião de ontem (lá está, é preciso dar graxa aos gajos da câmara, fazê-los crer que são importantes) penso que vai para a frente.
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o que queres dizer com isso? eu n disse que o salazar n fazia sentido por n ser do nosso tempo. nesse caso, nem afonso henriques, nem camões, nem nenhum dos que lá estão... O Salazar foi uma figura marcante em Portugal, figura na nossa história, disso não há dúvida nenhuma. Agora daí a votá-lo para um dos melhores portugueses... acho ridículo. Felizmente é só um programa de televisão, é só um pretexto, equiparo-o (ao programa) aos morangos com açúcar. São programas de entretenimento que eu dispenso!
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Sim, daí eu dizer que têm memória curta!
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sim, mas supostamente a ideia do artº não seria essa, seria para não existirem aberrações e monos no meio dos sítios sem justificação nenhuma (e desses há aos montes).
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Todas! Do Hitler ao Fidel! e é completamente ridículo ele (o Salazar) estar na lista dos finalistas dos Grandes Portugueses, foi há 33 anos que a ditadura acabou, os portugueses têm memória curta. Não nós, que não temos idade, não presenciámos, nem temos noção de como era (uns têm mais relatos de familiares, outros menos). Faria mais sentido estar o Egas Moniz, ou o Sousa Martins, o Gil Vicente, o Bocage....
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e isso é bom? O Salazar impediu Portugal de evoluir, sim salvou as finanças (i give him that) mas manteve uma repressão e bloqueou as comunicações e influências do mundo exterior. Qualquer ditadura é má, seja de esquerda ou de direita, não interessa, é ditadura é mau! e ainda que a democracia não seja perfeita, é o menor de todos os males.
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Eu não quero saber de mestrado nenhum, acabei o curso em setembro, licenciatura (5 anos, feitos em 6), soube que fazendo um trabalho e pagando as propinas podia ter equivalência a mestrado, mas n quero saber. Agora quero experiência, quando a tiver, pode ser que volte a estudar, mas aí é para ser a sério, n é um trabalho (nem sequer tese é).
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Desculpa a demora, o regeu está no atelier e eu sei o que trata o artº121, mas n o sei de cor... ms encontrei na net! O artº 121 do REGEU "As construções em zonas urbanas ou rurais, seja qual for a sua natureza e o fim a que se destinem, deverão ser delineadas, executadas e mantidas de forma que contribuam para dignificação e valorização estética do conjunto em que venham a integrar-se.Não poderão erigir-se quaisquer construções susceptíveis de comprometerem, pela localização, aparência ou porpoções, o aspecto das povoações ou dos conjuntos arquitectónicos, edifícios e locais de reconhecido interesse histórico ou artístico ou de prejudicar a beleza das paisagens." As amoreiras, por exemplo, chumbariam. óbvio que isto é relativo, mas utilizam-no imenso para chumbar projectos. e o artº 127 "As decisões das câmaras municipais que envolvam recusa ou condicionamento, ao abrigo das disposições do presente capítulo, de autorização para obras ou para modificação de elementos naturais, quando não resultem de imposição legal taxativa, serão sempre fundamentadas em parecer prévio da respectiva comissão municipal de arte e arqueologia, com recurso para o Ministro da Educação Nacional." óbvio que não pedem parecer nenhum... custa dinheiro e dá trabalho!
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Getib Arquitectos - Grupo Getecno, sediado em Setúbal, admite 1
bruta replied to lllARKlll's topic in Arquitectura
Olha que giro... o Bruno e a Inês! Pessoal fixe, tínhamos um espaço onde trabalhávamos nos tempos de escola, há (irra, já passou assim tanto tempo?) 5/6 anos! -
Porque raio é que usam este artigo para chumbar projectos? Ainda por cima usam-no mal, nem sequer recorrem a uma comissão de arqueologia e arte, como vem no REGEU, para fundamentar a crítica. É mesmo só porque não podem dizer, "não percebo" ou "não gosto"... Já se depararam com esta situação? Apercebi-me que é mais comum do que pensava.
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Primeiro peço desculpa por postar sobre este tema, uma vez que o outro tópico foi fechado. Mas o dia de reflexão é só amanhã. Qual é o efeito jurídico e político do referendo? 1. Ganhando o sim, o legislador parlamentar fica obrigado ou autorizado (conforme o referendo seja vinculativo ou não) a legislar no sentido proposto, ou seja, despenalizando o aborto, mediante a alteração do Código Penal, no prazo de 90 dias. Caso vença o não, parece evidente que os votantes recusam a despenalização, ou seja, rejeitam pelo menos que o aborto deixe de ser penalmente punido. Pode eventualmente alterar-se a moldura penal, por exemplo reduzindo a pena prevista para o crime, mas mesmo aí pode entender-se que isso defrauda a vontade daqueles que votaram contra a despenalização justamente por apoiarem a punição que está em vigor. Seja como for, não se pode eliminar a punição penal nem adoptar uma medida de efeito equivalente, pois tal seria desrespeitar a vontade expressa no referendo. Por isso, não faz o mínimo sentido político nem constitucional o apelo ao voto contra a despenalização do aborto para depois fazer o contrário, como sucede com a proposta feita à última da hora por alguns movimentos e personalidades antidespenalização, através de uma solução legislativa destinada a "despenalizar" na prática o aborto, afastando à partida qualquer punição, ainda que mantendo o crime no Código Penal ("despenalização" sem descriminalização)! O essencial na pergunta do referendo é a despenalização, e não as suas circunstâncias adjectivas. Logo, se o não vencesse, não se poderia depois tentar conseguir um resultado similar, embora de diferente maneira. 2. É evidente que, se o referendo não for vinculativo, por falta de quórum, o legislador não fica juridicamente limitado nos seus poderes de decisão, podendo alterar, acto contínuo, o regime penal do aborto como desejar (incluindo, mesmo, implementar a despenalização derrotada no referendo...). E a mesma liberdade existe mesmo em caso de referendo vinculativo, quando se esgotar a sua força vinculativa, pois esta só perdura até ao fim da legislatura em que ocorre o referendo. No caso concreto, até às eleições de 2009. Depois disso, o legislador recupera formalmente a sua inteira liberdade decisória, independentemente do resultado do referendo. Porém, sob o ponto de vista da legitimidade política, mesmo que o referendo não seja vinculativo, parece evidente que, caso triunfasse o não, não haveria autoridade política (muito menos por parte dos que se opuseram à despenalização) para proceder a uma despenalização do aborto, ainda que só de facto, pelo menos durante um período equivalente ao da duração da força vinculativa do referendo, se a tivesse. Não seria ilícito fazê-lo, mas seria bem pouco democrático, além de defraudador das expectativas de muitos votantes. Como é lógico, quem vota contra a despenalização não pode pretender... a despenalização. Por conseguinte, só uma vitória do sim no referendo pode assegurar a despenalização do aborto. 3. De resto, independentemente do referendo, não se afigura compatível com o Estado de Direito afastar em termos gerais e abstractos a punição de um facto punível como crime, o que seria uma espécie de amnistia antecipada. Na verdade, há aí uma contradição nos termos, um verdadeiro contra-senso. Não se pode renunciar antecipadamente a punir um tipo de crime. O direito penal existe para punir os casos de ilícito criminal. Se há crime, pune-se; se não se quer punir, só resta a despenalização propriamente dita, ou seja, a descriminalização.
