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cataluna

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  1. Oi pessoal! Primeiro, penso que devo agradecer aos organizadores deste concurso, e como já disse antes, se não forem concursos originais e livres como este dificilmente os jovens por ai espalhados darão o salto. Um sincero obrigado a todos. Tenho também de dar os parabéns a todos os vencedores, desde os mais inovadores aos mais tradicionais, as propostas têm qualidades e isso é indiscutível. Também tenho de agradecer o feedback por parte dos frequentadores deste site acerca da minha proposta e que tem sido bastante positivo. Isso desde logo demonstra que é uma proposta que suscita interesse e também que há espaço para todo o tipo de propostas, não podemos defender que esta ou aquela arquitectura é que é boa, "assim é que se faz", ou "isso não está correcto, é errado", penso que temos de ser mais inteligentes que isso... Estamos todos no mesmo barco, o continuo progresso da arquitectura em Portugal e do bem estar das pessoas, é que deve ser o mote de trabalho, e não os super egos de este ou de aquele arquitecto. Para além do mais, penso que devemos saber reconhecer valor intrínseco a cada projecto, não obstante da sua linguagem ou tendência, devemos identificar os pontos positivos e os pontos negativos e a partir daí trata-se de questões identitárias de cada um, também todos nós temos uma cara, temos olhos, boca nariz, etc., mas somos todos diferentes... Obrigado pela Menção Honrosa, sem dúvida que é algo positivo e também algo que ajuda a divulgar ideias, que é um dos intuitos principais deste tipo de concursos, um espaço para partilhar e comentar ideias sem complexos. Não se esqueçam todos que a arquitectura é uma profissão de dúvidas que nos conduzem a soluções originais mas que nós não sabemos se funcionam ou não antes de serem usadas e vividas. Muito obrigado a todos, e lutem pela arquitectura de qualidade, independentemente dos estilos, deve é ter qualidade!!! Abraços Vítor Cataluna Ribeiro vitor.ribeiro@netcabo.pt
  2. Bem, desde já, muito obrigado pelos comentários, tem sido um feedback bastante positivo, o que é algo que dá logo um certo bem estar. Por um lado, acho que um dos meus objectivos principais foram alcançados, conseguir demonstrar que a reflexão sobre as questões da cidade e da contemporaneidade ou cosmopolitismo podem ser levadas a cabo de uma maneira divertida e criativa, desde a reinvenção de conceitos como a criação de novos. Muito obrigado mais uma vez pelas mensagens e uma coisa é certa, se não forem concursos como este, os jovens que estão por ai escondidos dificilmente puderam dar o salto. Obrigado
  3. MODULO_HIBRIDO_APROPRIAÇÃO Neste momento da história, período de rápidas mudanças e de laços cada vez mais efémeros, pessoais e físicos, faz realmente sentido [re]pensar a cidade, vivemos em cidades antigas, extremamente ricas em situações vivenciais mas que na maior parte dos casos não responde minimamente às necessidades funcionais da civilização actual. Parece-me que hoje em dia temos urgentemente de mudar de paradigma, principalmente ao nível das políticas de cidade, promover o peão e despromover o carro, não é uma ideia nova, já várias pessoas o defenderam mas até hoje pouco se viu, simultaneamente sentimos que por vezes a cidade é especializada demais, tendo na maioria dos casos uma função especifica numa determinada área ou num determinado edifício. Sinto que essa não é a mais correcta aproximação à sociedade actual. A cidade precisa de ser flexível, híbrida, multifuncional, não no sentido tradicional mas num novo sentido especifico, em que podemos ter um objecto que possa servir para múltiplas actividades, a várias horas do dia tendo um publico alvo bastante disperso e variado, serão talvez estes os princípios elementares da cidade global, variedade, identidade, funcionalidade e igualdade. Esta minha proposta pretende por um lado, responder à necessidade cada vez mais emergente de alojamento hiper temporário, pode ser usado apenas por umas horas, tanto de dia como de noite como pode ser usado por 1 dia ou 2. Ao mesmo tempo, este módulo tenta estar inserido numa lógica de globalidade, por um lado, serve como alojamento temporário mas por outro serve como iluminação pública, tendo desde já duas funções atribuídas, tentando responder à necessidade de tornar os espaços mais eficazes. O módulo tem também um sentido escultórico e dinâmico, quando está vazio, o módulo está fechado e quando está em utilização está aberto, semelhante ao funcionamento de uma flor, através de um sistema eléctrico em que as peças se deslocam ao longo de uma calha vertical. Como referi atrás, o módulo tem a função de iluminação do espaço público, dai a necessidade de estar a uma cota superior, tendo de o acesso ser feito por intermédio de uma escada tipo barco. Parece-me sem dúvida interessante a ideia de apropriação da iluminação pública, por um lado atribui-se à iluminação outro sentido funcional além de iluminar, por outro lado, o módulo não é apenas eficiente quando está a ser usado, a sua múltipla funcionalidade torna-o eficiente a vários níveis. Por outro lado, a posição sobre-elevada oferece uma vista sobre a rua diferente, aproximada a vista de uma janela do primeiro andar. Quantos de nos a quando crianças não subiram aos velhinhos postes de iluminação pública? Em termos de eficiência energética não é preciso referir muito, acho que isso já deve ser uma característica inerente ao processo de criação, mas de uma maneira geral, o módulo pode ser revestido com painéis solares. Este módulo, tal como a essência da palavra híbrido define, não tem um lugar específico, todos os lugares são possíveis e a sua funcionalidade é necessária em toda a cidade. VÍTOR CATALUNA RIBEIRO_ vitor.ribeiro@netcabo.pt
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