Senhores arquitectos, sintetizando as V/ intervenções e citações temos:
1) Tem de se "manter a fachada e a chaminé ao alto" (desde logo porque são as únicas coisas que resta do edifício...);
2) "Este edifício tem vindo a arrastar-se penosamente no tempo à espera de uma digna condição";
3) É absolutamente imperativo "reabilitar o degradado centro histórico" de Gaia;
4) Estas ruinas foram adquiridas "em 1999 pela Câmara" e agora concessionadas a um privado "que investirá 25 M€ na criação de um hotel, 13 salas de cinema, auditórios, estabelecimentos comerciais e espaços para o ensino ligados às artes", assegurando 500 m2 e uma anuidade de 102 mil euros ao Município.
Juntando-lhe alguns factos, como por exemplo:
5) O país está a passar por uma profunda crise económica;
6) As autarquias não se podem endividar;
7) As parcerias público-privadas constituem soluções com muito risco para os privados, mas muito vantajosas e sem risco para as entidades públicas (veja-se a quantidade de concorrentes a este concurso público internacional: 1).
Permite-me, se me perdoam, concluir...
...que a reabilitação de todas as ruinas existentes no centro histórico, a par com a dinamização desta zona constituem a única via para impedir que os armazéns de vinho do Porto que ainda sobrevivem sigam o mesmo caminho da Real Companhia Velha...
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