A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: será isto uma piada? Pelos vistos não é, e eu fico intrigada com o que terá pensado o arquitecto Troufa Real para conceber tamanha coisa, porque me desculpem, mas aquilo não é arquitectura.
Aprendi um dia que a arquitectura é uma consequência de factores que condicionam a ideia inicial do projectista. Onde está esse pensamento ponderado? Eu não conheço o local, mas olha-se para o resultado e vê-se um pensamento confuso, que tenta incorporar ao mesmo tempo tudo o que se lembra. Eu admito que exista liberdade arquitectural, mas isto é um trabalho sem análise. É uma passagem directa de um devaneio para um edifício.
É uma infelicidade para o Restelo, para Lisboa e para Portugal.