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EduOliv

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  1. Cada nacionalidade tem formas de se comportar próprias, com aspectos positivos e negativos. Acho que cabe a cada um de nós a adoptar os positivos e abandonar os negativos de forma a evoluir como pessoa. Se essas pessoas se fecham em casa com bom tempo muito provavelmente ou têm as varandas fechadas ou não se interessam em usá-las. O exemplo que dei da máquina de lavar na varanda é num prédio dos anos 90 e há também outra ligação para o tanque. Isto é inadmissível... Temos de parar de ver o português como o coitadinho da Europa. Individualismo está presente em todo o lado e não é uma característica tipicamente nossa. Nos exemplos que dei dos arrumos e lavandarias comuns está frisada essa individualidade: "Nenhuma das casas em que estive tinha uma lavandaria ou arrumos no próprio apartamento. Nas caves dos edifícios havia um espaço enorme comum, que era dividido pelas fracções, onde era possível despejar toda a tralha que teimamos em guardar, e no sotão um espaço comum para estender a roupa, apesar de muitos decidirem estendê-la no corredor dos seus apartamentos". Referi para mostrar que podemos projectar soluções diferentes às que estamos habituados. A não ser que estejas a fazer sexo, a privacidade não se aplica. Uma varanda não passa de uma pequena esplanada a uma cota superior...
  2. Boas a todos Eu finalmente inscrevi-me neste fórum e foi de propósito para responder a este tópico. Se há algo que me incomoda imenso e me deixa completamente triste é a construção de marquises. A meu ver, a construção de marquises é feita por uma necessidade de espaço de arrumos. Todas as casas que já visitei que possuíam pelo menos uma não tinham nem um espaço dedicado à arrumação ou erros que obrigavam a construção de uma marquise. Por exemplo, na casa dos meus pais, as tubagens para a maquina de lavar roupa estão localizadas na varanda da cozinha... Como ninguém quer uma máquina ferrugenta é preciso fechar da varanda. Ao menos os condóminos reuniram-se e contrataram uma empresa que as fechou todas de igual maneira. O problema não reside numa falta de civismo (pelo menos dos moradores) mas sim numa necessidade. Há anos que os nossos edifícios são construídos por indivíduos sem qualificações e que não se preocupam minimamente com as necessidades de um ser humano num mundo civilizado. Desde que cumpra o programa, funciona. As pessoas infelizmente vieram-se a habituar a esta falta de qualidade e acham que uma marquise já é indispensável. Relativamente à quantidade de varandas num edifício de habitação eu discordo da ideia que são demais. Nós vivemos em Portugal. Muita gente gostaria de ter a mesma quantidade de horas solares que nós temos. Tenho imensa pena quem usa uma varanda só para fumar ou estender roupa... Foi preciso eu mudar-me para um país frio e chuvoso como a Alemanha para mudar radicalmente a minha visão sobre as varandas. A quantidade de varandas é muito inferior a Portugal. Há muitos edifícios que nem têm varandas. E há também edifícios em que não tinham e os condóminos organizam-se para construírem varandas. A verdade é que na Alemanha cada raio de sol é precioso e toda a gente tira partido dele o mais possível. Assim que o sol passa a espreitar entre as nuvens toda a gente salta para o exterior, quer seja numa varanda ou parque. Tomar um pequeno almoço numa varanda a levar com o sol na cara é dos melhores despertares que já tive. Comer, fazer churrasco, ler um livro, conversar com amigos, são exemplos de um sem número de actividades que se podem fazer confortavelmente numa varanda e que não teriam o mesmo interesse se fossem dentro de casa. Ah, e a nossa varanda tinha uns míseros 2x1,5 metros... Por outro lado não lembro de encontrar varandas fechadas como um muro. Todas elas são permeáveis o que nos dá uma maior sensação de liberdade, quer seja para um pátio privado ou para rua/prédio em frente. Nenhuma das casas em que estive tinha uma lavandaria ou arrumos no próprio apartamento. Nas caves dos edifícios havia um espaço enorme comum, que era dividido pelas fracções, onde era possível despejar toda a tralha que teimamos em guardar, e no sotão um espaço comum para estender a roupa, apesar de muitos decidirem estendê-la no corredor dos seus apartamentos. Não é por isso necessário haver um desses espaços em cada habitação, desde que haja um no edifício e tenha sido projectado previamente. De forma resumida quero dizer com tudo isto que as pessoas são como que obrigadas a fecharem as varandas devido a um conjunto de factores. Erros arquitectónicos nas suas habitações, por exemplo através da falta de um espaço de arrumos (individual ou comum); varandas impermeáveis à visibilidade que reduzem em muito a sua qualidade de espaço exterior (e facilitam por sua vez a instalação destas aberrações da natureza) e a desvalorização do nosso clima (estamos habituados a ter sol e por isso não sentimos falta dele). Quanto à roupa estendida no exterior, eu sou a favor e gosto. Acho que traz mais vida e cor às nossas cidades trazendo a escala humana para fora destes blocos de betão... Os melhores cumprimentos Eduardo
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