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alsiani

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  1. Só mais uma nota, ao JAG, como comentário a um post que só agora li: Passo a citar: "Em relação aos problemas... da área... não se pode culpar directamente as pontes... mas com um pouquinho de trabalho, pode-se muito bem fazer uma limpeza ao fundo do rio... ou não estamos no séc. XXI!?" Para que conste, o desassoreamento de um rio só tem dois inconvenientes: é algo moroso e é extremamente caro. Além do que o desassoreamento é uma actividade que não fica feita e pronto! Deve ser feito com regularidade, pelo que acarreta imensos custos: directos, pelo preço da própria actividade de dragagem; e indirectos, pela indisponibilidade de vias navegáveis quando há necessiade de dragar. Efectivamente, foi a ponte Vasco da Gama, com a sua construção, que agravou o problema do assoreamento. O mal está feito... Agora, construir mais uma? É matar o porto, ou em alternativa, fazer o que fazem em Roterdão: dragagens 24 sobre 24 horas. Mas... Lisboa não é Roterdão, que tem dinheiro para se dar ao luxo de dragar o leito o tempo todo. O Porto de Lisboa não tem verba para isso. Mas além disso, como eu escrevi acima, esse é apenas um dos problemas. A ponte em si mesmo é O problema, seja ela qual for, tenha dois ou 20 pilares! A menos que fizessem uma ponte com no máximo um pilar e com pelo 50 metros de altura! E, ao que eu sei, isso é impossível, em qualquer dos locais propostos.
  2. Sabem, normalmente os profissionais de uma qualquer área de actividade tendem, de forma quase instintiva, a sobrevalorizar os saberes e artes que dominam, e tendem a esquecer outros aspectos que são sempre essenciais. Ora, aqui o que está em causa é uma travessia de um rio, e saibam os frequentadores deste forum mais distraídos que atravessar um rio tem muito que se lhe diga. Para começar, uma travessia de um rio como o Tejo implica mexer com toda a actividade maritima, movimentos portuários, assoreamentos (provocados pelas próprias pontes), e impacto ambiental. No caso desta terceira travessia, qualquer cenário dos propostos irá cauar danos irreversíveis nas condições de navegabilidade do rio Tejo, indo-se ao limite de estar previsto em alguns estudos que uma ponte entre Chelas e o Barreiro poder vir a colocar em risco a própria sustentabilidade do porto de Lisboa, por motivos ligados com o assoreamento elevadissimo que esta ponte poderá provocar, com a altura do próprio vão da ponte (42 metros ao vão é ridiculo, pois há navios que necessitam de 48 metros, aliás a ponte 25 de Abril tem 50 metros até ao vão), e com a necessidade de leito de rio com profundidade para manobras de grandes navios, entre outros motivos. A única solução que eu vejo para o Tejo será um túnel, e Algés-Trafaria parece ser a solução mais cabal e lógica e a única que resolve o problema da saturação da 25 de Abril, sem colocar em cheque o próprio leito do rio. Por favor, informem-se aprofundadamente sobre os efeitos que mais uma ponte pode ter na sustentabilidade do porto de Lisboa. Não podemos, em nome de uma simples ponte, colocar em risco toda a actividade portuária da maior cidade do país!
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