É uma boa questão, de facto questionei esse mesmo princípio quando se fez a Casa da Musica (referida por ti). Acho que tem haver também com o lugar em si, mas também temos que ver o arquitecto em questão. Não somos arquitectos de renome…apenas alunos a quem ensinam o fundamental, o importante, e o lugar é sem dúvida um ponto essencial que limita o processo de projectar. Penso que devemos ter em conta aquela máxima de “cada macaco no seu galho”. Se soubermos ter em conta o valor do lugar e projectar nele (que é o mais difícil) então talvez nos seja, posteriormente, “aberta a porta” para projectar sobrepondo a nossa vontade ( o que para alguns seja errado). Já aqui se questionou noutro tópico de discussão, por exemplo, os projectos do Calatrava como exemplo disso mesmo. Na minha opinião esse arquitecto traduz genialidade em tudo o que faz, mas novamente o factor lugar é posto em causa bastantes vezes. É algo que de facto, faz pensar…