A tipologia de arquitectura utilizada tanto na Casa da Música do Porto, tanto no edifício de Coimbra, é bastante interessante, mas, na minha opinião, a arquitectura nunca deve ser aquilo que estes edificios representam, para além do valor estético. A Casa da Música do Porto é aquilo a que costumo chamar a arquitectura meteorito, que caiu ali como poderia ter caido em qualquer outro local de Portugal ou do mundo. È uma arquitectura desenraizada do local, que pouco ou nada vai buscar às origens e à envolvente, o que o torna um objecto icónico, o que não me parece que deva ser a arquitectura.
O edificio de Coimbr é bastante semelhante, mas como se costuma dizer, praticamente tudo o que se pensa para a realização de projectos tem influência de autores que consideramos os nossos mestres, e praticamente toda a arquitectura da actualidade vai buscar referências da arquitectura modernista de Mies Van der Rohe, Aalto, Corbusier ou de FRank Lloyd wright, entre outros. Por isso em vez de se criticar uma obra de arquitectura por ser semelhante a outra, dever-se-ia critica-la no sentido se é enraizada no local, se responde a todos os problemas propostos no programa e se é um ambiente arquitectónico confortável ou até mesmo fascinante. Compz