JVS Posted June 13, 2009 Report Posted June 13, 2009 Mais de uma década depois está quase pronto. Amado por uns e odiado por outros, eis a Casa da Música das Taipas. Onde teremos o maior auditório do concelho, mais uma pessoa que o Grande Auditório do CCVF. A obra terá um custo bastante elevado, noticias antigas que encontrei na net falavam em 55mil contos. Uma noticia mais recente, 2005, falava em 600mil € apenas para a "primeira fase" Deverá chegar ao Milhão se não me engano, mas tentarei saber mais sobre isso. Peditórios é o que não tem faltado... E a obra está a cargo da empresa J. Mendes Ribeiro. Localização: Avenida de Trajano Augusto, Caldas das Taipas, Portugal (maps.live) by smasher_marques http-~~-//i469.photobucket.com/albums/rr54/smasher_marques/paro.jpg Centro Paroquial Lourenço Nuno o autor do projecto “O coração da obra, é sem dúvida, o auditório”. É desta forma que Lourenço Nuno da Silva Mendes sintetiza a ideia principal que sustenta o projecto de Cons-rução do novo Centro Paroquial de Caldas das Taipas. O jovem arquitecto, natural de Longos, enfrenta com esta obra talvez o maior desafio da sua, ainda curta mas promissora, carreira como arquitecto. “É uma obra que vai certamente marcar o meu percurso como arquitecto, e isto porque estou perante uma construção que se afasta daquilo que é usual ver e sentir. Tenho já algumas obras por aí construídas e admiro-as a todas, não fosse eu pai delas, contudo, julgo que esta me irá surpreender pelas características demarcadas que irá apresentar.” Foi com entusiasmo evidente que ligou o computador e começou a percorrer o auditório, as salas de catequese, o palco, o coro e as diversas salas. Caminhou pelos diversos espaços como se, efectivamente, estivessem já construídos. “Quando faço uma obra gosto de caminhar por ela, conheço-a quase como se ela já existisse. Trata-se de um excelente exercício, podendo ser praticado em qualquer lugar...” Quanto à alma deste projecto, o auditório, que permitirá acolher oitocentas pessoas sentadas, aparecerá com uma certa inclinação. “Esta foi a forma de atenuar a volumetria e respeitar o monumento classificado, na medida em que a construção se encontra muito próximo de uma zona protegida pelo IPPAR”, justifica o arquitecto. A parte mais elevada do auditório, que corresponde à entrada principal do Centro Paroquial, estará virada para a rua que liga à parte posterior da igreja matriz e que é perpendicular à rua Padre Silva Gonçalves. No que se refere à cércea esta irá ser próxima da cércea do prédio existente. O auditório terá uma inclinação em direcção à rua Trajano Augusto, ficando a parte mais baixa ao nível da Ara de Trajano. Para além deste auditório que terá o acesso por meio de uma rampa de 4,70m. e por duas galerias laterais, existirá um segundo de dimensões bastante mais reduzidas, com capacidade para cerca de 80 pessoas. Por cima deste pequeno auditório localiza-se um piso constituído por 6 salas para a catequese. Por baixo do referido auditório, localiza-se um espaço que corresponde às 6 salas de catequese e tem acesso directo ao grande auditório pela parte de trás do palco. O efeito pretendido será mesmo o de “uma caixa semi-enterrada”. Para completar esse efeito, Lourenço Mendes defende que as paredes laterais e a cobertura deverão ser interpretadas como um todo e daí a necessidade de ser utilizado o mesmo tipo de material. Este cuidado deve-se ao facto de, tal como pode ser analisado numa das fotografias, haver a possibilidade de se ver a cobertura da referida “caixa” em toda a sua extensão se nos posicionarmos junto da entrada da igreja ou ainda se percorrermos o caminho de terra batida que envolve a Ara de Trajano. Um dos pontos que poderá merecer alguma discussão entre a população é o facto da cota em que aparecerá o auditório e que corresponderá à entrada principal, surgir ao nível dos 14 metros. A explicação dada pelo autor do projecto é simples e ao mesmo tempo revela a sua posição como arquitecto. Por um lado, defende o bem-estar das pessoas e, por outro, é notória a pretensão de ministrar uma certa dose de emoção. “Quando projecto uma obra, seja ela qual for, não pretendo a passividade das pessoas. A obra não pode ser apenas vista, ela deve ser para além do mais sentida, observada e questionada perante as opções tomadas, perante a sua forma. O meu objectivo como arquitecto é de provocar emoções, estas são sentidas por mim ainda na fase do esboço ou do projecto e desenvolvidas com a esperança de serem transferidas depois da obra construída para as pessoas. A frente do edifício poderá causar algumas paixões, mas entendo que a opção tomada tenha razão de ser. Espero que as pessoas que venham a utilizar o auditório, ao aproximarem-se, se sintam logo resguardadas, sintam que vão ser bem acolhidas. Aliás uma das características marcantes deste edifício é assente precisamente neste espaço exterior que ronda os 200 m2 e é coberto pelo volume que constitui o auditório. É um espaço que tem a particularidade de estar abrigado por um volume com 8 metros por 22,50 metros em suspensão. Em relação ao facto de o auditório apresentar uma inclinação, esta opção vai no sentido de inconscientemente dirigir as pessoas para a entrada principal convidando-as a entrar neste espaço.” O arquitecto finalizou a sua apresentação do projecto referindo que se trata de um trabalho de uma equipa, que só foi possível com o apoio e entusiasmo do Pe. Agostinho e que para a sua elaboração contou com a especial atenção do engenheiro da sua equipa, Joaquim Mendes Ribeiro. O edifício, para além de uma obra de arquitectura, será sem dúvida uma grande obra no domínio da engenharia civil. 2002-12-02 in http://reflexodigital.com/index.php?cat=5&item=1249&dir= http-~~-//i469.photobucket.com/albums/rr54/smasher_marques/paro2.jpg http-~~-//i469.photobucket.com/albums/rr54/smasher_marques/IMG_0256.jpg Fotografia de smasher_marques Topico baseado no seguinte Topico (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=885456) Quote
arklab Posted June 14, 2009 Report Posted June 14, 2009 Numa 1ª abordagem, o volume faz lembrar uma das moradias do ESM em Ponte de Lima. Mas gostaria de ver um corte esquemático para perceber a relaçãodo espaço interior com o terreno. Quote
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