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Parque Oriental abre em 2009

Primeira fase integra 10 hectares. Ainda não há prazo para restantes 71 hectares previstos
2008-12-30

HUGO SILVA

Adiado há muito anos, o Parque Oriental do Porto vai finalmente sair do papel. No próximo ano, abrem ao público os primeiros 10 hectares do espaço verde, revelou, ao JN, o vice-presidente da Câmara, Álvaro Castello-Branco.

"Será na zona mais alta do parque, junto a Gondomar", especificou o também vereador do Ambiente. Os trabalhos de construção da primeira fase do Parque Oriental representam um investimento que ronda um milhão de euros, acrescentou Álvaro Castello-Branco, lembrando que os serviços municipais também vão participar na empreitada.

O concurso público para a concretização da primeira fase do Parque Oriental - modelação de terreno, construção de caminhos e de muros - foi publicado ontem em "Diário da República". O prazo de execução é de quatro meses, sendo que a intervenção deverá começar ainda no primeiro trimestre de 2009. "O projecto é o do arquitecto Sidónio Pardal", assinalou Álvaro Castello-Branco, aludindo ao plano apresentado no Executivo em Julho de 2005.

O estudo de Sidónio Pardal, que também já tinha desenhado o Parque da Cidade, na zona ocidental do Porto, prevê uma área verde com 81 hectares, a maioria dos quais terá de alvo de processos de expropriação. Os 10 hectares que abrirão ao público durante o próximo ano pertencem ao Município, especificou, ao JN, Álvaro Castello-Branco. No total, a Autarquia detém 22 hectares.

O vice-presidente da Câmara referiu que o processo referente à construção das outras fases do Parque Oriental está a ser negociado. Conforme noticiou o JN, a Autarquia terá de expropriar cerca de 500 mil metros quadrados (50 hectares). A solução deverá passar por uma permuta, ou seja, os proprietários cedem as parcelas no interior do parque e ganham o direito de construir na bordadura da área verde. O estudo de Sidónio Pardal prevê 150 mil metros quadrados de frentes urbanas (vivendas e prédios com rés-do-chão com cinco pisos) para 4500 pessoas na zona a nascente do parque.

Sem contar com estes processos, a Câmara prevê investir 28 milhões de euros na construção do Parque Oriental. Ainda não há datas para as restantes fases.

O projecto elaborado por Sidónio Pardal prevê uma zona verde de características distintas do Parque da Cidade, com vegetação mais densa e pequenos núcleos rurais. Prevê-se, ainda, a preservação da Quinta da Revolta, a integração da ETAR do Freixo, a valorização do rio Tinto, zonas desportivas e um hipódromo.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1064630

  • 10 months later...
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Parque Oriental pronto para visita na Primavera

2009-11-09

CARLA SOFIA LUZ

Sidónio Pardal crê que em Abril será possível passear por 10 hectares .

Os muros de granito e de xisto são a peça mais marcante no terreno em Campanhã onde cresce o Parque Oriental do Porto. O arquitecto Sidónio Pardal acredita que o espaço verde estará pronto para uma primeira visita na Primavera.

É convicção do projectista, também o autor do Parque da Cidade portuense, que os primeiros 10 hectares do espaço verde estarão em condições de acolher visitantes entre Março e Abril do próximo ano. "Gostaria que já fosse aprazível para passar umas horas", explicou, ontem de manhã, Sidónio Pardal numa caminhada pelo local onde decorrem os trabalhos de modelação do terreno, na margem da Alameda de Azevedo e do Lugar do Casal. A entrada principal fica junto ao parque de estacionamento naquela alameda, nas traseiras do Lagarteiro.

As fachadas em mau estado do bairro são bem visíveis do caminho enlameado percorrido pelas cerca de 30 pessoas que, sem medo da chuva, responderam ao convite da associação ambientalista Campo Aberto. No futuro, desaparecerão do olhar dos utentes do parque. Serão tapadas pela vegetação, afiança Sidónio Pardal, que conduziu a visita. "Estamos a utilizar o material vegetal que existe no viveiro da Câmara do Porto. Têm centenas de árvores excelentes", apontou o arquitecto. Os carvalhos de folha caduca e os pinheiros mansos predominarão na paisagem entre outras espécies, nomeadamente os cedros, os sobreiros, as tílias, as camélias, os rododendros, as azáleas e as criptomérias japónicas. "É um trabalho muito artesanal", que não se limita á ideia colocada no papel. Todas as sexta-feiras, o arquitecto reúne com os responsáveis da obra para dar as indicações para a semana. Ao ver a evolução dos trabalhos no terreno, surgem novas ideias. Bom exemplo disso é a reabilitação das ruínas de uma antiga habitação agrícola do lugar do Casal que servirá de "casa de fresco para os utentes do parque".

Mas a velha moradia da família Mesquita, únicos habitantes deste lugar de Campanhã, deverá ser demolida. "Uma habitação sozinha no meio do parque não faz sentido, mas ainda não está decidido", esclareceu. Está prevista, contudo, a manutenção de alguns núcleos de habitações no perímetro do parque com a reconversão de alguns usos. Não haverá, por exemplo, lugar para estábulos.

Sidónio Pardal entende que a construção dos 40 hectares do Parque Oriental não deve ser feita muito depressa. "Se todo o parque ficar pronto dentro de 10 anos, já será muito bom", continua. A tarefa mais complicada será a despoluição do rio Tinto, que atravessa a área. Hoje, a linha de água está escondida num fosso com quatro metros de profundidade. O arquitecto quer colocá-la à vista dos utentes. "Vamos alargar o rio. Passará a ter entre oito a 15 metros de leito, conforme a largura do vale", concluiu.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1414116

Parque Oriental do Porto deverá ficar concluído "nos próximos 10 anos", arquitecto

De Ana Paula Martinho (LUSA) – 8 de Nov de 2009

Porto, 08 Nov (lusa) - O autor do projecto do futuro Parque Oriental do Porto, o arquitecto paisagista Sidónio Pardal, afirmou hoje que "seria muito bom" se o parque ficasse concluído nos "próximos dez anos".

"Um parque é uma coisa viva e está sempre em evolução e transformação, eu diria que se todo o parque estiver pronto nos próximos dez anos seria muito bom", afirmou Sidónio Pardal durante uma visita guiada ao local, promovida pela Associação Campo Aberto.

Contudo, Sidónio Pardal salientou que na "próxima Primavera, já deverá ser muito aprazível vir aqui passar umas horas", estimando que em Março/Abril estejam concluídos cerca de dez hectares do parque.

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

in http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gTm89qgeZa3Zar8KtSrjOMDug3Hw

  • 7 months later...
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Despoluição do rio Tinto é o "passo seguinte" no Parque Oriental

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, inaugurou hoje os primeiros 10 hectares do Parque Oriental da cidade, considerando que a despoluição do rio Tinto é “o passo seguinte mais relevante e importante” naquela nova zona verde.

O Parque Oriental do Porto, desenhado pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal (também responsável pelo Parque da Cidade), situa-se no Vale de Campanhã, na zona limítrofe do concelho do Porto com o de Gondomar, e deverá ter uma área total de cerca de 55 hectares.

Rui Rio afirmou esperar que a expansão do parque decorra “a um ritmo mais rápido” do que aquele que só hoje permitiu inaugurar esta parcela de verde, prometida e desejada há vários anos.

O autarca referiu que tem havido um esforço com outros municípios, designadamente com Gondomar, para a despoluição do rio Tinto.

O rio Tinto é considerado pelo arquiteto Sidónio Pardal como “o instrumento da orquestra” daquele parque.

“Trabalhar o rio”, disse o arquitecto, “é o desafio para os próximos anos”.

Sidónio Pardal considerou que quando o rio estiver despoluído este será, certamente, “o elemento fundamental do parque”.

Os moradores daquela zona que hoje decidiram marcar presença na inauguração do parque estavam satisfeitos com o trabalho ali realizado, que representa um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, mas mostraram-se preocupados com a segurança da zona.

Rui Rio afirmou aos jornalistas que a Polícia Municipal (PM) irá passar por aquele parque, à semelhança do que faz no parque da Cidade.

“Temos a Polícia Municipal que passa no parque Ocidental muitas vezes e vai agora passar por este. Aparentemente, agora é suficiente”, disse o autarca.

Rui Rio acrescentou ainda estar convencido que os moradores do bairro do Lagarteiro, vizinhos do parque, estão sensibilizados para preservar o espaço verde.

“Acredito que com a vigilância da PM as coisas estão equilibradas. Se for preciso mais, veremos a seu tempo”, frisou.

Quanto à próxima fase de expansão do parque, essa será a mais complicada, porque a Câmara terá que realizar expropriações.

“O executivo tem de adquirir terreno, fazer permutas com privados, porque o que é do município está tudo praticamente ocupado”, disse Rio, acrescentando estar prevista “alguma construção à volta” do espaço verde.

Nestes 10 hectares de parque, foram plantadas 850 novas árvores de diversas espécies.

Para o arquiteto paisagista, a “cidade tem no vale do rio Tinto um espaço com uma poética, com uma memória de paisagem rural que é sentida como algo que falta integrar no tecido urbano”.

“Nas últimas décadas houve naturalmente um declínio da actividade agrícola neste vale e é preciso fazer agora as transformações necessárias para integrar este espaço como um espaço nobre da cidade”, enalteceu Sidónio Pardal.

Para o responsável pelo desenho do parque, com apenas esta obra inicial é possível verificar que a população já está a usufruir do espaço.


Fonte: http://www.destak.pt/artigo/66206



Rui Rio inaugura hoje primeiros dez hectares do Parque Oriental do Porto

Rui Rio inaugura hoje os primeiros dez hectares do Parque Oriental do Porto, anunciou hoje fonte da autarquia.

Os dez hectares que o presidente da Câmara do Porto vai inaugurar representam um quinto da área total do parque, que é de aproximadamente 55 hectares, e localizam-se no extremo norte do vale do Rio Tinto.

O projecto é do arquiteto Sidónio Pardal (responsável pelo desenho do Parque da Cidade, na zona Ocidental do Porto) que em novembro do ano passado vaticinou que o parque pode demorar uma década a ficar pronto na sua totalidade.

"Um parque é uma coisa viva e está sempre em evolução e transformação, eu diria que se todo o parque estiver pronto nos próximos dez anos seria muito bom", afirmou então Sidónio Pardal durante uma visita guiada ao local, promovida pela Associação Campo Aberto a 08 de novembro de 2009.

O Parque Oriental situa-se no Vale de Campanhã, na zona limítrofe do concelho do Porto com o de Gondomar.

Trata-se de uma zona ainda com algumas características rurais, embora possua alguns núcleos urbanos.

A estrutura do novo espaço será idêntica à do Parque da Cidade, mas apresentará "características diferentes" ao nível da vegetação e à possibilidade de aproveitamento dos cursos de água, de que é exemplo o Rio Tinto.

Adiado durante vários anos, o equipamento tem um custo estimado de cerca de 1,2 milhões de euros e, de acordo com o vereador do Ambiente, Álvaro Castello-Branco, a próxima fase é a mais complicada, porque a grande maioria dos terrenos não são da autarquia.



Fonte: http://www.destak.pt/artigo/65979


Primeira fase do Parque Oriental foi hoje inaugurada
Os primeiros 10 hectares do Parque Oriental foram hoje inaugurados pelo Presidente da Câmara Municipal do Porto, num acto público que contou, igualmente, com a presença de Álvaro Castello-Branco, Vice-Presidente da autarquia e responsável pelo Pelouro do Ambiente, e ainda do arquitecto Sidónio Pardal, autor do projecto.


A parcela agora oficialmente aberta à população corresponde sensivelmente a um quinto da área total do Parque e a um investimento da ordem do milhão e meio de euros (sem contar com o valor dos terrenos e com os recursos do próprio município que para ali foram canalizados).

Para Rui Rio, a inauguração, ao fim de muitos anos, desta primeira fase do Parque Oriental constitui "um momento importante" para a cidade, em particular para uma zona urbana bastante carenciada e deprimida, como tem sido o caso da de Azevedo/Campanhã, onde o Parque está inserido.

A segurança e preservação deste espaço são questões que não preocupam particularmente o Presidente da CMP, que se mostrou convicto de que a população saberá cuidar de um espaço que é de toda a comunidade e que se encontra localizado nas imediações do Bairro do Lagarteiro, que em breve será alvo de profunda reabilitação.

"O comportamento das pessoas depende, também, e muito, da atenção que os poderes públicos lhes dispensam", observou o autarca. "Ora, se estamos aqui a dar-lhes essa atenção que elas merecem, com certeza que as pessoas saberão retribuir, preservando este espaço criado e construído com dinheiro público", adiantou.

Despoluição do Rio Tinto

é o passo seguinte

O processo de despoluição do Rio Tinto, que tem vindo a ser conduzido pela Águas do Porto , é um aspecto nuclear no desenvolvimento do Parque Oriental e que foi devidamente salientado quer pelo Presidente da Câmara, quer por Sidónio Pardal, autor do projecto.

"Perspectivar o futuro é continuar a despoluir o rio, um trabalho que tem vindo a ser efectuado pela empresa municipal Águas do Porto, mas que necessita, também, da colaboração de outros municípios, designadamente do de Gondomar", vincou Rui Rio.

Por seu lado, Sidónio Pardal chamou a atenção para necessidade da inserção do Parque Oriental na malha urbana do Porto.

"O Porto tem no vale do Rio Tinto um espaço com uma poética e com uma memória de paisagem rural, que é sentida como algo que falta integrar no tecido da cidade", referiu o arquitecto.

"Com esta simples obra, já pudemos assisitr à forma feliz como a população já se 'apropriou' do parque, mesmo antes da sua inauguração, com as crianças que ali já correm e brincam", notou.

A "sinfonia" e o "concerto"

Para o arquitecto paisagista, "nas últimas décadas assistiu-se a um declínio da actividade agrícola neste vale", o que, na sua óptica, implica agora promover e introduzir "as transformações necessárias com vista à sua integração, enquanto espaço nobre da cidade do Porto".

Convidado a explicar o que quis dizer ao afirmar que se o Parque da Cidade - cujo projecto também assinou - é uma sinfonia, este é um concerto, Sidónio Pardal foi claro em descodificar a metáfora.

"Num concerto, há sempre um determinado instrumento que prevalece. Há concertos para piano, para violino, etc. Neste caso do Parque, trata-se de um concerto para o rio", referiu.

"O vale e a estrutura do rio formam um elemento central do Parque Oriental, que ainda não está trabalhado, sendo por isso um desafio para os próximos anos, assim como a despoluição do rio Tinto, a cargo de uma equipa da empresa Águas do Porto, que tem trabalhado intensivamente para que nele voltem a existir trutas, como dantes acontecia", concluiu.

2010/06/07, 0 comentários

in http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/14630

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