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Qual a relação entre a MTV e a Arquitectura da Actualidade? Ambas têm a mesma filosofia de vida. Essencialmente andam os dois no mesmo caminho. Qual a diferença entre os músicos que aparecem na MTV e os arquitectos que surgem nas revistas? Nenhuma. Na SIC Radical vi a entrevista de um cantor reggae ultra ortodoxo judeu sobre a superficialidade, a profundidade e a sexualidade. O exterior que leva á sexualidade e o interior inexistente. Vemos nos dias de hoje imensas cantoras hip hop com os corpos quase desnudados a vender o corpo e umas quantas músicas giras de ouvir mas que na realidade não valem um tostão furado. O mesmo acontece com a arquitectura. Foca-se principalmente no exterior deixando de lado o interior com o argumento de o interior não interessa porque é semelhante aos outros. Portanto o exterior é que interessa. É uma questão de mostrar as maminhas, as pernas e principalmente as coxas para levar o habitante a ir para um interior que em principio já conhece. No caso da música a sexualidade transmitida tem um fruto que no fundo todos já sabem qual é e no fundo todos gostam. Mas na arquitectura terá que ser assim? Terá o habitante ficar fascinado com o exterior e perder a erecção quando entra no seu interior? Será correcto existir isto na arquitectura? Será correcto aceitar só os exteriores? Será o arquitecto um maquilhador de espaços interiores sem interesse? O que é o interior para os arquitectos dos dias de hoje. Será nada?

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Vi também essa entrevista de um novo guru do reggae + contemporâneo, Mastishayu:) [ Matishayu - Youth (2006) ]

>> O que sempre conclui desta questão sempre muito discutida é que apenas cabe a cada um de nós fazer essa distinção. Também como qualquer pessoa sou atraida por imagens, no entanto cabe a mim fazer o juízo se realmente se é o exterior que mais me seduz ou que é o interior que me acolhe, que mais peso tem.

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Não sei se percebi muito bem a questão que está na mesa, porque uma coisa é estudar os espaços interiores, o que eu faço sempre, porque no fundo a construção não é só exterior e tem de valer também pelo interior, e outra é desenhar o mobiliário e a decoração.. Se for o último ponto, é uma questão muito pertinente, porque não envolve só os arquitectos. Neste campo podemos incluir designers, arquitectos de interiores (seja lá isto o que for), decoradores (idem) e o próprio cliente... Pelo que vejo na minha curta experiência é que à muitos clientes que não querem (ou não pedem) que o arquitecto que lhes projecta a casa, desenhe também o interior... Há casos e casos, como é óbvio, mas posso dar alguns exemplos sobre isto: Em alguns casos o arquitecto pode dar-se ao luxo de em mais alguns dias desenhar móveis e a decoração em geral, noutros o próprio cliente quer ser o "autor" da decoração e há aqueles que acabam por contratar um "decorador", mas isso depende muito daquilo que o cliente quer, porque não vamos forçá-los a algo que à partida não lhes interessa... Outra coisa é o desenho dos espaços interiores, a sua configuração, acabamentos, etc. Isto na minha opinião faz parte do trabalho do arquitecto, porque passa por aí muito da idealização da proposta. Costumo dizer que é nos detalhes que se vê a boa arquitectura (e não sou só eu :s). Gosto de em qualquer sitio que vou, ir ao w.c. ver o cuidado que foi dado a esse local tantas vezes descorado, gosto de pensar nos detalhes, mas também reconheço que por vezes isso acaba por falhar... mas no fundo não depende só de mim... PS: Há um exemplo muito engraçado que saiu numa revista (penso que se chama AnArquitectura) à mais de um ano. É uma imagem de uma casa de cobertura plana, com linhas bem vincadas e aparência forte. Numa varanda o dono da casa resolveu meter uns balaustres de pedra todos recortados (provavelmente porque gosta daquilo), que dão um aspecto muito estranho à casa... A culpa também será do arquitecto que não terá feito o devido acompanhamento da obra, mas o cliente neste caso...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Não sei se percebi muito bem a questão que está na mesa, porque uma coisa é estudar os espaços interiores, o que eu faço sempre, porque no fundo a construção não é só exterior e tem de valer também pelo interior, e outra é desenhar o mobiliário e a decoração...


Eu falo de interior e lembram-se de decoração....:wall: . è isto que os profes andam a ensinar nas escolas e nas revistas.... arre chiça... o INTERIOR é o interior duma edificação sem qualquer toque do habitante. Neste thread é disso que eu me refiro. É o Interior projectado pelo arquitecto. É o interior da casca do ovo...

Penso que foi um erro terrivel terem aceite um curso de Arquitectura de Interiores porque vieram baralhar isto tudo. Hoje o interior é standard e o exterior e a invenção. Hoje qualquer edificio de habitação seja aqui seja na Cochichina o interior duma sala é igual. Porquê? Porque o Interior são so decoradores e os arquitectos de interiores que fazem.... opah!!!! .... então a arquitectura é o quê? É o arranjo exterior do invólucro?
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Não sei o porquê do :wall: ... Afinal acho que fiz bem a distinção entre o que é o arranjo interior do edifício e a decoração...

Para mim é impensável conceber apenas o exterior do edifício...
Por um lado é no interior que se vive, é dele que se espera que sirva a função a que o edifício é destinado... é o mesmo que um carro, que pode ser exteriormente muito bonito, mas se o interior não for pensado e estudado...
Por outro lado, as opções que se tomam no que ao exterior diz respeito, condicionam o espaço interior, e vice-versa, pelo que não é possivel pensar num sem o outro...

Por mim falo, consciente de que em alguns casos não será assim, mas quando estou a trabalhar num espaço, gosto de imaginar como é que espaço vai ser vivido, como é que o mobiliário vai/pode ser distribuido pelo espaço, ajudando a organizá-lo...

Faz-me uma confusão imensa ver desenhos rigorosos em revistas e livros sem o mobiliário, porque apesar de poder gerar confusão quando se reduz a escala do desenho, perde-se informação e a leitura torna-se mais difícil...
Pior ainda é quando além disso, a legenda está nessa mesma escala reduzida, ou simplesmente não existe... porque aí é que não se percebe nada...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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