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Este dia 10 de Setembro de 2008 será certamente um dia importante para a humanidade. Muito do que nos ensinaram na escola pode a partir deste dia ser posto em causa... no fundo sinto-me como aqueles que pensavam que a terra era plana a ouvir as supostas "baboseiras" do Copérnico...

O LHC do CERN, a tal máquina gigantesca, com 27Km de diâmetro, que pode mudar a forma como a Física é encarada e provar o erro de algumas verdades que até agora eram tidas como absolutas, estreou-se às 7:30 GMT desse dia, e ao contrário do que era defendido por alguns, o mundo não foi destruído, o que pode ser encarado como um "alívio", mas não é sobre isto que fui levado a escrever este tópico.

Nesse mesmo dia 10 de Setembro, uma notícia publicada no Público on-line parece querer rivalizar com com este feito da humanidade e no fundo não vi nos restantes meios informativos o destaque que tal notícia merece. É certo que a revelação mundial não foi neste dia, mas não deixa de ser significativo que tenha sido publicada em Portugal exactamente na mesma data do início do funcionamento do LHC.
Todos aprendemos na escola que o homem deixou de ser nómada (caçador/recolector) para se sedentarizar e dedicar à agricultura como forma de melhorar a sua alimentação, e quem é que iria pensar que isso pode ser mentira?
Pelos vistos à alguém na Alemanha que acha que pode...


Um combate de teorias à espera de comprovação:

Quem sabe se não é o LHC que vai a ajudar a provar a teoria deste alemão?...

A teoria é defendida por um biólogo alemão
Foi “para beber cerveja e embriagar-se” que o homem se tornou agricultor

Há dez mil anos ocorreu a chamada revolução do neolítico, quando os seres humanos se tornaram sedentários e começaram a cultivar a terra. Uma nova teoria defende que o homem se tornou agricultor “para beber cerveja e embriagar-se”, contrariando a ideia que tinha sido a procura de uma melhor alimentação o motivo da mudança.

A teoria é da autoria do biólogo e historiador natural alemão, Josef H. Reichholf, e vem publicada no seu livro “Por que é que os homens se tornaram sedentários?”, lançado na Alemanha. A obra explica as causas da revolução que mais tarde estaria na origem dos povos e das religiões.

Josef H. Reichholf parte do pressuposto que “quando os caçadores recolectores abandonaram a sua forma de vida e alimentação tradicional teria que ter uma vantagem inicial”. No princípio, sublinha, “o cultivo de plantas não trouxe nenhuma vantagem visível para a sobrevivência”.

Por esse motivo, o cientista alemão considera que a teoria até hoje defendida, que a humanidade começou a cultivar plantas, abandonou a vida nómada e se estabeleceu de maneira permanente num sítio para se alimentar melhor, está totalmente errada.

Segundo o mesmo livro, as colheitas iniciais eram demasiado reduzidas e o cultivo da terra muito trabalhoso, o que implica que a sobrevivência não podia ser garantida em exclusivo através da agricultura. Josef H. Reichholf defende que o homem do período neolítico continuou a caçar e a ser recolector para subsistir.

"A agricultura surgiu de uma situação de abundância"

Outra das teorias criticada no livro do biólogo alemão é a que indica que nas primeiras regiões onde a humanidade se fixou, situadas entre o Egipto e a Mesopotâmia (actuais zonas não desérticas do território do Iraque), havia pouca caça e muita vegetação.

Josef H. Reichholf diz que essa teoria é absurda ao pressupor que uma zona com muita vegetação possa ao mesmo tempo não ter animais selvagens. O cientista sublinha que “era totalmente diferente” e que a caça não escasseava.

Para o biólogo “a agricultura surgiu de uma situação de abundância” e assegura que “a humanidade experimentou o cultivo dos cereais e usou os grãos como complemento alimentar. A intenção incial não era fazer pão, mas antes fabricar cerveja através da fermentação”.

As declarações de Josef H. Reichholf foram registadas durante a apresentação do seu livro, onde o cientista alemão fez questão de frisar que a humanidade sempre sentiu necessidade de alcançar estados de embriaguez com drogas naturais que lhe “transmitem a sensação de transcendência, de abandono do próprio corpo”.

A importância dos xamãs

Na teoria agora apresentada, os xamãs, espécie de líderes espirituais que entram em transe e manifestam poderes sobrenaturais e invocam espíritos da natureza, teriam tido um papel de destaque na revolução neolítica. Seriam eles que conheceriam os feitos e as dosagens das drogas, ou seja, do álcool, cogumelos e plantas, tomados durante as cerimónias de carácter religioso.Josef H. Reichholf destaca a importância que a cerveja e o vinho terão tido no fomento do sentido de unidade de um povo ou de uma tribo.

Da mesma maneira, defende que o pão só começou a produzir-se quando se conseguiu cultivar cereais em abundância. O cientista sublinhou que a fermentação é um processo mais antigo, “a capacidade de fermentar cerveja não foi algo espontâneo. A humanidade já conhecia antes o processo fermentação da fruta”.



Link:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342273

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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