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Habitação humanizada


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Habitação humanizada



editor: LNEC
data da publicação: 2007
preço: € 55,00
n.º páginas: 590
formato: 21,0 x 29,5
ISBN 978-972-49-2120-4


O presente programa de investigação do LNEC foi desenvolvido para ser apresentado no
âmbito de uma candidatura à prestação de provas públicas a realizar para obtenção do título de
habilitado para o exercício de funções de coordenação científica.
Este programa de investigação refere-se à ampla e muito interessante temática da Habitação
Humanizada, integra-se na área científica da arquitectura e do urbanismo, inclui uma síntese
dos conhecimentos existentes sobre o tema, apresenta e comenta as matérias que já têm sido
tratadas neste tema e tenta apontar, sistematicamente, os problemas em aberto; aspectos
estes desenvolvidos nas Partes I, II e III do trabalho, sendo que na Parte III são desenvolvidos,
em sete capítulos, sete “projectos” de estudo que integram a grande área temática da
habitação humanizada, cada um deles, naturalmente, estruturado com alguma autonomia e
com uma ampla base bibliográfica própria.
Sequencialmente e em estreita relação com as temáticas mais específicas desenvolvidas e
aprofundadas nos sete capítulos/“projectos” de conteúdo que integram a Parte III do trabalho,
desenvolve-se, na sua Parte IV, em primeiro lugar, um programa de estudos pormenorizados,
cobrindo os sete “projectos” considerados, e relativos a alguns dos problemas identificados no
desenvolvimento do trabalho; estudos estes que visam, sistematicamente, o enquadramento de
jovens licenciados nas diversas áreas ligadas aos projectos e que contemplam, em alguns
casos, a apresentação de linhas-mestras de planos de teses de mestrado ou de doutoramento
que podem ser desenvolvidas no âmbito das áreas dos diversos projectos.
Finalmente, e ainda na Parte IV, apresenta-se e estrutura-se um programa ou leque conjugado
de actividades na área da pós-graduação e da formação complementar nestas matérias da
habitação humanizada, incluindo-se, aqui, designadamente, as propostas de programas de um
seminário de especialização e de uma cadeira de mestrado nestas temáticas, mas também
uma série de outras actividades diversificadas no domínio da formação/informação
especializada nestas áreas, com destaque para programas editoriais e de formação e
sensibilização, com recurso a diversos meios e associando iniciativas internas e externas ao
LNEC.
O desenvolvimento de uma habitação humanizada, com o sentido amplo de um habitar
positivamente marcado pelo Homem e positivamente influenciador da sua vida individual,
gregária e cívica, deveria ser uma exigência básica numa sociedade que preze o seu passado
e vise um futuro com valia solidária e cultural. Nesse sentido e após uma introdução à
importância de um habitar humanizado e de uma aproximação à humanização do habitar,
considerando desejo, teoria e realidade, apontam-se as seguintes áreas temáticas:


Escalas e tempos do habitar: A habitação que está também na rua e está também na praça,
e as deve marcar subtilmente, e se não estiver é porque não se está a habitar a cidade e não
se estando a habitar a cidade estão a criar-se problemas. O habitar tem de ser cumprido como
um verdadeiro programa existencial — e afinal até onde ele não deve ir como espaço cuidado e
humanizado?


Humanidades e habitar: As afinidades e as pontes entre o habitar e as humanidades; afinal,
como refere Eduardo Prado Coelho: “Há alguma coisa nessa actividade, que é o filosofar, que
tem alguma afinidade com o caminhar”. A constante e diversificada reflexão sobre os conceitos
fundamentais da (re)invenção do abrigo e da definição e apropriação de espaços delimitados e
protectores.


Habitar cidades amigas: Passar a considerar as cidades como sistemas amigos dos humanos
e designadamente daqueles mais sensíveis e desprotegidos em matérias como a segurança, a
acessibilidade e a funcionalidade. Mas as cidades devem ser também amigáveis e estimulantes
em termos de convívio e de riqueza cultural.


História e tipologias do habitar: Uma tipologia formal e funcionalmente rica, que seja
historicamente consistente, caracterizada por uma perspectiva por um lado extremamente
ligada à prática dos habitares e dos sítios habitados, e, por outro lado, muito “construtiva ou
orgânica”, solta de preconceitos, mas que integra a experiência da história do habitar.


Desenho do habitar: O habitar projectado tem de ser não apenas funcional, confortável e
adequado a cada situação, mas também estimulante, e nesta matéria designável como “forma
convidativa”, a forma que possui mais afinidade com as pessoas.


Habitar integrado: Reflecte-se sobre os diversos temas ligados à importância do reforço da
integração cívica e física, privilegiando-se a vitalização e o construir no construído, seja na
perspectiva de um habitar humanizado, seja na fundamental opção de requalificação do espaço
urbano e paisagístico.


Natureza, cidade e lugar habitados: Aborda-se uma perspectiva ecológica e humana ampla,
que considera a importância do lugar, como sítio específico e com identidade específica, e da
protecção e do protagonismo da natureza e do verde urbano.
Descritores: Habitação / Habitat / Qualidade de vida / Programa de investigação / PT


Autoria: COELHO, A. Baptista

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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