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Ribeiro Teles fala em “incompetência”

A prioridade na capital passa por ter um plano de escoamento das águas superficiais, defende o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, que ainda deixa críticas a várias autarquias.
A posição surge depois do anúncio da Câmara Municipal de Lisboa de que pretende, em breve, introduzir um plano de drenagem para solucionar este tipo de problemas.

Para Ribeiro Teles, em declarações à Renascença, a cidade precisa de um plano de escoamento das águas superficiais, por isso há que apostar na recuperação a céu aberto de muitos dos leitos de cheia e de cursos de água que abundam na área metropolitana.

“Não é drenar-se, não é meter mais canos ou criar situações artificiais é recuperar todo o problema de circulação de água com uma base natural”, sublinha.

O arquitecto atribui ainda total responsabilidade às câmara municipais da Grande Lisboa pelo cenário que se repete sempre que chove com maior intensidade.

Na sua opinião, as autarquias têm planos de ordenamento do território completamente "obsoletos”, que necessitam de uma revisão, onde se deveria considerar vários elementos fundamentais da paisagem.

“Estão na gaveta de vários municípios planos verdes e ecológicos. Há uma incompetência. O que se faz é urbanizar de forma saloia – ocupando territórios que não deviam”, advoga.


Cx


in RR
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Ribeiro Teles fala em “incompetência”

A prioridade na capital passa por ter um plano de escoamento das águas superficiais, defende o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, que ainda deixa críticas a várias autarquias.
A posição surge depois do anúncio da Câmara Municipal de Lisboa de que pretende, em breve, introduzir um plano de drenagem para solucionar este tipo de problemas.

Para Ribeiro Teles, em declarações à Renascença, a cidade precisa de um plano de escoamento das águas superficiais, por isso há que apostar na recuperação a céu aberto de muitos dos leitos de cheia e de cursos de água que abundam na área metropolitana.

“Não é drenar-se, não é meter mais canos ou criar situações artificiais é recuperar todo o problema de circulação de água com uma base natural”, sublinha.

O arquitecto atribui ainda total responsabilidade às câmara municipais da Grande Lisboa pelo cenário que se repete sempre que chove com maior intensidade.

Na sua opinião, as autarquias têm planos de ordenamento do território completamente "obsoletos”, que necessitam de uma revisão, onde se deveria considerar vários elementos fundamentais da paisagem.

“Estão na gaveta de vários municípios planos verdes e ecológicos. Há uma incompetência. O que se faz é urbanizar de forma saloia – ocupando territórios que não deviam”, advoga.


Cx


in RR
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O urbanismo saloio é e foi provocado pelos interesses imobiliários, que por sua vez são provocados pelo abandono do interior do pais procurando melhores condições de vida na cidade. Se as grandes empresas construtoras não tivessem clientes para as casas não as fariam. Há muitos anos que se fala do país a duas velocidades, no entanto continua-se a fechar serviços públicos nas localidades do interior, alegando falta de condições. A politica correcta seria criar condições nos serviços que foram fechados para contribuir para a fixação de população, em vez de por os fecharem se continuar a contribuir para o êxodo rural e a sobrelotação das cidades, originando, como disse, a necessidade de construção desenfreada de prédios, estradas, praças públicas, etc. contribuindo para a dramática impermeabilização do solo, que aliado à problemática que o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles denuncia, provoca estas enchentes. Os erros de hoje são os mesmos de há 30 anos.

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O urbanismo saloio é e foi provocado pelos interesses imobiliários, que por sua vez são provocados pelo abandono do interior do pais procurando melhores condições de vida na cidade. Se as grandes empresas construtoras não tivessem clientes para as casas não as fariam. Há muitos anos que se fala do país a duas velocidades, no entanto continua-se a fechar serviços públicos nas localidades do interior, alegando falta de condições. A politica correcta seria criar condições nos serviços que foram fechados para contribuir para a fixação de população, em vez de por os fecharem se continuar a contribuir para o êxodo rural e a sobrelotação das cidades, originando, como disse, a necessidade de construção desenfreada de prédios, estradas, praças públicas, etc. contribuindo para a dramática impermeabilização do solo, que aliado à problemática que o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles denuncia, provoca estas enchentes. Os erros de hoje são os mesmos de há 30 anos.

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E esta é a capital de Portugal :) que belo exemplo. Se deixamos isto acontecer na capital imaginem no resto do país. Por acaso no norte não tem chovido praticamente nada só uns pingos na segunda feira. Parece que estamos em dois mundos diferentes. Penso nas centenas de turistas que andam por Lisboa e viram esse espectaculo todo. Que boa impressão...

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E esta é a capital de Portugal :) que belo exemplo. Se deixamos isto acontecer na capital imaginem no resto do país. Por acaso no norte não tem chovido praticamente nada só uns pingos na segunda feira. Parece que estamos em dois mundos diferentes. Penso nas centenas de turistas que andam por Lisboa e viram esse espectaculo todo. Que boa impressão...

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João, a questão são também as imensas urbanizações das cidades dormitório, com as suas imensas caves, a impermeabilizar o solo e a mudar o curso dos rios subterrâneos... no portugal fora capital essa questão (ainda) não é tão grave...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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João, a questão são também as imensas urbanizações das cidades dormitório, com as suas imensas caves, a impermeabilizar o solo e a mudar o curso dos rios subterrâneos... no portugal fora capital essa questão (ainda) não é tão grave...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Debaixo de água
MIGUEL A. LOPES/LUSA



Começo por intimar a memória. Uma outra história, ligeiramente diferente da que testemunhamos agora. Talvez seja essa a derradeira esperança, o último alento conceber o presente como um sucedâneo mais estimável, apesar de tudo, do que foi, do que aconteceu e do que quase desapareceu nas escuridões e cesuras selectivas do passado.
Nas horas crepusculares do dia 25 de Novembro de 1967, entre as 19.00 e as 24 horas, uma calamidade desceu sobre a cidade de Lisboa e os seus arrabaldes. Cinco horas de chuvas torrenciais, diluvianas, que transformaram Lisboa e arredores num mundo declinado do Apocalipse de João.
A veemência das chuvadas e a ascensão infrene das águas entravaram a capacidade de escoamento de ribeiras, sarjetas e esgotos; em consequência, casas, estradas, pontes, carros, animais e pessoas baquearam diante da amarra devastadora da tempestade. Lisboa desfigurou-se e achou-se irreconhecível, as zonas mais baixas e as avenidas de Ceuta e da Índia submergiram num abismo de água e lama, na Praça de Espanha e na Avenida da Liberdade os excepcionais meios de transporte eram barcos. As localidades da bacia do rio Trancão (Urmeira, Patameiras, Frielas e Póvoa de Santo Adrião), Odivelas ou Bucelas foram severamente afectadas. Os bairros de lata, particularmente, soçobraram perante o furor das chuvas.
Para além da contagem "oficial", ficcionada e adulterada pelo regime de António de Oliveira Salazar, estima-se que morreram mais de sete centenas de pessoas e que mais de mil ficaram sem casa para morar.
Quarenta anos depois, a Área Metropolitana Lisboa amanheceu debaixo de água (permitam-me o exagero semântico). Na noite e madrugada de segunda-feira passada choveu mais que o normal (coisa nunca vista em mês de Inverno) e as águas tomaram a cidade como refém. As cheias dos últimos dias comparam-se mal com as de 1967. Há mortes a lamentar mas muitíssimo menos. Os danos materiais são incomparavelmente menores.
Podemos descansar sobre a ideia de que algo mudou desde então. O planeamento urbano, o desaparecimento dos bairros de lata e o aperfeiçoamento técnico das construções, por exemplo, tiveram como efeito uma considerável diminuição do arbitrário essencial a discricionariedade da natureza.
E, no entanto, as cheias repetem-se sempre que chove mais do que é devido ou conveniente. O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles vem denunciando de forma reiterada a calamidade que subjaz a construção desenfreada em leitos de cheia. A densidade urbanística nos vales do Trancão, do Jamor, de Odivelas ou da Laje cresceu de forma exponencial. Por outro lado, a impermeabilização dos solos aumentou drasticamente. Subsistem, pois, ao contrário do que afirma o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, algumas pré-condições de cheia dependentes do ordenamento do território.
Não esqueçamos, porém, que a negligência que as autarquias dispensam à manutenção de esgotos, valas e canalizações é explícita. A chuva apenas torna perceptível o desleixo e a imprevidência o lixo acumula-se, as ribeiras agigantam- -se para além das margens naturais, os esgotos entopem.
A acídia - a negligência - enforma o falhanço dos homens. Claro que, no fim do dia, depois de contabilizados os prejuízos, é mais fácil culpar o aquecimento global e esquecer as responsabilidades.


www.daedalus-pt.blogspot.com
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Debaixo de água
MIGUEL A. LOPES/LUSA



Começo por intimar a memória. Uma outra história, ligeiramente diferente da que testemunhamos agora. Talvez seja essa a derradeira esperança, o último alento conceber o presente como um sucedâneo mais estimável, apesar de tudo, do que foi, do que aconteceu e do que quase desapareceu nas escuridões e cesuras selectivas do passado.
Nas horas crepusculares do dia 25 de Novembro de 1967, entre as 19.00 e as 24 horas, uma calamidade desceu sobre a cidade de Lisboa e os seus arrabaldes. Cinco horas de chuvas torrenciais, diluvianas, que transformaram Lisboa e arredores num mundo declinado do Apocalipse de João.
A veemência das chuvadas e a ascensão infrene das águas entravaram a capacidade de escoamento de ribeiras, sarjetas e esgotos; em consequência, casas, estradas, pontes, carros, animais e pessoas baquearam diante da amarra devastadora da tempestade. Lisboa desfigurou-se e achou-se irreconhecível, as zonas mais baixas e as avenidas de Ceuta e da Índia submergiram num abismo de água e lama, na Praça de Espanha e na Avenida da Liberdade os excepcionais meios de transporte eram barcos. As localidades da bacia do rio Trancão (Urmeira, Patameiras, Frielas e Póvoa de Santo Adrião), Odivelas ou Bucelas foram severamente afectadas. Os bairros de lata, particularmente, soçobraram perante o furor das chuvas.
Para além da contagem "oficial", ficcionada e adulterada pelo regime de António de Oliveira Salazar, estima-se que morreram mais de sete centenas de pessoas e que mais de mil ficaram sem casa para morar.
Quarenta anos depois, a Área Metropolitana Lisboa amanheceu debaixo de água (permitam-me o exagero semântico). Na noite e madrugada de segunda-feira passada choveu mais que o normal (coisa nunca vista em mês de Inverno) e as águas tomaram a cidade como refém. As cheias dos últimos dias comparam-se mal com as de 1967. Há mortes a lamentar mas muitíssimo menos. Os danos materiais são incomparavelmente menores.
Podemos descansar sobre a ideia de que algo mudou desde então. O planeamento urbano, o desaparecimento dos bairros de lata e o aperfeiçoamento técnico das construções, por exemplo, tiveram como efeito uma considerável diminuição do arbitrário essencial a discricionariedade da natureza.
E, no entanto, as cheias repetem-se sempre que chove mais do que é devido ou conveniente. O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles vem denunciando de forma reiterada a calamidade que subjaz a construção desenfreada em leitos de cheia. A densidade urbanística nos vales do Trancão, do Jamor, de Odivelas ou da Laje cresceu de forma exponencial. Por outro lado, a impermeabilização dos solos aumentou drasticamente. Subsistem, pois, ao contrário do que afirma o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, algumas pré-condições de cheia dependentes do ordenamento do território.
Não esqueçamos, porém, que a negligência que as autarquias dispensam à manutenção de esgotos, valas e canalizações é explícita. A chuva apenas torna perceptível o desleixo e a imprevidência o lixo acumula-se, as ribeiras agigantam- -se para além das margens naturais, os esgotos entopem.
A acídia - a negligência - enforma o falhanço dos homens. Claro que, no fim do dia, depois de contabilizados os prejuízos, é mais fácil culpar o aquecimento global e esquecer as responsabilidades.


www.daedalus-pt.blogspot.com
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Lisboa: Ribeiro Telles defende manutenção das ribeiras e pequenas barragens para prevenir cheias
Lisboa, 11 Mar (Lusa) - A manutenção das ribeiras e a construção de pequenas barragens de retenção das águas são soluções "baratas" propostas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles para prevenir cheias em Lisboa, na véspera da discussão do plano de drenagem da cidade.

"Defendo a recuperação das ribeiras e a retenção a céu aberto das linhas de água através de pequenas barragens", afirmou à Lusa Gonçalo Ribeiro Telles.

O executivo municipal vai discutir o Plano de Drenagem de Lisboa na quarta-feira e decidir se a equipa do consórcio Chiron/Engidro/Hidra tem "luz verde" para desenvolver as soluções para a rede de saneamento da capital, com um custo estimado em 140 milhões de euros.

As soluções técnicas apontadas passam pela construção de quatro grandes reservatórios e de um túnel entre a Almirante Reis e Santa Apolónia.

Gonçalo Ribeiro Telles escusou-se a comentar as soluções propostas, por desconhecer o plano, mas adiantou que a "manutenção das ribeiras, a céu aberto, e não como canalizações, é uma solução barata" para a prevenção de cheias.

A construção de uma bacia de retenção à saída de Amadora é outra das soluções propostas pelo arquitecto paisagista para acabar com as frequentes inundações na zona de Alcântara.

O plano de drenagem, que foi apresentado a semana passada, aponta para a construção de um "túnel de um quilómetro, com profundidade de 65 metros, entre o Martim Moniz e Santa Apolónia, conforme expôs o engenheiro José Saldanha Matos, da Hidra.

Esta é uma solução de "transvase" proposta devido à impossibilidade de se fazer um reservatório naquela zona.

O plano propõe também a construção de quatro grandes reservatórios "para atenuação dos caudais máximos", construção ou reconstrução de colectores com falta de capacidade de escoamento, aumento da capacidade elevatória da zona ribeirinha, entre outras medidas.

Na bacia de Alcântara, é proposta a construção de um reservatório na zona de Benfica - Campolide, e de um outro no ramal das Avenidas Novas.

É também proposta a construção de quatro comportas, junto ao centro comercial Fonte Nova, junto ao largo General Sousa Brandão, junto à rua Inácio de Sousa e em São Domingos de Benfica.

A construção de reservatórios no Intendente, no Vale de Chelas e na zona da Avenida de Berlim e Infante D. Henrique, são outras intervenções propostas.

O Plano de Drenagem de Lisboa é o primeiro plano geral de saneamento da capital dos últimos 40 anos, depois dos estudos de Arantes e Oliveira, em 1941, e Pedro Celestino da Costa, em 1955.
ACL.

Lusa/Fim.

in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=332314&visual=26

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Cheias: Ribeiro Telles defende manutenção das ribeiras

A manutenção das ribeiras e a construção de pequenas barragens de retenção das águas são soluções «baratas» propostas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles para prevenir cheias em Lisboa, na véspera da discussão do plano de drenagem da cidade.


«Defendo a recuperação das ribeiras e a retenção a céu aberto das linhas de água através de pequenas barragens», afirmou à Lusa Gonçalo Ribeiro Telles.

O executivo municipal vai discutir o Plano de Drenagem de Lisboa na quarta-feira e decidir se a equipa do consórcio Chiron/Engidro/Hidra tem «luz verde» para desenvolver as soluções para a rede de saneamento da capital, com um custo estimado em 140 milhões de euros.

As soluções técnicas apontadas passam pela construção de quatro grandes reservatórios e de um túnel entre a Almirante Reis e Santa Apolónia.

Gonçalo Ribeiro Telles escusou-se a comentar as soluções propostas, por desconhecer o plano, mas adiantou que a «manutenção das ribeiras, a céu aberto, e não como canalizações, é uma solução barata» para a prevenção de cheias.
A construção de uma bacia de retenção à saída de Amadora é outra das soluções propostas pelo arquitecto paisagista para acabar com as frequentes inundações na zona de Alcântara.


O plano de drenagem, que foi apresentado a semana passada, aponta para a construção de um «túnel de um quilómetro, com profundidade de 65 metros, entre o Martim Moniz e Santa Apolónia, conforme expôs o engenheiro José Saldanha Matos, da Hidra.

Esta é uma solução de »transvase« proposta devido à impossibilidade de se fazer um reservatório naquela zona.

O plano propõe também a construção de quatro grandes reservatórios »para atenuação dos caudais máximos«, construção ou reconstrução de colectores com falta de capacidade de escoamento, aumento da capacidade elevatória da zona ribeirinha, entre outras medidas.

Na bacia de Alcântara, é proposta a construção de um reservatório na zona de Benfica - Campolide, e de um outro no ramal das Avenidas Novas.
É também proposta a construção de quatro comportas, junto ao centro comercial Fonte Nova, junto ao largo General Sousa Brandão, junto à rua Inácio de Sousa e em São Domingos de Benfica.


A construção de reservatórios no Intendente, no Vale de Chelas e na zona da Avenida de Berlim e Infante D. Henrique, são outras intervenções propostas.

O Plano de Drenagem de Lisboa é o primeiro plano geral de saneamento da capital dos últimos 40 anos, depois dos estudos de Arantes e Oliveira, em 1941, e Pedro Celestino da Costa, em 1955. Diário Digital / Lusa

in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=322725&page=2

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