JVS Posted January 9, 2008 Report Posted January 9, 2008 As estações portuguesas do comboio de alta velocidade (TGV) poderão, à semelhança das francesas, acolher hotéis e centros comerciais. Com esta “venda” aos privados, as próprias estações vão ajudar a construir a rede de alta velocidade em Portugal.O modelo de negócio proposto pelo Governo aos financiadores passa por “rentabilizar” as estações de comboio de alta velocidade, “senão todas pelo menos as mais importantes, como as de Lisboa e Porto”, apurou ontem o Correio da Manhã.Trata-se de uma solução que tem em conta também a intermodalidade – a ligação a um ou mais meios de transporte – com a consequente circulação de milhões de passageiros.Inédito em Portugal, este modelo de negócio já existe em França, com a estação e o Aeroporto de Lyon, por exemplo, a dividir o espaço, concentrando-se as áreas comerciais da gare antes do ‘check in’.Neste formato, o projecto de alta velocidade torna-se mais “apetecível” para os financiadores e, do ponto de vista do Governo, as estações tornam-se elas próprias fonte de receitas para o projecto, apoiado também pela União Europeia, indo ainda ao encontro da própria resolução do Conselho de Ministros relativo ao TGV, que data de Maio último, que afirma que “a utilização de soluções inovadoras com o sector privado deverá assegurar a partilha adequada de benefícios e riscos com o sector público”. Entretanto, a localização das estações continua em estudo, tal como as própria entradas e saídas do TGV nas cidades.Aeroporto, Entrecampos, Olivais e Estação do Oriente são as hipóteses consideradas para a cidade de Lisboa, apurou ainda o CM.A Estação de Oriente, que já tinha sido descartada, voltou a estar em cima da mesa, tal como a recuperação da travessia do Tejo pela Ponte 25 de Abril, uma solução mais económica do que a construção de uma nova ponte (Chelas-Barreiro). A Estação do Oriente é, segundo apurámos junto de especialistas, uma das soluções mais complexas. Uma construção à superfície implica uma mudança radical no tecido urbano de Moscavide. Por outro lado, uma solução subterrânea exigirá a construção a uma quota negativa, abaixo do leito do rio, ou seja, por baixo de Metropolitano de Lisboa.O TGV na Estação do Oriente encaixa na opção agora mandada estudar pelo ministro dos Transportes, António Mexia, da travessia do Tejo pela Ponte 25 de Abril, cujo estudo deverá entretanto ficar concluído até ao final do ano. Para não falar no facto de já ter as ligações à ferrovia tradicional e ao Metro asseguradas. Uma estação no Aeroporto implicaria, por seu turno, a ligação aos transportes urbanos, o que poderia ser assegurado por uma linha de Metro. O custo do prolongamento do Metro ao aeroporto é visto como “desprezível” face ao investimento da alta velocidade, explicou um especialista.Para além das estações e da travessia do Tejo, está ainda em causa o aproveitamento da Linha do Norte. 54 MILHÕES EM PIDDACA primeira fase do projecto do TGV conta, no âmbito do PIDDAC, com verbas da ordem dos 54 milhões de euros para 2005, dos quais 28,6 serão assegurados por verbas nacionais. O investimento global na construção da rede ferroviária de alta velocidade deverá rondar os 12,5 mil milhões de euros para os cinco eixos aprovados em Conselho de Ministros: Lisboa – Porto, Lisboa – Madrid, Porto – Vigo, Aveiro – Salamanca e Faro – Huelva. Estas soluções foram apresentadas no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, realizada em Novembro de 2003, na Figueira da Foz. É visto como um projecto fundamental que que deverá vir a inverter a tendência decrescente registada no transporte ferroviário na última década. As expectativas são as de que, em 2025, o transporte ferroviário atinja uma quota de mercado de 28 por cento nos trajectos que ofereçam alta velocidade. NOTASVELOCIDADEA grande vantagem do TGV é a velocidade de circulação, que pode atingir os 350 quilómetros por hora. Com estas marcas, o transporte ferroviário passa não só a competir com o rodoviário mas também com o aéreo.PRIMEIRA LIGAÇÃOAs duas primeiras cidades a serem ligadas pelo TGV serão Porto e Vigo. A cidade galega estará, a partir de 2006, apenas a 40 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A ligação deverá custar 1367 milhões de euros e transportar 2,1 milhões de passageiros. LISBOA-PORTOA ligação entre as duas principais cidades do País só está prevista para 2013. De acordo com a resolução em Conselho de Ministros, o horizonte temporal prevê a construção de uma linha dedicada à alta velocidade. Espera-se que vá custar 1367 milhões de euros. CARTOGRAFIAOs técnicos responsáveis pela definição do traçado do TGV têm-se confrontado com alguns problemas no terreno. A cartografia utilizada encontra--se desactualizada, e em alguns casos existem povoações em locais onde não se registavam aglomerados urbanos. Estas situações têm obrigado a várias correcções no traçado das linhas. in CM Raquel Oliveira O TGV vi trazer alem das estacoes projectos como aqueles que existem em Euroville. Quote
Dreamer Posted January 9, 2008 Report Posted January 9, 2008 PRIMEIRA LIGAÇÃO As duas primeiras cidades a serem ligadas pelo TGV serão Porto e Vigo. A cidade galega estará, a partir de 2006, apenas a 40 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A ligação deverá custar 1367 milhões de euros e transportar 2,1 milhões de passageiros. Deve haver aí algum engano... Há já algum tempo li numa revista (creio que a Arquitectura e Vida) que estariam previstas mais algumas pontes para o rio Douro e uma delas seria a destinada ao traçado Porto-Lisboa do TGV. Nesse artigo dizia-se que o TGV chegaria à beira rio (VN Gaia), a uma cota intermédia entre a marginal e a cota alta, em túnel, atravessaria o rio por uma ponte completamente encerrada e já no Porto voltaria a entrar em túnel. Com tantos estudos e tendo em conta o tempo que já se passou desde esse artigo, interrogo-me se será assim ou não... concerteza a decisão não estará já tomada, mas é uma possibilidade... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
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