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Arquitecto de Coimbra vence prémio em Espanha

Mais de 100 projectos ibéricos estiveram a concurso na III edição dos Prémios Enor de Arquitectura. Numa das quatro categorias distinguiu-se o trabalho de um docente da Universidade de Coimbra

João Paulo Providência, de Coimbra, foi distinguido em Espanha, ao vencer, em ex aequo, uma das categorias em concurso na III Edição dos Prémios Enor de Arquitectura. O docente do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra concorreu com o projecto “Centro de Saúde em Vila do Conde”, merecendo do júri o reconhecimento pelo «ritmo de alternância entre o positivo e o negativo com que se geraram as fachadas», bem como pela «solução do programa» e uma «reprodução construtiva dotada de energia».

Actualmente doutorando da Universidade de Coimbra, João Paulo Providência conta diversos projectos no seu curriculum, cujo início remonta a 1987, um ano antes de se licenciar na FAUP.

Entre os projectos do seu ateliê, fundado em 2001 com Lúcia Baptista, destacam-se “Rota do Património Industrial do Vale do Ave”, “Reabilitação do edifício do Teatro Nacional de S. João”, “Casa em Castro Marim”, “Remodelação do Laboratório Químico da Universidade de Coimbra, “Estudo de pormenor praias de Transição na Costa de Caparica”, “Remodelação do Museu de Arte Sacra da Sé de Braga”, ou ainda a “Ponte Rathausbrücke de Berlim, projecto que implica 15 profissionais de todo o mundo.

A par de João Paulo Providência foi galardoada, na mesma categoria - Prémio Enor Portugal – a equipa formada por Maria da Graça Ribeiro Correia e Roberto Ragazzi, pelo projecto “Casa do Gerês” em Vieira do Minho.

A esta terceira edição do Prémio Enor concorreram, entre Portugal e Espanha, e no total das categorias em concurso, mais de 100 projectos, todos eles concluídos entre 2005 e 2006, sendo que um terço das candidaturas era lusa.
Recorde-se que os prémios Enor são compostos por quatro categorias - Portugal, Leão/Castela, Madrid e Galiza - e por um Grande Prémio que elege o trabalho do melhor arquitecto entre as quatro distinções, este ano atribuído a Francisco Mangado Beloqui pela obra “Estádio de Futebol Nueva Balastera”, em Palencia, na região de Castela/Leão.

O júri deste ano foi composto por Souto Moura e Francisco Aires Mateus, vencedores do Grande Prémio Enor 2006, e ainda por João Mendes Ribeiro, Alberto Noguerol del Rio, Pilar Díez, Mariano Bayón, Belén Martín Granizo e Carlos Quintáns Eiras.

Em paralelo ao concurso foi apresentado o livro do III Prémio de Arquitectura Ascensores Enor, que reúne as melhores obras de arquitectura desta edição do prémio e tem uma tiragem de 8.500 exemplares (em espanhol e português).

Fonte: Diário de Coimbra

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