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Moscovo acolhe maior exposição do arquitecto Siza Vieira

Cerca de duas centenas de pessoas participaram na cerimónia de abertura da exposição de desenhos e maquetas do arquitecto português Siza Vieira, quinta-feira à noite, no Museu Nacional de Arquitectura Chussev, na capital russa.


«Mal imaginava que iria um dia expor em Moscovo, agora que o entusiasmo, a paixão pela arquitectura, é conquista laboriosa mais do que o sopro irressistível que nos envolve», escreve Siza Vieira no prefácio do catálogo da exposição.

«Quando organizámos uma exposição semelhante na Faculdade de Arquitectura do Porto, na abertura estavam apenas 26 alunos, que Siza Vieira convidou para almoçar. Aqui estão presentes tantas pessoas... Não esperava uma recepção tão grande e interessada«, declarou à Lusa Carlos Castanheira, arquitecto que organizou a exposição.


«Trata-se - sublinhou - da maior mostra de trabalhos de Siza Vieira alguma vez realizada: 53 obras, tantas quantos os anos de actividade do arquitecto. Depois de vermos o espaço disponibilizado e a grande curiosidade, decidimos organizar uma exposição monográfica, e não temática».

Os numerosos alunos de arquitectura, críticos de arte e simples curiosos esperavam ver Siza Vieira na abertura da exposição das suas obras, mas a doença obrigou o arquitecto a adiar a sua viagem a Moscovo. Isso obrigou também ao adiamento de uma conferência que Siza Vieira deveria dar num dos clubes da capital russa.

«O arquitecto Siza Vieira prometeu participar no encerramento da exposição, em Dezembro«, anunciou Carlos Castanheira ao falar na abertura da exposição. A informação foi acolhida com uma salva de palmas.

Os desenhos, fotografias e maquetas das obras projectadas por Siza Vieira estão expostos em sete salas, numa sequência cronológica. O restaurante e salão de chá Boa Nova, em Leça da Palmeira, abre o longo percurso criativo daquele que é um dos mais conhecidos arquitectos portugueses no estrangeiro.

Habituados aos cânones rigorosos da construção dos templos ortodoxos russos, os visitantes da exposição ficaram surpreendidos com as linhas arquitectónicas da Igreja de Santa Maria, em Marco de Canaveses.

«Esta exposição é importante porque ajuda os russos a compreender que Portugal é um país com uma cultura, neste caso, com uma arquitectura própria, não é parte de Espanha, como muitos pensam», declarou à Lusa Serguei Merjanov, crítico de arte e autor do primeiro trabalho sobre a obra de Siza Vieira e de outros arquitectos portugueses publicado em russo, em 1979.

«Vejo na obra de Siza Vieira - assinalou - aquilo a que chamo de racionalismo expressivo. À primeira vista, externamente, a obra do arquitecto parece ser muito racional, mas, por dentro, está cheia de expressão».


A exposição dos desenhos e maquetas de Siza Vieira, organizada com o apoio da Fundação Vanguarda Russa, Embaixada de Portugal em Moscovo, Instituto Camões e Museu Nacional de Arquitectura Chussev de Moscovo, estará aberta ao público até 09 de Dezembro.

Fonte: Diário Digital / Lusa

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