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Ordem debate sustentabilidade

A Ordem encerra hoje a exposição intitulada "A Casa Da Vizinha Não é Tão Verde Como a Minha", que foi inaugurada no Dia Mundial da Arquitectura, com uma conferência intitulada, "Sustentabilidade: Paradigma ou Paradoxo?".

Segundo os organizadores da iniciativa, Nadir Bonaccorso, João Manuel Santa Rita e Carlos Sant'Ana, a mesma visa questionar as razões porque "as preocupações ambientais, apesar de configurarem uma moda contemporânea, não se encontram presentes com a assiduidade desejável no dia-a-dia dos arquitectos".

Os mesmos responsáveis reiteram ainda que "Talvez por desconhecimento ou por comodidade, o facto é que são poucos os ateliês com consciência ecológica, quando a escolha de bons materiais, locais, ecológicos ou reciclados, e a opção por desenhos potenciadores de maior eficácia climática ou opções políticas e económicas sobre o rumo a seguir em determinado projecto poderiam servir de catalisadores para uma mudança de hábitos, necessária para renovar os processos de produção arquitectónica".

Durante a conferência vai ainda ser lançada uma base de dados de projectos sustentáveis, em www.casadavizinha.eu, que durante um ano estará on-line com todos os projectos que participaram na exposição e os que foram entretanto acrescentados.

Entre os participantes da conferência encontra-se Jorge Graça Costa, Eduardo Carvalho (Plano B ), Isabel Barbas (Brut Deluxe), Nuno Vidigal (Baixa Atelier) e Pedro Campos Costa.

Fonte: Jornal Construir
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Foi uma conferência muito interessante e a certa altura resultou num debate informal muito curioso, pelo modo como foi abordado este tema da sustentabilidade, os diversos pontos de vista. Foi interessante por um lado conhecer novos projectos, os quais suportam em determinados momentos, acções que se relacionam com políticas de racionalização dos recursos e reaproveitamento dos mesmos. O que é de frisar, é o que se sucede quando este conceito adquire uma dimensão que acaba por se desvanecer e encobrir-se pelo seu próprio mediatismo, confundindo tanto os criadores como o público em geral. Foi também referido o papel do arquitecto nesta questão, e de que modo pode ele usufruir e integrar este conjunto de ideias nos seus projectos, sem que o mesmo nasça a partir destas mesmas políticas "ambientais". Mas primeiro que tudo ia-se ao cerne questão do verdadeiro ser, de nome "sustentável". Até que ponto esta palavra não é tão redundante e ambígua que se passou a utilizar mais para marketing e porque "está na moda" do que realmente coordenar as actividades diversas de diversos sectores sociais, com a preocupação e o debruçar mais profundo acerca do modo como podemos intervir/produzir/utilizar objectos sem que estes produzam uma reacção extremamente prejudicial ao planeta.

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