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INFO

Principais intervenções:
  • Pedonização da zona norte da praça
  • Valorização da Estátua de Eça de Queirós, espelho de água
  • Manutenção da maioria das árvores
  • Manutenção da calçada Portuguesa com siglas poveiras e brasão da Póvoa em frente à câmara
  • Colocação de 26 colunas entre a via pública e a praça
  • Aumento de espaços verdes
  • Encerramento da Garagem linhares para instalação de uma estação de metro. A administração do Metro já foi avisada sobre a obra que se fará ali terá que respeitar a arquitectura da praça (arquitectura tradicional portuguesa).

EXISTENTE

http-~~-//img170.imageshack.us/img170/1295/povoacentrouj2.png

Implantacao

http-~~-//img160.imageshack.us/img160/9107/prcalmada2ly9.png

PLANTAS DA PROPOSTA

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http-~~-//img93.imageshack.us/img93/7635/prcalmada3yd0.png


FOTOMONTAGENS

http-~~-//www.cm-pvarzim.pt/municipio/obras-municipais/obras-em-curso/obra-praca-do-almada/galeria-de-imagens/imagens-virtuais-da-nova-praca/praca-01.jpg

RENDERS DA PROPOSTA

http-~~-//www.cm-pvarzim.pt/municipio/obras-municipais/obras-em-curso/obra-praca-do-almada/galeria-de-imagens/imagens-virtuais-da-nova-praca/praca-05.jpg

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TEXTO

A nova imagem da Praça

Daqui a um ano, a Praça do Almada, situada mesmo no coração da cidade da Póvoa de Varzim, vai apresentar-se com uma nova imagem. As obras de requalificação e remodelação daquela zona começam hoje e o autor do projecto, Rui Bianchi, explicou, em entrevista ao Póvoa Semanário, toda a intervenção prevista

São grandes as alterações na Praça quer a nível estético, quer a nível de organização do espaço?

A praça rodeada por uma rua a toda a volta vai desaparecer. Embora se possa garantir o acesso para serviços, em descontinuidade, quer para os equipamentos que existem no lado norte que vai ser pedonalizado, quer à Câmara Municipal, bancos e outras estruturas.

Predomina o espaço com carácter pedonal, não só ‘alimentado’ pelo próprio pavimento, mas também com a existência de bancos, zonas de abrigo e eventualmente de algumas esplanadas que possam vir a ser criadas. Esta ideia seria interessante pois permitiria incentivar um outro tipo de utilização, mais lúdica, tendo presente a ideia dos cafés como ponto de encontro, até porque, na Póvoa, estes sempre tiveram um papel importante e uma história.

Vai ser choque para aqueles que estavam habituados à actual Praça. Vão ter que aprender a utilizá-la de outra forma?

Quem utiliza a Praça do Almada como uma plataforma rodoviária vai ter que criar novos hábitos. Mas a cidade tem-se vindo a adaptar à nova rede viária, no sentido de poder promover essa alternativa. E portanto, esses hábitos passarão pelo uso de percursos laterais. Até porque esse tipo de trânsito não interessa ao centro da cidade, pois não participa muito da vida cívica em termos de contacto entre as pessoas e não promove a tranquilidade, que é importante que este espaço venha a ter.

No sentido de quem vê a Praça apenas como observador e quem a utiliza como passante, não vai ter de mudar o seu comportamento, dado que a intervenção é relativamente discreta do ponto de vista visual. Trata-se de uma uniformização de pavimentos, com uma métrica e uma ordem disciplinar relativamente simples. Interpreta aquilo que foram intervenções anteriores daquela zona, não alterando de modo significativo nenhum dos elementos visuais que a referenciam, nomeadamente a estátua de Eça de Queirós, o coreto, o pelourinho, os canteiros, as árvores e até as próprias zonas de atravessamento pedonal. O que vai surgir de novo, apenas acrescenta, no sentido de se poder criar uma maior concentração, com a ideia em mente que é possível estar na praça.

É importante que este seja um local onde nos sentimos bem, mesmo não o usando. Os pavimentos são muito uniformes, em granito não muito agressivo. Não é cinza, nem excessivamente ferroso - muito amarelo – pois este tem tendência a tornar-se escuro. É um material bastante bonito, tranquilo e que contém alguma luz, um factor importante por haver muitas árvores que criam zonas de sombra.

À noite o espaço pode ser um pouco mais surpreendente. A iluminação é nova e o efeito visual é necessariamente diferente, existindo elementos que vão promover alguma espectacularidade, no sentido de podermos ver a Praça de uma forma diferente. Por essa razão vamos trabalhar a luz.

Para tal vai contribuir a iluminação pensada para o monumento a Eça de Queirós.

Essa insere-se na que está pensada para o conjunto de monumentos que ali existem e mesmo para algumas fachadas. Vamos rever a iluminação dessa estátua, da Câmara Municipal, do coreto, do pelourinho, uma revisão que está a ser trabalhada por uma empresa da especialidade para que estes elementos notáveis possam ganhar presença e a dignidade que merecem.

Foi dada uma atenção especial ao desenho das siglas poveiras que está colocado em frente ao edifício dos Paços do Concelho.

Precisávamos de uma intervenção pacificadora e, portanto, o objectivo era que todos os elementos se equilibrassem e se uniformizassem com o espaço. Esse foi o caso do desenho das siglas poveiras que é o resultado final de trabalho que fizemos junto das pessoas, ouvindo todos quantos utilizam aquela artéria sejam naturais ou não do concelho. Este não é, propriamente, um trabalho de autor, não apresenta uma posição pessoal sobre o espaço, mas resulta da audição de muitas pessoas que transmitiram aquilo que eram as memórias do local, o que é verdadeiramente importante para os cidadãos. Nesse sentido encontrei uma referência muito importante ao desenho do arquitecto Rui Calafate que tem mais de 40 anos. O trabalho das siglas foi reposicionado e redimensionado, apesar de se manter basicamente com as mesmas características, no eixo da Câmara Municipal e agora dentro do padrão do desenho da própria Praça. Por ser um pouco mais pequeno, torna-se até um pouco mais fácil a sua leitura. Vai ser ligeiramente mais discreto por já não ter o contraste com o calcário, mas vai continuar a ser visível pela diferença que apresenta em relação ao granito claro e vai ser um pouco mais equilibrado com o resto do pavimento.

A leitura vai ser mais fácil dado o ‘contacto’ com uma superfície mais fluida como o granito?

Se verificarmos ‘in loco’, compreendemos que há um certo afastamento dos elementos que contornam todo o desenho. Agora, ao ficarem ligeiramente mais próximos, pode ser que isso aconteça.

Gostaria de destacar, igualmente, uns desenhos que estão nos passeios laterais que antigamente se prolongavam pela rua da Junqueira e evocam o Mar e a pesca. Estas figuras, que estão emolduradas por um desenho muito característico dos nossos passeios, vão também ficar colocadas dos lados da Praça, em frente aos novos bancos de forma a preservar a memória.

As novas colunas de iluminação vão ser a imagem de marca do espaço?

São o único elemento novo que vai surgir, mas que, apesar de tudo, também pertencem à história do local. A Praça já teve, mais ou menos, este desenho. Foi possível identificar uma marcação muito curiosa que está bastante bem documentada: a existência de duas colunas – de cada lado da Praça - que estavam rematadas com motivos florais que, de alguma maneira, marcavam a entrada porque se situavam no enfiamento da rua.

Por outro lado, ao longo da História, sobretudo nas praças mediterrânicas, sempre existiram grandes colunatas, galerias ou estatuária que marcavam e disciplinavam um ordenamento muito característico daquilo que era o espaço da própria praça – o interior e o de passagem. Pareceu-me interessante que, de uma maneira relativamente discreta, pudéssemos formatar, quer os canteiros, quer os percursos, com esses elementos verticais – que, no fundo, não são mais do que candeeiros com seis metros de altura. Mas que têm um aspecto muito curioso, pois em vez de ser o próprio candeeiro a iluminar o espaço, neste caso fundamenta-se a questão ao contrário: a iluminação é exterior ao candeeiro e a coluna funciona como um elemento iluminado. Isto dará um ordenamento, criará uma espécie de frente de respeito, de símbolo de poder local, o que intensifica a ideia de espaço um pouco mais privado. Integrado com as árvores, com a disciplina dos pavimentos, o que resultará em algo marcante. É também um elemento fotográfico porque vai permitir a abordagem da Praça de uma outra forma e faz também a diferença no tempo. As colunas estão ainda a ser ultimadas em termos de desenho e não fazem parte deste concurso inicial, mas estão no projecto e estou certo que a autarquia virá a colocá-las.

Como é feita a integração, neste projecto, das árvores já existentes?

No projecto não está previsto que se retire qualquer árvore, pois elas têm uma durabilidade própria. Por isso, enquanto garantirem a segurança do espaço, sou da opinião que, em respeito da própria imagem e História se devem. Algumas dessas árvores, por razões de segurança e atrofiamento, vão ser substituídas. Aquelas que têm viabilidade mantêm-se. Uma ou outra estão fora da disciplina de desenho, ficando em zonas de passagem, mas como são elementos que fazem parte do espaço, ficam.

E criam alguma assimetria num espaço que é algo simétrico…

Há dois eixos que são predominantes, mas um deles está algo perdido dada a intensidade de tráfego da Nacional 13 e da necessidade da instalação de paragens de autocarro. Também houve a preocupação da única paragem que, eventualmente, venha a ser colocada na plataforma norte da Praça fique ligeiramente deslocada para sul para permitir que o eixo que une o pelourinho e o monumento a Eça de Queirós fique livre em termos visuais e que haja um contacto e uma continuidade. O outro eixo é muito curioso e unifica o pelourinho, o coreto e a entrada da Câmara.

Essa assimetria das árvores tem a ver com aquilo que é a minha posição e também com aquela que é seguida, de um modo geral, pela arquitectura contemporânea em relação aos elementos vegetais. Deve transportar-se para o espaço urbano aquilo que é a Natureza. Aí a vegetação não nasce de forma ordenada e metricamente afastada, ainda que, em algumas situações seja aconselhável que isso aconteça por razões de salubridade do próprio espaço.

A praça de táxis vai ter de alterar, novamente, a sua posição. Onde vai ficar situado este equipamento?

Tinha saído do lado sul da Praça, e é para lá que vai voltar. Existem duas possibilidades: ficar colocada na plataforma central ou, se assim os profissionais de táxi quiserem, junto à garagem Linhares. A ideia é que possa prestar um bom serviço, com as condições adequadas e, para tal, queremos criar um abrigo para os motoristas e clientes terem as mínimas condições de trabalho e de conforto. O equipamento é constituído por uma zona de espera em que está incorporada uma cabine telefónica pública e uma instalação sanitária para uso privativo da própria praça.

Que outros equipamentos merecem destaque?

Uma paragem de autocarro redesenhada. Os quiosques são privativos e, por isso, temos respeito pelo desenho e mantém-se com a sua disposição e traçado. Há a possibilidade do quiosque Ala-Arriba, por interesse do seu proprietário, mudar de sítio e ficar num local um pouco mais interior, libertando uma zona de passagem que está um pouco estrangulada. Nessa altura, poderá haver um novo desenho do quiosque que aí se incorporaria na paragem de autocarro, mas sem mexer nas árvores que estão no local.

Outras das referências incontornáveis do projecto é a criação de um espelho de água junto ao monumento a Eça de Queirós. Porquê esta escolha?

O monumento, com a água, torna-se um pouco mais distante e ganha uma dimensão mais etérea. O espelho não é muito grande, mas é suficiente para lhe dar afastamento e respeitabilidade, acabando por protegê-lo de alguns maus usos.

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conheço toda a intençao e simbolismo em torno deste projecto. acho excelente que a arquitectura sirva, infelizmente nem sempre, os interesses de uma comunidade que identifica uma cidade. arquitectos que trabalham com toda esta dimensao para a cidade tornam se contributo para dignificar e engrandecer a funçao desta classe para toda uma comunidade. arquitectos que conseguem com densidade contribuir para o bem estar das pessoas e o renovar de uma imagem cada vez mais apática que os cidadaos teem do poder. o poder, as insituiçoes, devem de uma vez por todas valorizar o seu contributo e muita dessa evoluçao está na mao dos arquitectos e de uma mudança de mentalidades com o fito bem traçado de servir o povo. bem haja rui bianchi;)

  • 5 weeks later...

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