abbel.r Posted June 16, 2007 Report Posted June 16, 2007 Abel Rafael pARasiteO espaço habitável proposto, pelo seu carácter de uso temporário, vai ser desenvolvido pensado tendo em consideração as questões mínimas e essenciais à estadia, oferecendo ao habitante dois pólos considerados configuradores. A sua área volúmica é dividida então em espaço-função e espaço-fruição, de forma directa e assumida. Este conceito separa relações entre acções rotineiras e e acções mais sublimes: de um lado asseguram-se as necessidades básicas relativas á sobrevivência do ser humano, do outro tudo o que abarca o metafísico. A materialização destas realidades é também oposta: os espaços-função, como a zona de dormir ou de instalação sanitária, revelam-se totalmente encerrados e num intrincado volumétrico auto-portante, que aglutina espaços consoante a função que precisa: “a house is a machine for living in”. O espaço-fruição, antagónico do anterior, é regular e limpo, uma caixa de vidro que paira no vazio, e que altera de cor consoante o desejo do utilizador, transformando-se numa lâmpada urbana: “transparency is not the same as looking straight through a building: it's not just a physical idea, it's also an intellectual one.” O habitar é então um momento de tensão entre duas circunstâncias. A forma do objecto reconhece-se e assume-se como um p.a.ra.s.i.t.e (Prototypes for Advanced Readymade Amphibious Small-scale Individual Temporary Ecological Houses ), é habitáculo que se implanta no topo de um pré-existencia, e que dela tira melhor partido. O sítio escolhido foi a zona antiga da cidade de Lisboa, mais rica neste layer superior. A topografia dos telhados configura um novo horizonte. Este espaço, tal como o próprio visitante, pode ser universal, pois responde às exigências comuns de qualquer pessoa, que são: utilizar e usufruir. Quote
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