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Concurso Arquitectura.pt : Espaços Habitáveis
Memória Descritiva

1.

Habitar um espaço é reclamá-lo para uma actividade.

As actividades que colonizam espaços vão desde o residir até ao esperar ou atravessar.
Da mesma forma que a habitabilidade de um espaço não tem uma relação intrínseca a um programa específico também a forma de um espaço habitável não obedecerá necessariamente a quaisquer requisitos excepto os necessários á actividade que suporta.

2.

Propõe-se um objecto cuja única especificidade contextual é a existência de um lugar “vago” num contexto urbano.

Trata-se de um pequeno equipamento cujas formas de ocupação se alteram sazonalmente na medida em que se torna possível programá-lo com actividades culturais ou comerciais ou simplesmente uma situação de espera.
O objecto é desmontável e amovível, recorrendo a materiais prefabricados que se encaixam numa estrutura metálica rebatível.

3.

A condição temporária do objecto é equilibrada pelos seus usos sazonais.

Nas estações “húmidas” é uma “casa” de duas águas que ironiza a sua função de abrigo e que recorre ao aspecto icónico como comentário a uma vontade de integração na cidade. O volume de 27 m3 surge como a circunstância que determina rigidamente a sua secção e planta desenhando um espaço interior que é apenas “encerrado” pelos dois alçados rebatíveis em malha metálica.

4.

Do teatro do quotidiano ao evento cultural.

Nas estações “secas” a forma original e o volume encerrado inicial são eliminados com o rebatimento total ou parcial das faces laterais, criando um plateau com bancada que serve de suporte á animação da praça. Resta a marcação de uma plataforma de actividade -a dimensão habitável do objecto- que faz a relação tectónica com o chão da praça.

5.

“(…) os trajectos diários criam uma familiaridade entre as pessoas não de uma ordem familiar mas integrada numa memória colectiva que coloca as cidades numa espécie de existência simbólica. (…) o espaço em que se cruzam estes percursos individuais por vezes têm a capacidade, ainda que fugazmente, de sugerir uma familiaridade que nos une a todos (…) “
Marc Augé “Não-Lugares”

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