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Cubo Modular
Bruno Marcelino, Pedro Matias


Cubo Modular


Tendo como de ponto referência o pavilhão HA 45 – 11 de Julian Opie, o Cubo Modular, ao contrário do pavilhão permite uma maior liberdade no acto de habitar um espaço, onde o indivíduo não fica excluído da sua estrutura escultórica – arquitectónica. Confere-se assim a possibilidade de ser um reunir de ideias e de usos, com uma adaptação flexível/ágil, autónoma/independente e desdobrável/desenroláveis.
O projecto apresenta uma estrutura simples onde o limite entre o interior e o exterior é muito difuso e imperfectível. Por vezes, o exterior aparenta confundir-se com o interior, tornando possível o seu visionamento por diferentes ângulos. Contudo esses ângulos ocultos podem ver vistos de outros pontos de vista – sem isto reproduzir uma experiência totalmente nova. Sobre o que é possível de visualizar, pode-se de certa maneira afirmar, que não há nada para ver, excepto a transparência e o seu vazio.
O Cubo Modular, como objecto volúmico, autónomo, próximo de uma estrutura industrial, descreve um silêncio contido, onde a exploração do espaço e da posição do corpo pode ocupar o tempo e a duração aos seus limites.
Esta peça de arquitectura pretende complementar o mundo pós-moderno livre de preconceitos e de modos de vida alternativos. Pode-se constatar em simultâneo como uma “zona de espectáculo” ou espaço expositivo.
Tais variedades de usos e de formas deve-se ao facto, dos 27m3 serem compostas por um cubo de 3m de aresta, formado por 24 tubos metálicos com 1,5m cada. A outra materialidade constituinte do volume são lonas que projectam a imagem Arquitectura.pt, sendo que este último elemento protege o espaço conforme as necessidades e usos pretendidos.
Devido ao seu carácter móvel e leve, o projecto poderá ser um pólo de atracção em certos eventos, principalmente de Verão, pois permite uma variedade de formas e cores pela conjugação das lonas, possibilitando até o seu uso como tendas de campismo. Admitindo-se assim, fazer uma apropriação temporária urbana, poder-se-á, em alguns casos, chegar ao limite, através da fragmentação do cubo.
Tal novo conceito de habitar pode ser comercializado num Saco, albergando os 24 Tubos Metálicos e as 5 Lonas, pois os seus encaixes são feitos de modo simples e resistentes.
Em suma, propõe um novo ideal do conceito de habitar, onde existe uma maior ligação entre o arquitecto e o artista.
Neste contexto, o espaço nem sempre é físico mas sim escultural, composto, construído, líquido, mental e visual, definidos no fluxo contextual e com a nossa própria experiência. Os espaços são susceptíveis a ideias livres, inabitados onde o que lhe dá forma é a imaginação.

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