BrunoMarcelino Posted June 14, 2007 Report Posted June 14, 2007 Cubo ModularBruno Marcelino, Pedro MatiasCubo ModularTendo como de ponto referência o pavilhão HA 45 – 11 de Julian Opie, o Cubo Modular, ao contrário do pavilhão permite uma maior liberdade no acto de habitar um espaço, onde o indivíduo não fica excluído da sua estrutura escultórica – arquitectónica. Confere-se assim a possibilidade de ser um reunir de ideias e de usos, com uma adaptação flexível/ágil, autónoma/independente e desdobrável/desenroláveis.O projecto apresenta uma estrutura simples onde o limite entre o interior e o exterior é muito difuso e imperfectível. Por vezes, o exterior aparenta confundir-se com o interior, tornando possível o seu visionamento por diferentes ângulos. Contudo esses ângulos ocultos podem ver vistos de outros pontos de vista – sem isto reproduzir uma experiência totalmente nova. Sobre o que é possível de visualizar, pode-se de certa maneira afirmar, que não há nada para ver, excepto a transparência e o seu vazio.O Cubo Modular, como objecto volúmico, autónomo, próximo de uma estrutura industrial, descreve um silêncio contido, onde a exploração do espaço e da posição do corpo pode ocupar o tempo e a duração aos seus limites. Esta peça de arquitectura pretende complementar o mundo pós-moderno livre de preconceitos e de modos de vida alternativos. Pode-se constatar em simultâneo como uma “zona de espectáculo” ou espaço expositivo.Tais variedades de usos e de formas deve-se ao facto, dos 27m3 serem compostas por um cubo de 3m de aresta, formado por 24 tubos metálicos com 1,5m cada. A outra materialidade constituinte do volume são lonas que projectam a imagem Arquitectura.pt, sendo que este último elemento protege o espaço conforme as necessidades e usos pretendidos.Devido ao seu carácter móvel e leve, o projecto poderá ser um pólo de atracção em certos eventos, principalmente de Verão, pois permite uma variedade de formas e cores pela conjugação das lonas, possibilitando até o seu uso como tendas de campismo. Admitindo-se assim, fazer uma apropriação temporária urbana, poder-se-á, em alguns casos, chegar ao limite, através da fragmentação do cubo.Tal novo conceito de habitar pode ser comercializado num Saco, albergando os 24 Tubos Metálicos e as 5 Lonas, pois os seus encaixes são feitos de modo simples e resistentes. Em suma, propõe um novo ideal do conceito de habitar, onde existe uma maior ligação entre o arquitecto e o artista. Neste contexto, o espaço nem sempre é físico mas sim escultural, composto, construído, líquido, mental e visual, definidos no fluxo contextual e com a nossa própria experiência. Os espaços são susceptíveis a ideias livres, inabitados onde o que lhe dá forma é a imaginação. Quote
Recommended Posts
Join the conversation
You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.