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Intervenções na Cidade - A Cidade como teatro de espectáculos; o vazio como palco de operações

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A proposta
A acção do cidadão enquanto interveniente activo na construção de vivências e espaços é urgente e cada vez mais necessária.

A incapacidade do poder local em manter toda a cidade operacional e funcional é diminuta, estando o desenvolvimento em meio urbano cada vez mais nas mãos de investidores privados e de iniciativas individuais.

Cada cidadão tem o direito de intervir na construção dos espaços da sua cidade, porque a cidade é de todos e é para todos.

1 - Perante as potencialidades e oportunidades que os espaços vazios oferecem, estes têm de ser analisados e pensados no âmbito da contribuição para o contínuo do espaço público na cidade.

2 - A existência de espaços públicos confere um contexto simbólico e um significado à cidade por providenciar pontos de encontro/convívio, caminhos, transições entre domínio público e privado e espaços de discurso e interacção.

3 - A identidade do lugar induz à apropriação e fixação do espaço - as características essenciais são a “imagibilidade” ambiental e a “imagibilidade” social

4 - A acção do cidadão enquanto interveniente activo na construção de vivências e espaços é urgente e cada vez mais necessária. Espaço Público é o espaço comum, pertença ou relativo a todo o cidadão e aberto e acessível a todos. Só faz sentido existir espaço público se ele for apropriado pela população.

5 - Através da acção directa ou da identificação com a estrutura e elementos do local, o cidadão integra o espaço no seu eu.

6 - A mudança física é de mais rápida e fácil exequibilidade que a mudança social. Esta requer uma rede de relações de suporte social característico e identificável capaz de conferir uma identidade comum.

7 - Operando convincentemente em pontos dispersos da malha urbana, num formato padronizado e regular de acção, mais facilmente se estabelecerá uma Identidade Social perante o espaço vazio e a sua apropriação pessoal.

O vazio, um ponto de partida para a interactividade e para a experimentação da acção e dos processos narrativos.

O que disse o júri:
Pelo modo como aborda a cidade a partir de uma acção simples e acessível a todos: a plantação de árvores em espaços degradados (como por exemplo o Miradouro da Travessa das Terras do Monte). Através desta acção, a proposta assume um manifesto pela participação colectiva na construção da cidade a partir de pequenos mas simbólicos gestos. A proposta teve ainda o mérito de não se ficar pela teoria.

Contributo para uma reflexão:
A proposta de Maria João Fonseca assume em pleno o tema desta competição, servindo de motivo a uma genuína intervenção na cidade. Como exemplo específico de uma acção com contornos de “guerrilla gardening”, pela apropriação de um espaço e fazendo dele local de uma ocorrência pública e social. Mas o debate que é lançado por esta feliz provocação vai muito para lá da especificidade do gesto que se ensaia. Abre-se assim uma reflexão sobre o carácter social dos espaços da cidade – o vazio entendido não como território de ninguém, mas antes como pertença de todos num sentido de responsabilidade colectiva.

Promove-se assim uma consciência pela necessidade de participação, com contornos que não se limitam ao domínio da acção pública, mas que seja igualmente aberto à intervenção dos agentes privados e, no limite, à acção dos próprios cidadãos sobre o espaço colectivo.

Tornar a cidade num palco de iniciativa; tornar o vazio num mundo de oportunidades únicas, transformando o nosso redor por gestos concretos que nos tornam a todos agentes da construção de um território vivo e fértil, onde a comunidade pode verdadeiramente acontecer.

Fonte:
Blog _ Trienal de Lisboa
Posted

E porque não?
Afinal nesses locais também existem formas de arte muito próprias e enraízadas ... o hip-hop, rap, graffitis, etc ... "uma reflexão sobre o carácter social dos espaços da cidade"

:)

Posted

É uma forma de se valorizar locais marginalizados pela sociedade... uma forma de chamar os habitantes locais a acontecimentos que habitualmente não frequentam... uma outra forma de ver o teatro... quase teatro de rua...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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