Ivo Sales Costa Posted March 6, 2007 Report Posted March 6, 2007 Existe um parente pobre no âmbito da arquitectura que teima em ser aceite, não só pelos profissionais do ofício, mas também por todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, lidam ocasionalmente com a noção de reabilitar. A arquitectura lida com o problema de uma forma bastante desligada, porque, acima de qualquer outro motivo, intervir sobre um lugar cravado de costumes e hábitos torna-se um desafio estéril. As autarquias não facilitam, o povo contesta, as associações tomam posições defensivas e o processo arrasta-se décadas pelos corredores da burocracia e más vontades populares. Daí que quando se propicia a intervenção sobre um determinado lugar ou edifício, o evento esteja quase sempre associado à degradação absurda do objecto de estudo, altura em que as consciências acordam de forma lenta e preguiçosa e de repente se apercebem que afinal “falta aqui qualquer coisa”. O fenómeno que se segue é sintomático da realidade paralela que se vive neste país, subitamente a coisa resulta, as pessoas aderem, o espaço funciona, e seguem-se as contaminações necessárias para que se leia o lugar a partir de uma intervenção em larga escala, alargando as fronteiras do exercício de reabilitação para lá do primeiro objecto de estudo. E assim se conseguem recuperar frentes urbanas, construir novos parques urbanos, ou simplesmente conferir alguma qualidade de vida a uma área específica que carecia de intervenção [...] >> Ler Mais... Quote
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